Foram quase duas horas sem informações sobre o Oscar. Melissa Leo e Christian Bale já haviam recebido estatuetas na categoria coadjuvante. Estava também na cara que a dupla de apresentadores não funcionava: James Franco com expressão de sono e constrangimento e Anne Hathaway tentando fazer graça.
No mundo paralelo da Rede Globo, o Oscar demorou para começar. Não tenho TV a cabo em casa. Assistir ao Fantástico e ao BBB passava longe de meus planos. E de novo aquela pergunta: por que uma emissora compra os direitos de transmissão de um evento e opta por não transmiti-lo de forma decente?
Mas vale o clichê de que a necessidade faz milagres. No final das contas, saí vasculhado pela internet formas de assistir ao Oscar via streaming. E, teimoso, não estava afim de pagar nem um centavo a mais (além da minha mensalidade da Net) para ver a cerimônia.
Durante um tempo, um dos canais do Ustream Tv (www.ustream.tv) estava transmitindo o Oscar, lindo, como se fosse uma TV mesmo. Mas a alegria durou pouco. Depois de alguns minutos, o sinal foi derrubado. Estava infringindo direitos autorais. E fico pensando: que galera mesquinha essa do Oscar.
Para assistir à cerimônia no site da Academia, era necessário pagar US$ 5. E colocam uma equipe, ou desenvolvem um programa, sei lá, para ficar monitorando e derrubar o sinal daqueles usuários que tentam democratizar a exibição! Para ficarmos numa conta superficial. Enquanto eu via a exibição pela internet, o Ustream indicava que cerca de mil pessoas estavam conectadas naquele canal. Faça as contas: 1.000 x 5 = US$ 5 mil. O Oscar tá meio pobrinho, né? Precisa da nossa ajuda.
Mas, claro, não adianta proibir etc. Poucos segundos depois, lá estava um outro canal no Ustream exibindo o Oscar. Mas era um sujeito filmando a própria televisão, então a qualidade de som e imagem não era das melhores. Mas valeu a noite.
Gargalhadas gerais aqui em casa quando o sujeito resolve mostrar seu rosto na hora do intervalo. Era um adolescente britânico, meio emo, cabelinho descolorido, franjinha. Olhão bem arregalado. Provavelmente nunca antes tantas pessoas o assistiam ao mesmo tempo.
Lewis Fennel. Gênio!
Lewis salvou a noite em vários sentidos. Se James Franco parecia que estava com vergonha de apresentar o Oscar, Lewis estava a mil por hora. Ele não acreditava na audiência que estava conectada no seu canal. Twitava enquanto fazia a transmissão caseira tosca:
Wow... Over 2500 live views, 160+ twitter followers, 80+ Twitter mentions, 2 Facebook fan pages, 30+ YouTube subscriptions & more... INSANE!
Assim, animadíssimo, com comentários bem espontâneos de moleque mesmo, falando freak out a todo o instante. Sempre atento e conversando com os seguidores no Twitter, consciente de que seu sinal seria derrubado pelas "otoridades" a qualquer momento.
Era bem de madrugada lá na Inglaterra, sul de Yorkshire, onde Lewis mora. Ele estava preocupado que não iria conseguir acordar para ir à aula.
Attempted to sleep for 20 minutes, failed miserably... Fun day at school ahead. :L
Mas, lá pela meia-noite algum dedo-duro do Oscar derrubou o sinal de Lewis. Quase na mesma hora, a Globo já tinha terminado o "emocionante" BBB e começava a, finalmente exibir o Oscar.
Ao menos na minha TV, não consegui acionar a tecla SAP. Não dava para tirar o som da tradução em português. Tive que ficar ouvindo os comentários gloriosos de Maria Beltrão e José Wilker. Eu me divertia mais quando o SBT transmitia, com a Babi falando umas baboseiras. Mas ao menos era mais trash. O ar de seriedade ontem tirava qualquer um do sério. A cada dois comentários, em três Zé Wilker falava que A Origem era um filme ruim, feito só de efeitos especiais. Ok, Zé, faça um filme só com "efeito de computador" e ganhe um Oscar no ano que vem, já que você disse que gostaria de ganhar um Oscar.
Virei fã de Lewis Fennell. Ele me faz lembrar daquela empolgação da juventude que todos nós deixamos de lado em determinada fase da vida. Um tesão pela vida e pela novidade e ingenuidade boa que deveríamos carregar dentro da gente durante toda a vida.
No mundo paralelo da Rede Globo, o Oscar demorou para começar. Não tenho TV a cabo em casa. Assistir ao Fantástico e ao BBB passava longe de meus planos. E de novo aquela pergunta: por que uma emissora compra os direitos de transmissão de um evento e opta por não transmiti-lo de forma decente?
Mas vale o clichê de que a necessidade faz milagres. No final das contas, saí vasculhado pela internet formas de assistir ao Oscar via streaming. E, teimoso, não estava afim de pagar nem um centavo a mais (além da minha mensalidade da Net) para ver a cerimônia.
Durante um tempo, um dos canais do Ustream Tv (www.ustream.tv) estava transmitindo o Oscar, lindo, como se fosse uma TV mesmo. Mas a alegria durou pouco. Depois de alguns minutos, o sinal foi derrubado. Estava infringindo direitos autorais. E fico pensando: que galera mesquinha essa do Oscar.
Para assistir à cerimônia no site da Academia, era necessário pagar US$ 5. E colocam uma equipe, ou desenvolvem um programa, sei lá, para ficar monitorando e derrubar o sinal daqueles usuários que tentam democratizar a exibição! Para ficarmos numa conta superficial. Enquanto eu via a exibição pela internet, o Ustream indicava que cerca de mil pessoas estavam conectadas naquele canal. Faça as contas: 1.000 x 5 = US$ 5 mil. O Oscar tá meio pobrinho, né? Precisa da nossa ajuda.
Mas, claro, não adianta proibir etc. Poucos segundos depois, lá estava um outro canal no Ustream exibindo o Oscar. Mas era um sujeito filmando a própria televisão, então a qualidade de som e imagem não era das melhores. Mas valeu a noite.
Gargalhadas gerais aqui em casa quando o sujeito resolve mostrar seu rosto na hora do intervalo. Era um adolescente britânico, meio emo, cabelinho descolorido, franjinha. Olhão bem arregalado. Provavelmente nunca antes tantas pessoas o assistiam ao mesmo tempo.
Lewis Fennel. Gênio!
Lewis salvou a noite em vários sentidos. Se James Franco parecia que estava com vergonha de apresentar o Oscar, Lewis estava a mil por hora. Ele não acreditava na audiência que estava conectada no seu canal. Twitava enquanto fazia a transmissão caseira tosca:
Wow... Over 2500 live views, 160+ twitter followers, 80+ Twitter mentions, 2 Facebook fan pages, 30+ YouTube subscriptions & more... INSANE!
Assim, animadíssimo, com comentários bem espontâneos de moleque mesmo, falando freak out a todo o instante. Sempre atento e conversando com os seguidores no Twitter, consciente de que seu sinal seria derrubado pelas "otoridades" a qualquer momento.
Era bem de madrugada lá na Inglaterra, sul de Yorkshire, onde Lewis mora. Ele estava preocupado que não iria conseguir acordar para ir à aula.
Attempted to sleep for 20 minutes, failed miserably... Fun day at school ahead. :L
Mas, lá pela meia-noite algum dedo-duro do Oscar derrubou o sinal de Lewis. Quase na mesma hora, a Globo já tinha terminado o "emocionante" BBB e começava a, finalmente exibir o Oscar.
Ao menos na minha TV, não consegui acionar a tecla SAP. Não dava para tirar o som da tradução em português. Tive que ficar ouvindo os comentários gloriosos de Maria Beltrão e José Wilker. Eu me divertia mais quando o SBT transmitia, com a Babi falando umas baboseiras. Mas ao menos era mais trash. O ar de seriedade ontem tirava qualquer um do sério. A cada dois comentários, em três Zé Wilker falava que A Origem era um filme ruim, feito só de efeitos especiais. Ok, Zé, faça um filme só com "efeito de computador" e ganhe um Oscar no ano que vem, já que você disse que gostaria de ganhar um Oscar.
Virei fã de Lewis Fennell. Ele me faz lembrar daquela empolgação da juventude que todos nós deixamos de lado em determinada fase da vida. Um tesão pela vida e pela novidade e ingenuidade boa que deveríamos carregar dentro da gente durante toda a vida.



