<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317</id><updated>2012-02-10T06:55:52.405-08:00</updated><title type='text'>Bruno Yutaka Saito</title><subtitle type='html'>Histórias de hoje e o que mais vier</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>72</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-6058599406491785940</id><published>2011-02-28T10:37:00.000-08:00</published><updated>2011-03-01T18:32:50.757-08:00</updated><title type='text'>Lewis Fennell, a melhor coisa do Oscar</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4gPl6ZvYDhA/TW2sPx80JQI/AAAAAAAAAII/4UQTOHYNhCM/s1600/lewis2.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 270px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579304900488340738" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-4gPl6ZvYDhA/TW2sPx80JQI/AAAAAAAAAII/4UQTOHYNhCM/s320/lewis2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nphsWHv4Uvc/TWvreODv6iI/AAAAAAAAAIA/Uz7WAepZwgQ/s1600/lewis.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;Foram quase duas horas sem informações sobre o Oscar. Melissa Leo e Christian Bale já haviam recebido estatuetas na categoria coadjuvante. Estava também na cara que a dupla de apresentadores não funcionava: James Franco com expressão de sono e constrangimento e Anne Hathaway tentando fazer graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo paralelo da Rede Globo, o Oscar demorou para começar. Não tenho TV a cabo em casa. Assistir ao Fantástico e ao BBB passava longe de meus planos. E de novo aquela pergunta: por que uma emissora compra os direitos de transmissão de um evento e opta por não transmiti-lo de forma decente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vale o clichê de que a necessidade faz milagres. No final das contas, saí vasculhado pela internet formas de assistir ao Oscar via streaming. E, teimoso, não estava afim de pagar nem um centavo a mais (além da minha mensalidade da Net) para ver a cerimônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante um tempo, um dos canais do Ustream Tv (www.ustream.tv) estava transmitindo o Oscar, lindo, como se fosse uma TV mesmo. Mas a alegria durou pouco. Depois de alguns minutos, o sinal foi derrubado. Estava infringindo direitos autorais. E fico pensando: que galera mesquinha essa do Oscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para assistir à cerimônia no site da Academia, era necessário pagar US$ 5. E colocam uma equipe, ou desenvolvem um programa, sei lá, para ficar monitorando e derrubar o sinal daqueles usuários que tentam democratizar a exibição! Para ficarmos numa conta superficial. Enquanto eu via a exibição pela internet, o Ustream indicava que cerca de mil pessoas estavam conectadas naquele canal. Faça as contas: 1.000 x 5 = US$ 5 mil. O Oscar tá meio pobrinho, né? Precisa da nossa ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, claro, não adianta proibir etc. Poucos segundos depois, lá estava um outro canal no Ustream exibindo o Oscar. Mas era um sujeito filmando a própria televisão, então a qualidade de som e imagem não era das melhores. Mas valeu a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gargalhadas gerais aqui em casa quando o sujeito resolve mostrar seu rosto na hora do intervalo. Era um adolescente britânico, meio emo, cabelinho descolorido, franjinha. Olhão bem arregalado. Provavelmente nunca antes tantas pessoas o assistiam ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lewis Fennel. Gênio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lewis salvou a noite em vários sentidos. Se James Franco parecia que estava com vergonha de apresentar o Oscar, Lewis estava a mil por hora. Ele não acreditava na audiência que estava conectada no seu canal. Twitava enquanto fazia a transmissão caseira tosca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wow... Over 2500 live views, 160+ twitter followers, 80+ Twitter mentions, 2 Facebook fan pages, 30+ YouTube subscriptions &amp;amp; more... INSANE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, animadíssimo, com comentários bem espontâneos de moleque mesmo, falando freak out a todo o instante. Sempre atento e conversando com os seguidores no Twitter, consciente de que seu sinal seria derrubado pelas "otoridades" a qualquer momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era bem de madrugada lá na Inglaterra, sul de Yorkshire, onde Lewis mora. Ele estava preocupado que não iria conseguir acordar para ir à aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Attempted to sleep for 20 minutes, failed miserably... Fun day at school ahead. :L&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, lá pela meia-noite algum dedo-duro do Oscar derrubou o sinal de Lewis. Quase na mesma hora, a Globo já tinha terminado o "emocionante" BBB e começava a, finalmente exibir o Oscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao menos na minha TV, não consegui acionar a tecla SAP. Não dava para tirar o som da tradução em português. Tive que ficar ouvindo os comentários gloriosos de Maria Beltrão e José Wilker. Eu me divertia mais quando o SBT transmitia, com a Babi falando umas baboseiras. Mas ao menos era mais trash. O ar de seriedade ontem tirava qualquer um do sério. A cada dois comentários, em três Zé Wilker falava que A Origem era um filme ruim, feito só de efeitos especiais. Ok, Zé, faça um filme só com "efeito de computador" e ganhe um Oscar no ano que vem, já que você disse que gostaria de ganhar um Oscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virei fã de Lewis Fennell. Ele me faz lembrar daquela empolgação da juventude que todos nós deixamos de lado em determinada fase da vida. Um tesão pela vida e pela novidade e ingenuidade boa que deveríamos carregar dentro da gente durante toda a vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-6058599406491785940?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/6058599406491785940/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=6058599406491785940&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/6058599406491785940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/6058599406491785940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2011/02/lewis-fennell-melhor-coisa-do-oscar.html' title='Lewis Fennell, a melhor coisa do Oscar'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4gPl6ZvYDhA/TW2sPx80JQI/AAAAAAAAAII/4UQTOHYNhCM/s72-c/lewis2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-86101944926192604</id><published>2011-02-21T15:08:00.000-08:00</published><updated>2011-02-21T15:10:07.420-08:00</updated><title type='text'>Nós, os idiotas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IJQiJByoclM/TWLwl0IGfeI/AAAAAAAAAH4/5gTegK8xb9M/s1600/trabalho.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 136px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576283821076544994" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-IJQiJByoclM/TWLwl0IGfeI/AAAAAAAAAH4/5gTegK8xb9M/s320/trabalho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cinema lotado no sábado à noite. A fila dobrava o quarteirão. Eram três filmes em cartaz: Cisne Negro, O Discurso do Rei e Trabalho Interno. No ar, aquele medo típico de que os ingressos se esgotem justo na sua vez, após tanto tempo em pé. Eu estava tranquilo. Sabia que poucas pessoas iriam se dispor a sair de casa para ver um documentário árduo sobre a crise financeira de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não imagina que seriam tão poucas pessoas assim. A sala devia estar com 1/3 de sua ocupação, ou menos. Lá pelas tantas alguns casais começaram a ir embora. Não deveriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é necessário gostar de documentários e nem ser um investidor do mercado financeiro para ver o filme. Trabalho Interno devia ser obrigatório para todos. Porque o tema da produção é algo que afeta a todas as pessoas do planeta. Seja EUA, Brasil, China, Istambul, todos os países foram de alguma forma afetados pela crise. Ou você não conhece alguém próximo que passa por dificuldades financeiras, que recentemente tenha perdido o emprego ou coisa do tipo? Pela primeira vez nos EUA, uma geração está pior de vida que seus pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, você pode ser daqueles que não se interessa pelas coisas "sérias" da vida, por política etc., e só quer aliviar um pouco a tensão no cinema. Mas você não se incomoda de ser chamado de palhaço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao menos foi assim que me senti ao fim da sessão. Somos apresentados à quebra da Islândia. Em seguida, o filme retorna aos anos 80, para mostrar como o governo Reagan iniciou a desregulamentação do sistema financeiro para desembocar na crise de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que em determinado momento eu já não entendia mais nada. São tantas siglas, tantos termos do mundo da economia que às vezes você parece que foi sugado para um seminário sobre aplicações financeiras. O diretor, Charles Ferguson, no entanto, usando a estrutura tradicional de documentários baseados em entrevistas, cria uma trama com vilões bem claros e definidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem é preciso entender tudo. Nem é essa a intenção do filme. Mas o básico fica claro. A corrupção que parte do próprio governo norte-americano e engloba Wall Street eleva à enésima potência aquilo que é regra desde o início dos tempos. Enquanto 1% fatura absurdamente e enriquece a um ponto surreal, os outros 99% pagam a conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que tanto dinheiro? Por que alguém necessita de não uma, mas várias casas de milhões de dólares? Por que tantos jatos particulares? O documentário aponta: quando se trata de dinheiro, a mesma área do cérebro que é ativada pelo consumo da cocaína entra em ação (ou algo assim, grosso modo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É notável a estética de Trabalho Interno. A câmera voa por Wall Street, entre prédios infindáveis, fazendo valer o clichê da selva de pedra, impenetrável e incompreensível. Não há coração por ali. Não há alma. Apenas concreto. Os vilões engravatados? Não sei se fui sugestionado, mas preste atenção que há um brilho diferente no olhar deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final é mais deprê que o fim do Império Contra-Ataca. No fim do túnel há outro túnel, só há desespero, dor e desgraça. Ninguém foi preso, nada mudou, a especulação continua. E, pior, Barack Obama, que durante a campanha prometia acabar com a farra, recolocou os mesmos canalhas em postos chave do governo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-86101944926192604?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/86101944926192604/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=86101944926192604&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/86101944926192604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/86101944926192604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2011/02/nos-os-idiotas.html' title='Nós, os idiotas'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-IJQiJByoclM/TWLwl0IGfeI/AAAAAAAAAH4/5gTegK8xb9M/s72-c/trabalho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-5342592941189795171</id><published>2011-02-15T09:57:00.000-08:00</published><updated>2011-02-15T10:02:56.834-08:00</updated><title type='text'>Um rei entre nós</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JXWk117WUdA/TVq_andUJ1I/AAAAAAAAAHw/sOfwGqn5zGA/s1600/reig.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573977952813852498" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-JXWk117WUdA/TVq_andUJ1I/AAAAAAAAAHw/sOfwGqn5zGA/s320/reig.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há sempre o filme que vemos na nossa frente, e aquele que criamos na nossa cabeça. Alguns filmes, apenas medianos, crescem enormemente quando imaginamos o que ele poderia ter sido, mas não foi. O Discurso do Rei, favorito ao Oscar deste ano, é um deles. É uma produção digna, com ótimos atores, bons diálogos etc. Sua intenção primordial foi mostrar uma excelente história que pedia para ser contada no cinema. Uma bela Sessão da Tarde, nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O drama se impõe: como ser rei, como ter a postura de um rei (e a voz de um, literalmente), num momento em que os governantes agora tinham que se expor mais do que nunca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma dessas coincidências inexplicáveis, um livro me caiu à mão dias depois de ver o filme. É Introdução a uma Verdadeira História do Cinema (ed. Martins Fontes, 1989), na verdade, a transcrição de uma série de palestras ministradas por Godard em 1978 em Montreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses encontros, Godard fazia uma espécie de auto análise, terapia, em público. Durante a manhã, eram exibidos um filme seu e trechos de produções de outros cineastas que, de alguma maneira, serviram de referência para o diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na palestra em que o tema era o filme O Pequeno Soldado (1963), Godard dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O primeiro plano foi inventado pelo cinema. A história da estrela e do star system, que foi uma derivação do primeiro plano e depois repercutiu na política, já que a televisão é o principal suporte dos atores políticos...E, de resto, todos os políticos agem como atores, e também os atores atuam como pequenos políticos. E ligar essa história ao fascismo, por exemplo, em que Hitler utilizou isso de maneira bastante consciente. Não havia televisão, e ele se serviu imediatamente de sua voz e do rádio e, em seus meetings, de certo tipo de iluminação (....) Acho que as estrelas são muito interessantes, em determinados momentos, porque são uma espécie de fenômenos....como o câncer, uma espécie de proliferação da personalidade bastante simples de um indivíduo, que de repente se torna enorme"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fruição de uma obra de arte é carregada de aspectos subjetivos. Mas, se inconscientemente, fiquei satisfeito com o resultado de O Discurso do Rei, o fato se deve mais a alguns temas abordados na superfície do que a uma visão condescendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Discurso do Rei nos lembra da evolução do culto à personalidade. Nos primórdios, eram os quadros feitos pelos artistas mais destacados da época, bustos, esculturas, retratos impressos nas moedas. Imagens a lembrar os plebeus de que havia um Deus na Terra supremo a ser seguido, respeitado e venerado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme com Colin Firth apresenta um momento em que essas figuras estáticas ganharam voz. Era um sentido a mais a ser usado na expressão do poder. O rádio chegava. Assim como no cinema. Imagens começaram a ganhar movimento. Mais tarde, ganhavam som, cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os políticos precisam fazer de conta que estão entre nós. Que falam a nossa linguagem. Hoje eles estão nas redes sociais. Mas quem acredita que eles estão no Twitter, Facebook etc. por vontade própria? É apenas mais um instrumento a nos seduzir. Porque precisamos dessa ilusão de que somos representados por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia do filme é que a voz transmite a segurança, e que um rei sem essa voz, não é nada. É indigno da cumplicidade do povo. De certa forma, é como se ele precisasse aprimorar o seu exterior, ser mais um produto de marketing do que um real líder (não entro aqui na questão se ele era ou não). Mas Hitler, Fernando Collor e tantos outros políticos souberam se expressar verbalmente e fisicamente, e chegaram onde chegaram. Coitado do líder gago, do feioso. Coitado daquele que não sabe iludir e vender o seu peixe. Porque política, para alguns, é como cinema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-5342592941189795171?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/5342592941189795171/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=5342592941189795171&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/5342592941189795171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/5342592941189795171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2011/02/um-rei-entre-nos.html' title='Um rei entre nós'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-JXWk117WUdA/TVq_andUJ1I/AAAAAAAAAHw/sOfwGqn5zGA/s72-c/reig.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-1635992613194695990</id><published>2011-02-07T09:46:00.001-08:00</published><updated>2011-02-07T09:48:15.231-08:00</updated><title type='text'>Vida de cinema</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TVAwE22FKVI/AAAAAAAAAHo/Yjw-y_S2Flo/s1600/blogbalenatalie.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 202px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571005599057258834" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TVAwE22FKVI/AAAAAAAAAHo/Yjw-y_S2Flo/s320/blogbalenatalie.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Christian Bale é o atual Batman, já foi o Psicopata Americano, embarcou no Exterminador do Futuro, já foi Operário, Sobrevivente, mas não importa. Sempre que vejo um filme com ele, acabo vendo aquele garotinho chato e mimado de "O Império do Sol" que, depois de tanto levar na cabeça, adquire uma incrível maturidade e braveza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez porque ali, naqueles olhos tristes, já estava a marca do grande ator que viria a se tornar, hoje favorito a levar o Oscar de coadjuvante por "O Vencedor". Talvez porque eu tenha visto o filme ainda criança, quase com a mesma idade dele na época. E porque desde aquele momento, Bale só iria fazer papéis esquisitos, desafiadores (claro, com alguns desvios de percurso aqui e ali). Mas quem é Bruce Wayne senão uma versão milionária do garotinho desgarrado dos pais de "Império do Sol"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bale comete exageros. Sua interpretação em "O Vencedor" é repleta daqueles contorcionismos que a Academia gosta. É na linha Robert De Niro de ser. Metamorfose física numa atuação expressionista. O personagem, Dicky Eklund,um ex-boxeador viciado em crack, pedia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda assim em Dicky, lá está Bale. O melancólico ator que se mistura ao triste personagem, sempre rodeado de "amigos" e familiares, ao mesmo tempo tão solitário e tão intenso que às vezes parece não dar conta de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma trilha, em caminho oposto, está Natalie Portman. Também começou no cinema criança, com a mesma idade de Bale, 13 anos. É a grande favorita ao Oscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cisne Negro" lida com certa imagem pública de Natalie. É a garota-prodígio, bela, que não comete deslizes. Perfeita nas atuações, moça bem-educada. Às vezes até chata de tão bem comportada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os rostos conhecidos é assim. Dependendo da nossa idade e da idade dos atores, levamos uma vida paralela. Enquanto entramos na faculdade, lá estão eles fazendo um importante papel de adolescente no cinema. Quando conseguimos o primeiro emprego, lá estão ele sendo indicados pela primeira vez ao Oscar. Quando nos casamos, lá estão eles nas revistas de celebridades dando vexames e sendo flagrados bêbados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhar a carreira de atores como Bale e Natalie, no cinema e fora dele, é uma espécie de reality show. E é aí que o cinema, e a competência do ator, se mostram poderosos. Porque, quando vemos um filme, não podemos ver o ator. Não podemos ver "ah, lá está Christian Bale interpretando fulano". Para um filme ser crível, é necessário abstrairmos, e vermos primeiro o personagem e, depois, o ator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família é o que move "Cisne Negro" e "O Vencedor". Por isso, mais interessante do que as cenas de treinos, é quando vemos Natalie e Bale em família. O relacionamento quase fantasmagórico de Natalie com a mãe, apesar de repetir elementos de filmes de terror, mais claramente "Carrie, a Estranha", repressão sexual etc. etc., é um dos mais bem resolvidos do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas prefiro o "expressionismo realista" de "O Vencedor" ao expressionismo de butique do "Cisne Negro". Darren Aronofsky é daqueles cineastas que levanta muita poeira, adora chocar o espectador para deixar uma marca constante. Mas as dores que ele causa incomodam na hora. Após um tempo, sobra pouca coisa. Não por acaso, seu filme mais memorável, cuja dor permanece latente, é o seu mais realista, "O Lutador".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o grande achado de "O Vencedor" são as irmãs e a mãe de Bale. Funcionam como um ente único, uma criatura só de várias pernas, braços e cabeças. Lembram aqueles desenhos animados tipo Smurfs, e, principalmente, aquela gang de mafiosos da Corrida Maluca. Pior é saber que criaturas assim funcionam na vida real, caricaturas ambulantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em certo momento, a estética "tosca" de "O Vencedor" estava começando a me incomodar, mas quando o personagem de Bale assiste ao documentário sobre sua vida, tudo começa a fazer sentido. É a realidade-ficção dentro de um filme baseado em fatos reais. A simulação da verdade é a chave para se entender o cinema contemporâneo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-1635992613194695990?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/1635992613194695990/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=1635992613194695990&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/1635992613194695990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/1635992613194695990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2011/02/vida-de-cinema.html' title='Vida de cinema'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TVAwE22FKVI/AAAAAAAAAHo/Yjw-y_S2Flo/s72-c/blogbalenatalie.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-5261952254052162322</id><published>2011-01-30T11:09:00.000-08:00</published><updated>2011-01-30T15:09:19.599-08:00</updated><title type='text'>Beleza sofrida</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4FT6Li6I/AAAAAAAAAG4/gUhck0XMs1Q/s1600/lugar.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568058915696642978" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4FT6Li6I/AAAAAAAAAG4/gUhck0XMs1Q/s320/lugar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Seu amor te deixou? Perdeu o emprego? O médico deu uma notícia ruim? Seja qual for a desgraça, de tempos em tempos somos forçados a atuar como personagens de uma trama indesejada. Em momentos assim, o pensamento fica martelando, reverberando a má nova. Costumo relaxar um pouco quando entro numa sala de cinema, para entrar em outro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito tempo atrás um conhecido me recomendou a leitura de "Cartas Portuguesas", de Mariana Alcoforado, um dos "exemplos mais ardentes de amor desesperado da literatura internacional". Era para eu parar de sofrer um pouco por ter levado um fora de uma namorada e entender o que era o verdadeiro sofrimento. Para colocar meu martírio em perspectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma um tanto inconsciente, fui ver "Biutiful" e "Um Lugar Qualquer", filmes que abordam formas bem distintas de encarar as dores do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grosso modo, há quem divida os sofrimentos em dois modos. A forma burguesa e a forma proletária. O filme de Sofia Coppola representaria a primeira; o de Iñárritu, a segunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse raciocínio estreito, limitado, diríamos que o sofrimento burguês é "coisa de gente que nunca lavou roupa no tanque". Coisa de gente mimada, que está reclamando de barriga cheia. E que o sofrimento proletário é o autêntico, justificável, aquele que realmente merece ser expresso e ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistindo a "Biutiful", vemos não uma ou duas, mas uma avalanche de desgraças a se abater sobre nosso herói, Javier Bardem. Ele tem câncer, apenas dois meses de vida, duas crianças pequenas para criar, nenhum tostão, vive às turras com a mulher bipolar, sobrevive de trambiques envolvendo chineses e africanos ilegais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde "Amores Brutos" Iñárritu vem expondo as mazelas que recaem sobre os menos favorecidos, o destino que cai sobre nós de forma implacável. Mas tento entender o que sobra além da denúncia, do tratamento de choque. De forma bem explícita, "Biutiful" nos mostra o lado dos excluídos, que nem tudo é uma maravilha (desta vez, em Barcelona). Ao abordar o que há por trás da pirataria, por exemplo, parece propaganda institucional, aquelas que vêm antes dos filmes em DVDs originais e nos cinemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na overdose de desgraças, "Biutiful" nos anestesia. O realismo exacerbado se torna tão insuportável que tudo se encaminha para o surreal; e o efeito é anulado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez um pouco como na vida, como quem busca atalhos (drogas, entrega obsessiva no trabalho etc.) para escapar da realidade difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são poucos, no entanto, aqueles que têm acusado Sofia Coppola de ter feito um filme vazio, superficial. "Um Lugar Qualquer" seria apenas um lamento de uma pessoa bem nascida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo no minimalismo de "Um Lugar Qualquer" uma força que extrapola classes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhamos o tempo todo o personagem de Stephen Dorff. Sofia o filma apenas de fora, não entra na sua psicologia. Talvez porque Dorff, o personagem, seja vazio, não tenha realmente nada por dentro. Ou melhor, talvez ele tenha anulado o resto de humanidade que possuía antes de embarcar no universo dos bem de vida, dos milionários. Está sempre num estado adormecido, entorpecido, enrolado na cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ele tem para ensinar à filha? Ele é bom no quê? Até no Guitar Hero, parece não ser grandes coisas. É um herói de ação, às voltas com carros de luxo, helicópteros e mulheres, mas ele não age. É um herói de ação entalado numa vida/roteiro sem ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observar a desação de "Um Lugar Qualquer" é um convite para olhar a si mesmo. Talvez daí o desconforto de alguns espectadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por acaso, a referência aos vampiros de "Crepúsculo". Dorff é uma espécie de vampiro que, ao ser mordido pela fama, deixou de viver. Não parei de pensar em pessoas como Marilyn Monroe ou Michael Jackson, ou mesmo Kurt Cobain. Celebridades que tiveram um começo de carreira sofrido e que, de alguma maneira, nunca conseguiram superar traumas do passado. Que, de certa forma, acabaram procurando o próprio fim precoce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um tipo de sofrimento mais "nobre" do que o outro? Na hora da dor, quanto mais por dentro da própria dor você estiver, não é possível pensar muito, e todos se igualam. Olhar de fora e criticar é fácil, como se você estivesse usando uma armadura protetora. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-5261952254052162322?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/5261952254052162322/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=5261952254052162322&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/5261952254052162322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/5261952254052162322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2011/01/beleza-sofrida.html' title='Beleza sofrida'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4FT6Li6I/AAAAAAAAAG4/gUhck0XMs1Q/s72-c/lugar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-7174370714806887457</id><published>2011-01-29T07:03:00.000-08:00</published><updated>2011-01-29T07:05:17.572-08:00</updated><title type='text'>Retorno</title><content type='html'>As coisas estão bem paradas por aqui, mas agora terei tempo. Finalmente.&lt;br /&gt;Volte daqui a pouco. É aqui agora onde farei alguns escritos. Abraços&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-7174370714806887457?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/7174370714806887457/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=7174370714806887457&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/7174370714806887457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/7174370714806887457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2011/01/retorno.html' title='Retorno'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-589394457237380040</id><published>2009-12-27T19:02:00.000-08:00</published><updated>2009-12-27T19:31:31.281-08:00</updated><title type='text'>A Equipe de Natação</title><content type='html'>Curta que fiz com o Radji Schucman; a ideia veio de um conto da Miranda July, chamado "A Equipe de Natação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/POpF5fhET-Y&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/POpF5fhET-Y&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-589394457237380040?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/589394457237380040/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=589394457237380040&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/589394457237380040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/589394457237380040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2009/12/equipe-de-natacao.html' title='A Equipe de Natação'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-3797808615795728628</id><published>2009-10-13T14:12:00.000-07:00</published><updated>2009-10-13T14:14:30.769-07:00</updated><title type='text'>Lulina</title><content type='html'>A Lulina lançou o disco Cristalina.&lt;br /&gt;Fiz um microdocumentário sobre ela, dá uma olhada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/vTVtTLGbcVc&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/vTVtTLGbcVc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-3797808615795728628?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/3797808615795728628/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=3797808615795728628&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' 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value="http://www.youtube.com/v/7ia-FCOmHa4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7ia-FCOmHa4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando escrever com imagens.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-8082221237967006496?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/8082221237967006496/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=8082221237967006496&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/8082221237967006496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/8082221237967006496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2009/10/neon-realismo.html' title='Neon-realismo'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-7040959182938870692</id><published>2008-09-21T20:32:00.001-07:00</published><updated>2008-09-21T20:38:23.154-07:00</updated><title type='text'>Cabeça na porta</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/SNcR_JEcNHI/AAAAAAAAAEQ/iCKAPkcZQAU/s1600-h/gang.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248683667187577970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/SNcR_JEcNHI/AAAAAAAAAEQ/iCKAPkcZQAU/s400/gang.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;A única solução era fingir que nada tinha acontecido. Seguir andando, enfileirando justificativas na cabeça para seus atos, quem sabe talvez se pensasse muito, como se recitasse mentalmente uma oração, como quem deseja muito uma coisa e espera que essa coisa aconteça de tanto ser pensada, ele até acabasse esquecendo e acreditando que aquilo não fora nada. E que até era uma atitude necessária.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Um dia eu já não era mais adolescente, mas foi aí que me veio uma rebeldia tardia. Ela estava em mim há tempos, agora eu sei, incubando e cozinhando lá dentro, só esperando a hora para sair. Não sou o homem que você pensava, agora até chego a me orgulhar em te dizer, e você me diz espantada, ah, mas essa não é a pessoa que eu conheço faz anos, minha amiga me diz, você é doce, e eu digo que não importa quem eu seja, eu sempre serei a imagem que você tem de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa o que eu faça, eu não vou me construir. Para você eu sou só uma imagem, um molde ambulante, uma folha em branco para você depositar suas crenças e seus desejos. E eu não consigo mais sair desse vício, dessa brincadeira de jogar, porque eu digo coisas para impressionar, compro roupas desconfortáveis, mas que me caem tão bem, você diz, e preenchem e satisfazem a sua necessidade de apreciar a estética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você quer o belo, e você é romântica, e você não quer as coisas pequenas do dia-a-dia, porque o dia-a-dia é opressivo, e o dia-a-dia vai te matando aos poucos, vai diminuindo a distância entre você e o fim, e o dia-a-dia é assim, pouco a pouco, como a palavra es-cri-ta, vai-te-ma-tan-do-e-te-su-fo-can-do.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vi que não importava mais tentar me construir, o meu outro saiu de dentro de mim. Hoje há um clone de mim nas ruas, e ele se apresenta com meu nome, mas sei que não é mau agouro. Conversamos às vezes, saímos para tomar café. No começo, evitávamos lugares públicos. Hoje, quando encontro conhecidos, apenas o apresento como um irmão gêmeo. Como assim, nós vivemos tanto tempo juntos, e você nunca mencionou que tinha um irmão? É que eu tinha esquecido, ele ficou tanto tempo morando fora, tento explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sei é que as pessoas andam me estranhando. Trato mal quem tenta se apoiar em mim, não tenho tempo para incertezas, não venha jogar a sua insegurança em mim. Sei que você precisa da minha mão estendida, mas ela vive agora dentro do meu bolso. Não pense que me orgulho. As coisas apenas são.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/SNcR3eI7_jI/AAAAAAAAAEI/bGGlCVodj08/s1600-h/gang.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-7040959182938870692?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/7040959182938870692/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=7040959182938870692&amp;isPopup=true' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/7040959182938870692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/7040959182938870692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2008/09/cabea-na-porta.html' title='Cabeça na porta'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/SNcR_JEcNHI/AAAAAAAAAEQ/iCKAPkcZQAU/s72-c/gang.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-8699454634989693062</id><published>2008-09-01T22:23:00.000-07:00</published><updated>2008-09-01T22:59:37.682-07:00</updated><title type='text'>Quando acaba</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/SLzU07aNPyI/AAAAAAAAADc/WINi6mYuqdA/s1600-h/bliss+-+fu+sheng4v.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241298072118312738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/SLzU07aNPyI/AAAAAAAAADc/WINi6mYuqdA/s400/bliss+-+fu+sheng4v.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou descobrir um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último dia do mês, tirou o calendário da parede e colocou sobre a mesa 30 momentos de memórias passadas. Lembretes, contas mal pagas, encontros sem fim, em letras tremidas e resumidas, carregando o saudável desconhecimento do que estava por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora ele sabe. A prova de pequenos fracassos e felicidades que quase não cabem em pequenos quadradinhos ao redor de números é a sua leitura necessária às vésperas do começo de um novo mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois ele gosta de acreditar que a vida existe em ciclos e que, na renovação, uma nova chance surge, mais 30 e poucos quadradinhos brancos, prontos para serem preenchidos, tentando não tremer na hora de definir o imprevisto. Na ânsia por um recomeço, já dava por terminado o dia que apenas começava e virou a folha e pendurou um novo mês na parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha pressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tinha medo. Porque ele se lembra demais, e novas informações não são permitidas, elas sempre ficam fora da sala. Ele está ocupado demais com tudo que já sabe, era daquelas crianças que só gostavam de ver filmes repetidos, e ficava aguardando com ansiedade por aquela parte que já sabia o que iria acontecer, como se fosse um pequeno Deus, a tirar as palavras da boca do gato e do rato, a saber o tombo, a saber sobre o futuro, um pequeno poder que seja, uma pequena ilusão, por favor, nem que seja por alguns instantes. Preciso iludir a mim mesmo novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que farei quando a reencontrar?, já que, a essa altura, ela não deve ser mais ela, muitas coisas aconteceram, 30 e poucos quadradinhos dão um bocado de trabalho, e quando eu a vir, vou enxergar aquela adorável silhueta, e vou tentar me reconectar, e tentarei reconectá-la naquele molde confortável que já conheço, mas que já é tão verão passado, tão 10 de setembro, torres inalcançáveis -éramos felizes antes do desastre e não sabíamos-, mas essa será minha referência, e minha senha&lt;br /&gt;para a minha frustração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tentarei sorrir velhos sorrisos, e fazer com que a piada contada pela segunda vez tenha graça e uma surpresa arranjada, mas não somos mais crianças para esperar o rato morder o gato novamente, e sem torcida, eu serei apenas um tolo a carregar tantas memórias vencidas. Hoje ela é apenas a imagem que eu tenho dela, e isso me assusta um tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero descobrir um dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-8699454634989693062?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/8699454634989693062/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=8699454634989693062&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/8699454634989693062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/8699454634989693062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2008/09/quando-acaba.html' title='Quando acaba'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/SLzU07aNPyI/AAAAAAAAADc/WINi6mYuqdA/s72-c/bliss+-+fu+sheng4v.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-8097605136848110483</id><published>2007-10-14T20:56:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:56.285-08:00</updated><title type='text'>Cama</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RxLofWxH56I/AAAAAAAAADU/XC6jb7N22Ds/s1600-h/filme.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RxLofWxH56I/AAAAAAAAADU/XC6jb7N22Ds/s400/filme.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121411351658882978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou bem tarde no domingo. A culpa, o medo de morrer e aquela vontade de ser tão responsável já não faziam mais sentido para ela. Mas a cabeça ainda doía. E o sorriso não vinha, e nem a vontade de levantar da cama, e nem a vontade de se recompor e voltar a ser gente. Porque naquele estágio ela não se sentia gente. Só se sentiria gente novamente quando se levantasse enfim, fosse ao banheiro, aliviasse a bexiga que já doía, lavasse o rosto e passasse uma água no cabelo. Ela dormiu de maquiagem. Em outros tempos, ela se acharia no fundo do poço. Tinha vontade mesmo era de beber água. Vontade de se purificar? A culpa cristã escondidinha, lá no fundo, e ela tentava jogar água fria em cima dessa danada. Agora já era tarde, a cama já estava contaminada com tanto cheiro de cigarro e de noite e de pessoas que ela conheceu na noite passada. E aquela cama, que em outros tempos era tão cheirosa, e que tinha apenas dois cheiros, agora era um depósito de cabelos e pêlos dos mais diferentes tipos, das mais variadas cores, dos mais variados sexos, e das mais diferentes espessuras. A bexiga estava apertada, a vontade de água era grande, mas tudo que ela conseguia fazer era procurar os mínimos vestígios daquele que ela tanto amou um dia, que foi embora e deixou apenas pequeninas lembranças hoje perdidas naquela enorme e democrática cama que nunca dizia não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-8097605136848110483?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/8097605136848110483/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=8097605136848110483&amp;isPopup=true' title='23 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/8097605136848110483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/8097605136848110483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/10/cama.html' title='Cama'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RxLofWxH56I/AAAAAAAAADU/XC6jb7N22Ds/s72-c/filme.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-6344133225061283306</id><published>2007-10-14T20:36:00.000-07:00</published><updated>2007-10-14T20:41:39.587-07:00</updated><title type='text'>No meio da gente</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2XzdC0h8e68"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2XzdC0h8e68" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nós nos encontramos, a minha vida não tinha fim. Eu estava no meio do nada. No começo de nossa história, eu não sabia o que era começo ou fim. Você apenas me pegou pela mão, fechei os olhos e acreditei em você. Quando eu vi, eu já estava no meio de você. E, nestes dias secos, em que nós nos engolimos, e temos cada dia mais sede, eu sei que nosso fim é nosso meio. Enquanto houver um sempre, quero você ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O vídeo é da Pipilotti Rist e se chama Mutaflor. Sou apaixonado por esse vídeo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-6344133225061283306?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/6344133225061283306/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=6344133225061283306&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/6344133225061283306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/6344133225061283306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/10/no-meio-de-voc.html' title='No meio da gente'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-1974061265708623975</id><published>2007-09-25T19:50:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:56.435-08:00</updated><title type='text'>Amor adora arte (e uma dancinha)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RvnJOAe4C2I/AAAAAAAAADE/NPcsV7BcdLY/s1600-h/jumping3_000.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114340094340762466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RvnJOAe4C2I/AAAAAAAAADE/NPcsV7BcdLY/s400/jumping3_000.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele e ela estão no museu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele: É um lindo Jackson Pollock, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela: Sim, é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele: O que esse quadro representa pra você?&lt;br /&gt;Ela: Ele reafirma a negatividade do universo. O horroroso e solitário vazio da existência. O Nada. A difícil situação do Homem forçado a viver em uma eternidade estéril, sem Deus, como uma pequena chama tremulando num imenso vazio com nada além de dejetos, horror e degradação, formando uma inútil e fria camisa-de-força em um cosmos sombrio e absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele: O que você vai fazer no sábado à noite?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela: Cometer suicídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele: E na sexta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu simplesmente adoro esse diálogo. Sempre que vejo, fico rindo que nem um idiota, como uma foca batendo palmas querendo receber mais sardinhas (tá, eu confesso que nunca vi uma foca batendo palmas, mas acho que você entende o que quero dizer, não?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma cena de “Sonhos de um Sedutor”, que no original se chama “Play It Again, Sam”, referência a “Casablanca”, claro. Não é dirigido pelo Woody Allen, mas é praticamente um filme dele. No filme, ele está desesperado atrás de mulheres, sofredor incorrigível (que pleonasmo!) e ninguém menos que Humphrey Bogart é seu consultor amoroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá vai nosso sofrido Woody Allen, encorajado por um casal de amigos, a paquerar em um museu. Ele vê a moça meio dark, existencialista fatal, e cola nela. E daí se segue esse diálogo inesquecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu adoro museus. De arte moderna, de preferência. Amo aquelas obras que os Manés falam: “Dãããããã, isso eu também sei fazer”. Amo coisas conceituais, que “qualquer um pode fazer, até meu filho de 5 anos”. Acho que é porque gosto de pessoas conceituais também....Deve ser um lugar ótimo de se paquerar. Moças interessantíssimas vão sozinhas. Moços lindos estão por ali. E sempre dá aquela sensação idiota de que todos, já que estão ali, são inteligentes. Mas que besteira! Pessoas inteligentes cansam às vezes, não? Sempre tem algum estudante ensebado, mas sempre também aquelas pessoas especiais, que batemos o olho e na hora sabemos que tem algo especial. Linda adora arte, já cantava Scandurra (você já ouviu “Amor em B.D.”, do disco “Amigos Invisíveis”? Ouça agora. Linda adora arte)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a gente procura pessoas especiais, quando as pessoas especiais não estão por perto. Quer dizer, às vezes, elas estão do nosso lado, mas não conseguimos ver. Claro, tudo é perdoável, somos cegos por opção. Mas já que não conseguimos ver, vamos procurar em outros lugares, procuramos pessoas especiais em lugares especiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me esqueço de quando eu tinha uns 18 anos e tava voltando do ensaio da minha banda, quando eu tentava ter banda. O vocalista quis parar num Habib’s (tãããão 18 anos isso), comprar umas esfihas, era baratinho (tãããão 18 anos, nunca temos dinheiro pra nada) e, na fila, ele encontrou a menina dos sonhos dele. Ao menos fisicamente, claro. Mas é assim aos 18, não? Daí que ele foi lá, falar com a menina, jogou qualquer papo bobo. E ela só se limitou a torcer o nariz e dizer: “Ai, você tá me paquerando aqui na fila do Habib’s?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora achei a menina de uma nojentice só. Chata, arrogante, metida. Até hoje continuo (hahaha) achando, mas tudo bem, agora eu entendo ela. Fila do Habib’s não é um lugar especial pra achar alguém especial, né? Mas que ela foi uma chata, ela foi. Imagina que lindo se eles tivessem ficado, e eles pudessem contar, aos risos, pros netinhos: “Sabe onde o vovô e a vovô se conheceram? Num lugar super tosco, onde serviam esfihas ensebadas!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sempre lembro também de uma mulher que trabalha com minha mãe que ficou casada há uns 20 anos com um cara que ela conheceu no.....Metrô. Ela tava sentada naqueles bancos da plataforma, esperando o trem chegar, e o carinha achou ela bonita, sentou do lado e colou nela. Colou tanto que se casaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que não tem lugar pra nada. Pode ser em qualquer lugar. O problema é a hora. Pode ser o melhor lugar do mundo, mas se não for a hora, pra ele ou pra ela, não vai rolar. Saco! Lugar a gente muda. Hora não dá pra voltar, ir pra frente, pra trás.... Sorte que sou capricorniano, tenho a maior paciência do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que ter paciência faz bem. Claro, não dá pra se acomodar. Numa coisa eu acredito. Gente desesperada só atrai gente desesperada. E gente desesperada fica legal só no “Lost”. Desesperada por um namorado, namorada, trepada, dormir de conchinha, ligar no dia seguinte, fugir no dia seguinte, andar de mãos dadas, dizer que tá com saudade, dar presente, levar pra jantar, séxu, séxu e mais séxu, e beijinhos na boca, desesperados por dar vazão à tanto amor, que nem rosto tem. Pros desesperados, qualquer rosto serve. Tô fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que as coisas fogem do tempo. Quando você está solteiro, sozinho, e não tá deprê, nem nada, quando tudo está Ok com vc, auto-estima lá nas alturas, curtindo uma solidão opcional (que é quebrada a qualquer instante, é só ligar para um amigo aqui, uma amiga ali, e abrir aquela garrafa de vinho lá em casa, ou sair pra dançar e dar risadas numa noite qualquer, e falar bobagens até de madrugada, e ficar de queixo doendo, e sem fôlego de tanto rir), você começa a se tornar brilhante. Sim, você brilha demais. Você fica bonita (bonito demais). Fica interessante demais. Todos olham pra você. E, desesperados ou não, ninguém vai te deixar em paz. Você é bom demais pra estar sozinho. E daí, quando você vê, você perdeu sua querida solidão. E ganha uma querida pessoa ao seu lado. E, oh, não, tudo começa de novo! Eba!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-1974061265708623975?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/1974061265708623975/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=1974061265708623975&amp;isPopup=true' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/1974061265708623975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/1974061265708623975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/09/i-wanna-be-your-dog.html' title='Amor adora arte (e uma dancinha)'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RvnJOAe4C2I/AAAAAAAAADE/NPcsV7BcdLY/s72-c/jumping3_000.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-4182280245179105899</id><published>2007-09-16T16:36:00.000-07:00</published><updated>2007-09-16T16:49:26.969-07:00</updated><title type='text'>I am a freak</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nSO0T4daYqA"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/nSO0T4daYqA" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Nina tava me falando que só aparece maluco na vida dela. Mas que ela gostava de malucos, porque, no fundo, nós também somos malucos. Discordei. Eu disse que não era maluco. É sim, ela disse. Você é maluco também. A diferença é que somos malucos do bem. Tá. I am a freak. Quero beber menos para, nos momentos importantes, não estragar tudo. Outra diferença é que, para o maluco do bem, um tempo depois, tudo é motivo de risadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-4182280245179105899?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/4182280245179105899/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=4182280245179105899&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/4182280245179105899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/4182280245179105899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/09/i-am-freak.html' title='I am a freak'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-2582847520238363053</id><published>2007-09-15T15:03:00.000-07:00</published><updated>2007-09-15T15:12:18.576-07:00</updated><title type='text'>Música me faz perder o controle</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/j-Dg3QMfWgQ"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/j-Dg3QMfWgQ" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem música pra dançar, pra chorar, pra balançar os ossos. Música me faz perder o controle. Assim que é bom. Quem vai ser eu mesmo, se eu não for eu mesmo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-2582847520238363053?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/2582847520238363053/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=2582847520238363053&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/2582847520238363053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/2582847520238363053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/09/msica-me-faz-perder-o-controle.html' title='Música me faz perder o controle'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-1749541588077345712</id><published>2007-09-11T19:58:00.000-07:00</published><updated>2007-09-11T20:04:09.794-07:00</updated><title type='text'>É tarde demais?</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lHJ0xOk9Nhs"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/lHJ0xOk9Nhs" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passa rápido demais, as coisas vão acontecendo, e às vezes eu sou tão devagar quanto uma tartaruguinha manca. E, aí, já aconteceu. E deixo de falar as coisas que importam, deixo de falar o quanto gostei de você. Mas daí já foi. A memória fica latejando, me relembrando, e quando tento falar o que não foi dito, você já não é a mesma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-1749541588077345712?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/1749541588077345712/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=1749541588077345712&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/1749541588077345712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/1749541588077345712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/09/tarde-demais.html' title='É tarde demais?'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-3506062213423980285</id><published>2007-09-11T19:40:00.000-07:00</published><updated>2007-09-12T06:40:07.925-07:00</updated><title type='text'>Dos tempos do estado</title><content type='html'>Há uns cinco anos eu só tava lendo Caio Fernando Abreu. Devo ter lido tudo, eu estava monotemático. Meus amigos não aguentavam mais eu falando dele. Mas passou. Agora só tô lendo o Haruki Murakami (valeu, Simone).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso não acreditei quando a Nina me contou que o Caio é supermoda nos fotologs. E lembrei que vivo tentando contar esse conto para o Edu, porque vamos almoçar só lá pelas 3 da tarde todos os dias, e já tão cansados e tão famintos, e rindo para acabar com a rabujentice que volta e meia ameaça aparecer. Acho que ele me entende. É um conto do Caio quando ele fazia crônicas no Estadão. E fiquei com saudades do tempo em que eu trabalhava lá, escrevendo no Zap!, que nem existe mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou, passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dá uma lida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus é naja (texto do Caio Fernando Abreu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um amigo, cujo nome, por muitas razões, não posso dizer, conhecido como o mais dark. Dark no visual, dark nas emoções, dark nas palavras: darkésimo. Não nos conhecemos há muito tempo, mas imagino que, quando ainda não havia darks, ele já era dark. Do alto de sua darkice futurista, devia olhar com soberano desprezo para aquela extensa legião de paz e amor, trocando flores, vestida de branco e cheia de esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer ilógico, mas o mais dark dos meus amigos é também uma das pessoas mais engraçadas que conheço. Rio sem parar do humor dele –humor dark, claro. Outro dia esperávamos um elevador, exaustos no fim da tarde, quando de repente ele revirou os olhos, encostou a cabeça na parede, suspirou bem fundo e soltou esta: -“Ai, meu Deus, minha única esperança é que uma jamanta passe por cima de mim...” Descemos o elevador rindo feito hienas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devíamos ter ido embora, mas foi num daqueles dias gelados, propícios aos conhaques e às abobrinhas. Tomamos um conhaque no bar. E imaginamos uma história assim: você anda só, cheio de tristeza, desamado, duro, sem fé nem futuro. Aí você liga para o Jamanta Express e pede: -“Por favor, preciso de uma jamanta às 20h15, na esquina da rua tal com tal. O cheque vai estar no bolso esquerdo da calça”. Às 20h14, na tal esquina (uma ótima esquina é a Franca com a Haddock Lobo, que tem aquela descidona), você olha para esquina de cima. E lá está - maravilha!- parada uma enorme jamanta reluzente, soltando fogo pelas ventas que nem um dragão de história infantil. O motorista espia pela janela, olha para você e levanta o polegar. Você levanta o polegar: tudo bem. E começa a atravessar a rua. A jamanta arranca a mil, pneus guinchando no asfalto. Pronto: acabou. Um fio de sangue escorrendo pelo queixo, a vítima geme suas últimas palavras: -"Morro feliz. Era tudo que eu queria..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia seguinte, meu amigo dark contou: - "Tive um sonho lindo. Imagina só, uma jamanta toda dourada..." Rimos até ficar com dor na barriga. E eu lembrei dum poema antigo de Drummond. Aquele Consolo na Praia, sabe qual? "Vamos não chores / A infância está perdida/ A mocidade está perdida/ Mas a vida não se perdeu" - ele começa, antes de enumerar as perdas irreparáveis: perdeste o amigo, perdeste o amor, não tens nada além da mágoa e solidão. E quando o desejo da jamanta ameaça invadir o poema - Drummond, o Carlos, pergunta: "Mas, e o humour?" Porque esse talvez seja o único remédio quando ameaça doer demais: invente uma boa abobrinha e ria, feito louco, feito idiota, ria até que o que parece trágico perca o sentido e fique tão ridículo que só sobra mesmo a vontade de dar uma boa gargalhada. Dark, qual o problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus é naja - descobrimos outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais dark dos meus amigos tem esse poder, esse condão. E isso que ele anda numa fase problemática. Problemas darks, evidentemente. Naja ou não, Deus (ou Diabo?) guarde sua capacidade de rir descontroladamente de tudo. Eu, às vezes, só às vezes, também consigo. Ultimamente, quase não. Porque também me acontece - como pode estar acontecendo a você que quem sabe me lê agora - de achar que tudo isso talvez não tenha a menor graça. Pode ser: Deus é naja, nunca esqueça, baby.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segure seu humor. Seguro o meu, mesmo dark: vou dormir profundamente e sonhar com uma jamanta. A mil por hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado de S. Paulo, 15/07/86&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-3506062213423980285?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/3506062213423980285/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=3506062213423980285&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/3506062213423980285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/3506062213423980285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/09/dos-tempos-do-estado.html' title='Dos tempos do estado'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-9042980905717936039</id><published>2007-09-09T21:50:00.000-07:00</published><updated>2007-09-09T21:52:01.005-07:00</updated><title type='text'>Feeling good - nina simone</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZAVwukJ7xLM"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ZAVwukJ7xLM" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um alienígena me perguntasse o que significa viajar, eu pediria para ele ouvir essa música.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-9042980905717936039?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/9042980905717936039/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=9042980905717936039&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/9042980905717936039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/9042980905717936039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/09/feeling-good-nina-simone.html' title='Feeling good - nina simone'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-6427481197864485181</id><published>2007-09-09T21:47:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:56.620-08:00</updated><title type='text'>Pocket films for travelers</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Foto de Juliana Mundim&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RuTM3geRssI/AAAAAAAAAC8/eo9JR9EZjkE/s1600-h/juflickr.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108433131326780098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RuTM3geRssI/AAAAAAAAAC8/eo9JR9EZjkE/s400/juflickr.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentar explicar por que viajar é algo tão necessário às nossas vidas é que nem tentar explicar o que é o azul. Ou tentar explicar por que é gostoso comer aquele doce. Ou por que é tão bom beijar aquela pessoa especial. Você encontra mil respostas racionais, mas essas serão apenas representações incompletas de experiências tão particulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu viajo pouco. Não sou um traveler como a Juliana. Tá, ela é uma amigona, e vale lembrar que best friend a gente só tem um, mas isso não invalida a minha dica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tem um projeto absurdo, que você TEM que conhecer, caso você realmente goste de viajar. Vai lá: &lt;a href="http://www.pocketfilmsfortravelers.com/"&gt;http://www.pocketfilmsfortravelers.com&lt;/a&gt; . E quando digo viajar, não estou me referindo a você, que gosta de ir ao país estrangeiro para correr às lojas de bugigangas, ou que saca desesperadamente sua máquina em pontos turísticos, e se esquece de apreciar a paisagem. Se você for, nada contra também. Faz parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estou falando de outro tipo de traveler, aquele que encara a viagem como uma busca pela identidade. Uma busca existencial. Eu tinha um amigo que sempre citava aquela frase, “A verdadeira viagem necessita de novos olhos, e não de novas paisagens”. Eu prefiro pensar de outra maneira: “A verdadeira viagem necessita de novos olhos, em novas paisagens”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é isso que me fascina tanto e ao mesmo tempo me assusta nas viagens. E é isso que eu vejo a Ju captando tão bem no Pocket Films. Perca um bom tempo navegando lá. Tire um dia, uma tarde, uma noite, para fuçar cada cantinho do site. A Ju é uma traveler que já rodou o mundo várias vezes. É o projeto de uma vida. Em cada país que ela vai, ela coleta imagens, que aparecem em forma de fotos e vídeos no site. O Pocket Films é como se fosse um longo filme. E cada pedacinho do site faz parte dessa trama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mais do que isso, ela vai captando estados de espírito. Ela vai deixando por ali músicas, desenhos e textos de uma poesia que consegue expressar aquela melancolia gostosa que sentimos quando viajamos. Você fica feliz de ver tanta coisa nova e bonita, e fica triste porque queria fazer parte de tudo aquilo, mas você não faz parte, e você vê como o mundão é tão grande, e você começa a lembrar de todos os seus pequenos problemas que ficaram lá para trás, mas não tanto para trás, porque um dia você tem que voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é subjetivo na viagem. Se um alienígena me perguntasse o que é viajar, eu diria para ele escutar “Feeling Good”, da Nina Simone (lá em cima tem a música se você quiser ouvir).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pocket Films é meio isso. Ele dá essa sensação de arrebatamento, algo voraz. Quando você viaja, você deixa de ser um pouco você mesmo. Dá um alívio enorme às vezes, mas dá um pânico também. Viajar te coloca em perspectiva: você vê o quanto você é pequeno, ao mesmo tempo que reforça a sua individualidade e seu poder interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te faz ver o quanto o que você acredita, o que você é, o que você pensa, é apenas uma opção possível. Te faz sentir criança de novo, já que quando você está num país estrangeiro, tudo é novo para você. Você consegue ver as coisas com novos olhos. Pânico e prazer de novo: não é fantástico chegar num país onde você não consegue entender um “a” do que estão falando, e onde você não consegue entender o que está escrito nas placas de trânsito? É um exercício enorme de humildade, e acho que todos precisam ser humildes no mínimo de vez em quando, se tornar um completo analfabeto em terras estrangeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se sente criança de novo, e é como quando transamos com alguém querido, e nos entregamos sem vergonhas à brincadeiras particulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei dizer se você volta mais sábio de uma viagem. Sim, temos sempre que voltar, sempre saímos de um ponto para outro. Senão, dizem, perdemos as referências, piramos um pouco, quando não temos raízes. No fundo é medo de você não ser mais você mesmo, e você perder uma das poucas certezas na vida: quem sou eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho alguns favoritos no Pocket Films. Vai lá no Japão. Tem o vídeo Carol and the Dancing Scketch Book. Esse representa bem essa coisa que eu falei de se sentir criança, da beleza dessa idéia de pureza e sentidos virgens. Tem o Handome Man on a Windy Day: nesse, pra mim, vem essa sensação de melancolia bonita. Suportável portanto, mas que não deixa de apertar o peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá na seção Nova York, ouça os Podcasts com as músicas que a Ju selecionou. Tem o I Really wish we could hang out more (adoro esse nome!), e se a ficha não caiu, experimente ir um dia a Nova York e fazer um clássico na cidade: sair andando sozinho pelas ruas, com o iPod no ouvido. E sem medo de ser assaltado. Depois de andar por Manhattan de ponta a ponta, vá ao Brooklyn e passe o dia lá. Não tem turistas por ali. Como a Ju mesma diz, imagine se um bairro inteiro fosse como a Torre de quinta (isso no tempo em que a Torre de quinta era um pouquinho menos decadente, claro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, não deixe de passar pelo Cambódia. Lá você vai descobrir que os dinossauros sumiram da face da Terra não por causa de um meteorito que veio parar por aqui, mas sim porque eles estavam deprimidos, se sentindo muito solitários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois me diz o que você achou do Pocket Films. I really wish we could hang out more.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-6427481197864485181?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/6427481197864485181/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=6427481197864485181&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/6427481197864485181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/6427481197864485181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/09/pocket-films-for-travelers.html' title='Pocket films for travelers'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RuTM3geRssI/AAAAAAAAAC8/eo9JR9EZjkE/s72-c/juflickr.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-1807045627643091025</id><published>2007-09-03T20:02:00.000-07:00</published><updated>2007-09-03T20:04:52.827-07:00</updated><title type='text'>Essa vida agitada</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kT5_nLK54QU"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/kT5_nLK54QU" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela vai encontrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-1807045627643091025?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/1807045627643091025/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=1807045627643091025&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/1807045627643091025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/1807045627643091025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/09/essa-vida-agitada.html' title='Essa vida agitada'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-6786920081868206817</id><published>2007-09-03T19:57:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:56.711-08:00</updated><title type='text'>Amor no osso</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RtzKSAeRsrI/AAAAAAAAAC0/QIYa-x6efuk/s1600-h/loveAcrossLg.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RtzKSAeRsrI/AAAAAAAAAC0/QIYa-x6efuk/s400/loveAcrossLg.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106178488244744882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nós terminamos, resolvi tirar uns dias de folga. Fiz uma voz de doente, liguei lá para o serviço, disse que estava com umas dores, sem especificar direito o que era. As dores, hoje, são tão genéricas, vêm de tantos lugares, que eles nem me questionaram. Mas eu estava mesmo doente, só não era uma doença oficialmente aceita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei quietinha, sem sair de casa. Sem fazer barulhos, procurava me mover o mínimo possível. Se eu me mexesse, eu sabia que algo em mim quebraria. Resisti à tentação de ficar lembrando os últimos momentos, por que deu errado, o que eu tinha feito, o que ele tinha feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez disso, preferi pensar sobre como seria meu próximo namorado. Ou amante, melhor, acho que namoro só de tempos em tempos. Não dá para emendar um no outro, né? Eles ficam todos parecidos uns com os outros quando a gente faz isso, eu acabo trocando os nomes e, no fundo, eu adoro sofrer um pouquinho, durante um tempo. Fico me sentindo chique. Solitária, mulher abandonada, abraçada na minha garrafa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi que, quando encontrar meu próximo amor, terá que ser um amor básico. Algo primitivo. Não, não estou falando de sexo. Quero que ele e eu sejamos apenas esqueletos. Não quero mais pele. Amor no osso. Na essência das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vamos nos maquiar tanto para nos amar. Não teremos mais faces, não teremos mais pêlos. Não teremos mais corpo, apenas uma estrutura primeira. Não vou olhar para seu corte de cabelo, você não vai olhar para as minhas roupas. Não quero saber quanto você ganha, porque enfim não teremos que trabalhar, vamos fazer apenas o que gostamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a gente não converse tanto, afinal, não teremos boca, nem garganta, nem pulmão, mas vamos transmitir pensamentos, isso eu tenho certeza. Nunca terei certeza de quando você estará me olhando no olho, porque não teremos olhos, e não precisarei escovar os dentes antes de te beijar, porque talvez a gente nunca chegue a se beijar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando o desejo arder, se ele arder, iremos transar, mas quando a gente transar, vamos apenas ralar, e vamos fazer barulhos, porque seremos iguais em cima e embaixo, e então não teremos mais sexo. Mas vamos continuar nos encaixando, porque os ossos duram bastante, e não apodrecem tão rápido quanto a carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o amor vai continuar, soterrado por camadas e mais camadas de terra, e seremos descobertos pelos arqueologistas do futuro, porque no futuro seremos artefatos do passado. Amores do passado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-6786920081868206817?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/6786920081868206817/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=6786920081868206817&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/6786920081868206817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/6786920081868206817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/09/amor-no-osso.html' title='Amor no osso'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RtzKSAeRsrI/AAAAAAAAAC0/QIYa-x6efuk/s72-c/loveAcrossLg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-139740644054984470</id><published>2007-09-02T15:48:00.000-07:00</published><updated>2007-09-02T15:58:33.772-07:00</updated><title type='text'>O tempo é um amigo precioso</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Fj30sX2k7GQ"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Fj30sX2k7GQ" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles ainda me surpreendem. Deve ter sido o vigésimo shows deles que eu assisti, mas ainda assim, saio sempre emocionado. Sábado passado, lá no Studio SP, show classudíssimo do grande Cidadão Instigado. Show para muito poucos, ou poucos muitos, mantendo assim o clima gostoso de segredo entre amigos. Eles me emocionam. E as pessoas dançam, choram, e encontro amigos queridos. Sábado à noite tudo estava lindo, como um bom sábado deveria ser sempre. Não sou muito de reproduzir aqui as matérias que escrevi para o jornal, mas vai aqui uma exceção. Era um dos primeiros shows que eu via do Cidadão, eles tinham lançado um disco que entorta as pernas até hoje (foi em 2005, e a banda fazia uma temporada classe no Grazie a Dio!) e as pessoas estavam apaixonadas. Porque o tempo é um amigo preciso.&lt;br /&gt;Aí vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dia da semana mais cruel para a ressaca amorosa que a segunda-feira. Da paixão que atinge os píncaros do arrebatamento numa noite de sexta às brigas e o rompimento num sábado amargo, o cidadão que ficou instigado tem pela frente apenas a depressão de um domingo solitário. E os sobreviventes, estes ainda sentem o gosto do amor amanhecido na preguiçosa segundona em que a vida pessoal tem que dar passagem para a vida de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, a chuva fininha, triste, que caía em São Paulo na noite da última segunda até parecia jogo de mise-en-scène. Era também o primeiro show da banda cearense Cidadão Instigado em temporada no Grazie a Dio!, na Vila Madalena, onde tocarão durante as segundas de novembro. Por ali, um coração dilacerado chamado Fernando Catatau irá cantar as músicas de um dos melhores discos do ano, "Cidadão Instigado e o Método Túfo de Experiências".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catatau conhece o espírito mutante do amor. No palco, recombina códigos da música popular. Parece perguntar: "Afinal, o que é o brega?". Entra, assim, sem pudores, no quartinho da empregada, quando canta "Te Encontra Logo..." e esbarra em Roberto Carlos. O músico franze a testa e fecha os olhos -larga a guitarra para colocar as mãos no peito. "Não quero estar recuando o meu sentimento e a minha alegria/Acho que estou te esperando/ o que talvez você já saiba." Ele sofre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O músico sabe que a paixão é fugaz. Quando ela se vai, resta cantar e relembrar, para além das dores de corno. Por isso, o músico celebra os últimos instantes antes da putrefação. Por isso, uma canção como "Os Urubus Só Pensam em Te Comer". O arrebatamento pode ser esquisito, por isso uma música experimental sobre "vacas que estão velhas e loucas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor altera mentes tranqüilas. Vai encontrar lá no inconsciente prazeres até então desconhecidos. "Preciso de um pouco de água com açúcar para me tranqüilizar", o desesperado Catatau pede na roqueira "Calma!" O cenário só se completa quando a iluminação reflete bolinhas de luz de um globo no teto. Somos transportados para a mais cafajeste das churrascarias, onde casais suspiram ao som de clones do Rei. Depois, um telão no palco vai mostrar imagens congeladas do público e da banda. Estamos em um baile de debutante e acreditamos em príncipes encantados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu mergulho nos meandros do coração e da canção popular, a banda encontra o universal. Para o Cidadão Instigado só resta pensar sobre "O Tempo", que promete cura para todos os males (inclusive o escasso sucesso comercial). "Já não sou mais o menino que você deixou/o tempo é um amigo precioso/ que faz questão de jogar fora/aquela mágoa vencida." E assim termina a experiência que foge à todas as regras e pela qual todos adoram ser cobaias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-139740644054984470?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/139740644054984470/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=139740644054984470&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/139740644054984470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/139740644054984470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/09/o-tempo-um-amigo-precioso.html' title='O tempo é um amigo precioso'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-3851238309460161717</id><published>2007-08-26T16:22:00.000-07:00</published><updated>2007-08-26T16:24:38.716-07:00</updated><title type='text'>Fim de semana</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/61ThRHYFQvU"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/61ThRHYFQvU" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nós nos perguntamos quando é que vamos chegar ali&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-3851238309460161717?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/3851238309460161717/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=3851238309460161717&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/3851238309460161717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/3851238309460161717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/08/fim-de-semana.html' title='Fim de semana'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-6772897589164430912</id><published>2007-08-22T20:41:00.000-07:00</published><updated>2007-08-22T20:43:27.792-07:00</updated><title type='text'>Eu chovo</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nzcJKg_FmdE"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/nzcJKg_FmdE" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a Pipilotti Rist. Ela também chove.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-6772897589164430912?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/6772897589164430912/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=6772897589164430912&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/6772897589164430912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/6772897589164430912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/08/eu-chovo.html' title='Eu chovo'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-3806000996262165231</id><published>2007-08-22T20:27:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:56.873-08:00</updated><title type='text'>Vem, vamos dançar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rsz_uAeRsqI/AAAAAAAAACs/ZQyhLCLjNls/s1600-h/cena+do+filme+last+life+in+the+universe.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rsz_uAeRsqI/AAAAAAAAACs/ZQyhLCLjNls/s320/cena+do+filme+last+life+in+the+universe.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101733643769983650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atolados no sofá, num final de semana de tantas opções e nenhuma escolha, eles resolveram ficar em casa mais uma vez. Sem festas, sem jantar na casa de amigos, sem passeios no parque. Ficariam apenas os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, era a cada cinco minutos. Naqueles tempos, deixavam uma garrafa de água ao lado da cama, para não desperdiçarem nenhum instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A televisão, dona do lar, agora gemia pelos dois. Naquele sábado à noite, eles vislumbraram uma inusitada esperança. Estava lá, aquele mesmo filme que viram juntos há tantos anos, logo no começo, dos dias da água abundante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Izumi podia jurar que era, de fato, o primeiro filme deles. Durante um tempo, foi “o” filme, mas apenas por um tempo, porque logo depois esse tipo de intimidade e cumplicidade não dizia mais nada para os dois. Tinoko até se levantou, ergueu as costas e sentou ao lado dela. Mas não chegou a pegar em sua mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntos, iam mais uma vez ver o filme. E, naquela antiga lembrança, os dois novamente tinham um pensamento em comum. Esperavam sentir de novo, apenas mais uma vez antes do fim, aquela inspiração que tanto ajudou para que eles se unissem. Daqueles filmes que lhes davam vontade de sair do cinema correndo para, eles mesmos, entrarem numa trama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enquanto a ação se desenrolava, Izumi e Tinoko ficaram impassíveis, ela com sua meia rasgada, ele com sua calça encardida. Não conseguiram ver nada na pequena tela, a não ser aquela outra história que eles já estavam cansados de assistir. E repararam que aquele filme não era tão bom assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-3806000996262165231?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/3806000996262165231/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=3806000996262165231&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/3806000996262165231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/3806000996262165231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/08/vem-vamos-danar.html' title='Vem, vamos dançar'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rsz_uAeRsqI/AAAAAAAAACs/ZQyhLCLjNls/s72-c/cena+do+filme+last+life+in+the+universe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-3963402508494094071</id><published>2007-08-12T21:24:00.000-07:00</published><updated>2007-08-12T21:45:25.957-07:00</updated><title type='text'>The girls and the boys</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nh2oseTibx4"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/nh2oseTibx4" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa se você é mulher ou homem. Somos todos James Bond com Bond Girls ou Bond Boys em nossas histórias&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-3963402508494094071?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/3963402508494094071/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=3963402508494094071&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/3963402508494094071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/3963402508494094071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/08/girls-and-boys.html' title='The girls and the boys'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-397047816617220201</id><published>2007-08-12T21:19:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:57.177-08:00</updated><title type='text'>Máquina de café</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rr_cmRce3iI/AAAAAAAAACc/jAMzrDJIqBQ/s1600-h/cena2+do+filme+this+charming+girl.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rr_cmRce3iI/AAAAAAAAACc/jAMzrDJIqBQ/s320/cena2+do+filme+this+charming+girl.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5098035853282696738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você iria achar superestranho, e eu não iria te censurar. Por isso, só vou te contar daqui a um tempo. Não dá para forçar intimidades assim, logo no começo, não é? Claro, a gente sabe que no começo tudo é um grande teatrinho. Eu finjo que sou perfeito, você finge que acredita, eu vejo beleza em cada espirro que você dá, você fica prestando atenção em cada nuance das cores do meu cabelo, eu acho você a garota mais fantástica do mundo. Nós acreditamos. Temos que acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso mesmo não dá para te contar tudo. Vamos aos pouquinhos. A cada dia eu prometo descer um degrau do céu. Mas você vai comigo. Ah, claro, eu tenho preguiça de sair todas as noites. Sim, você acha um saco ir ao cinema todo final de semana. Tá, Woody Allen não é tão genial assim. O quê? Você ficou com ciúme das minhas amigas? Mas você não tinha prometido jantar comigo hoje? A cada dia, vamos descendo um degrau até a gente chegar numa base bem segura, onde vamos poder nos abraçar bem forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, eu faço um esforço tremendo para acordar antes de você. Só para ter aquela estranha sensação que dura alguns milisegundos, depois que a gente acorda, depois de um sono gostoso. Alguns breves instantes em que você não sabe quem é, onde está, se é dia, se é noite, qual é o seu nome. Só sei que dá um alívio enorme acordar ao seu lado. Gosto de olhar para o lado, e ver que você está ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fico um tempão bem quietinho, só olhando para você. Assistindo a você dormir, e pensar o quanto esperei tanto para que a gente enfim se conhecesse, e ficasse junto. E vou relembrando cada etapa. Da primeira vez que te vi. Forço a cabeça pra lembrar que roupa você estava usando. Se você estava sorrindo ou séria. E depois forço um pouco mais, e tento lembrar qual foi a sensação que eu tive na primeira vez que ouvi a sua voz. E vou buscando, palavra por palavra, a primeira frase que trocamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico aqui, bem quietinho ao seu lado, para não te acordar. Sim, é meio estranho, sei que você não é um filme ou uma instalação num museu para eu ficar assim parado e te olhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu tenho tido dias felizes ultimamente, e eu, que nunca gostei de acordar tão cedo, agora tenho mudado de hábitos, e deixado aquela mania de ficar tão sozinho de lado. E eu preciso te olhar bastante, para ter certeza de que você está mesmo do meu lado, e para ter certeza de que você realmente existe, e para que eu não confunda mais os sonhos e a realidade e os desejos e as coisas que já foram, e as histórias de outros que eu li ou ouvi no caminho para casa e as histórias que eu mesmo vou construindo, e as histórias que eu vou escrevendo, e as histórias que nós vamos vendo nos filmes, e as histórias que vou criando todas as noites só na minha cabeça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-397047816617220201?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/397047816617220201/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=397047816617220201&amp;isPopup=true' title='19 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/397047816617220201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/397047816617220201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/08/mquina-de-caf.html' title='Máquina de café'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rr_cmRce3iI/AAAAAAAAACc/jAMzrDJIqBQ/s72-c/cena2+do+filme+this+charming+girl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-4887513523360814045</id><published>2007-08-04T23:52:00.000-07:00</published><updated>2007-08-05T00:00:20.799-07:00</updated><title type='text'>The Greatest</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SDsxkQk6DWw"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/SDsxkQk6DWw" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quantos pinos vão cair?&lt;br /&gt;Mas no final das contas isso não importa; nunca vou saber, e nunca vou me lembrar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-4887513523360814045?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/4887513523360814045/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=4887513523360814045&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/4887513523360814045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/4887513523360814045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/08/greatest.html' title='The Greatest'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-1629162982973044326</id><published>2007-08-04T23:34:00.001-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:57.273-08:00</updated><title type='text'>Noite passada, manhã ressecada</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RrVxvRce3hI/AAAAAAAAACU/j3i8IOuLBs8/s1600-h/do+filme+black+kiss.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RrVxvRce3hI/AAAAAAAAACU/j3i8IOuLBs8/s320/do+filme+black+kiss.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095103610390240786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Izumi passou a noite inteira ao lado da janela. Era uma festa, sabia bem, e esta era a oportunidade de encontrar aquele famoso alguém legal, alguém para levar para casa e passar algum tempo. Alguém para ao menos acordar ao seu lado. Mesmo que esse alguém acordasse antes dela, tossindo por causa de tantos cigarros da noite passada. E esse alguém fosse embora antes de ela acordar, sem ao menos deixar um bilhete, ou um beijo de despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não era problema para Izumi. Ela passara a tarde inteira naquela cabeleireiro, e passara a tarde na loja, escolhendo as melhores roupas, mas aquilo não era para ninguém. Ela queria acordar sozinha no dia seguinte. Izumi queria celebrar a sua própria existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque esta noite ela se dedicaria apenas aos seus prazeres. Ela beberia o quanto quisesse, não teria que dar satisfações a ninguém. As coisas seriam mais divertidas, no final das contas. Ela dançaria as músicas que desse vontade, e cantaria até a voz lhe sumir. Não precisava de voz naquela noite, já que não queria falar com ninguém. Apenas suas músicas prediletas, e sua dança particular. Poderia chegar à hora que quisesse, poderia ir embora sem ao menos perguntar se poderia ir embora. Era apenas colocar a mão na maçaneta, estou indo embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensaria em Tinoko, e não pensaria nas tardes preguiçosas, e fingiria não sentir saudades dos tempos em que tinha que negociar cada gole de bebida, e cada respiro aliviado. Porque há tempos não se lembrava mais. Izumi estava anônima ao lado da janela, e aquilo era tudo que ela sempre quis. Ao menos por uma noite, ao menos nesta noite, em que se sentia a maior de todas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-1629162982973044326?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/1629162982973044326/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=1629162982973044326&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/1629162982973044326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/1629162982973044326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/08/kiss-me-kiss-me-kiss-me.html' title='Noite passada, manhã ressecada'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RrVxvRce3hI/AAAAAAAAACU/j3i8IOuLBs8/s72-c/do+filme+black+kiss.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-2456477419247273725</id><published>2007-07-21T15:07:00.000-07:00</published><updated>2007-07-21T15:19:53.925-07:00</updated><title type='text'>Gosto muito de você, leãozinho</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lqVKOilZO2A"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/lqVKOilZO2A" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-2456477419247273725?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/2456477419247273725/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=2456477419247273725&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/2456477419247273725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/2456477419247273725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/07/gosto-muito-de-voc-leozinho.html' title='Gosto muito de você, leãozinho'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-1229373464217845943</id><published>2007-07-21T14:44:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:57.400-08:00</updated><title type='text'>Be my wife</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RqKB2hce3eI/AAAAAAAAAB8/xiqOQZL0TUE/s1600-h/Family+Ties2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RqKB2hce3eI/AAAAAAAAAB8/xiqOQZL0TUE/s320/Family+Ties2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089773302572834274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fiquei hoje o dia inteiro pensando em você, e não via a hora de chegar aqui, só pra te ver. Poderíamos ficar apenas esperando o trem chegar, e passar aquela hora do fim da tarde que você acha tão triste, quando o sol começa a baixar e o céu fica todo avermelhado para depois ficar naquele azul escuro que você tanto odeia, antes de chegar a noite, quando não sabemos mais se é dia ou noite, aquela hora em que você fica amargurada, e com a garganta rígida, você engole seco, e se lembra de tudo aquilo que você viu e fez no passado que tão cuidadosamente tenta se esquecer durante os dias, e pensa até em não esperar mais nenhum trem, e apenas se jogar num vão, e ser digerida por um trem, nessa horas poderíamos ficar o tempo todo juntos, e conversando e falando sobre o que você fez em casa durante o dia, e o que você fez de novo no trabalho, e eu ouviria com cuidado todas as suas queixas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu até faria perguntas sobre seu trabalho. Ficaria indignado com aquelas pessoas que te trataram tão mal naquele escritório hoje. Eu faria caras e bocas, e me estressaria, e ameaçaria ir lá quebrar a cara daquele idiota, quem ele pensa que é para falar com você dessa maneira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei o dia inteiro pensando em você, e agora estou ao seu lado, e podemos ficar aqui apenas olhando os trens, e vendo cada pessoa que passar na nossa frente. Ao seu lado, eu vou criando a minha história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos criando outras histórias. Olha só aquela senhora com tantos agasalhos, o que acontece com ela, já que nem está tão frio assim hoje? Ah, ela deve viver tão sozinha, mas tão sozinha em casa, com seus gatos, que a vida anda meio gelada com ela, e gatos são fofinhos, mas não são tão quentinhos quanto aparentam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha só aquele moço, que passa tão apressado, e ele tenta entrar no vagão, mas não cabe mais ninguém lá dentro, você diz. Mas essa é a idéia dele, eu digo, já que ele nunca consegue se incluir, tem tão poucos amigos, o coitado, que às vezes até começa a ouvir vozes e falar sozinho quando está em casa, então ao menos num vagão lotado ele consegue entrar, e enfim por poucos momentos ele pertence a algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensando tanto em você hoje, eu trouxe rosquinhas para você comer, mas se achar muito seco, podemos ir até um café, quem sabe você pode até deixar as rosquinhas de lado e podemos comer algo de verdade. Mas vamos falando de coisas que podemos fazer agora, nesse comecinho de noite, e quando vemos, já passou tanto tempo, e pensamos em tantos lugares, pensamos naquele filme engraçado que você tinha ouvido falar em algum lugar, será que ainda ta passando no cinema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, acho que não, só deve ter uma sessão hoje, afinal, já está tanto tempo em cartaz, mas, ah, devemos ser especiais mesmo, já que todo mundo viu esse filme, menos eu e você no mundo, e pelo jeito vamos terminar nunca vendo esse filme. Nós dois, apenas nós dois num mundo fora de um cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos ficar aqui, e isso não será nenhum problema, com você ao meu lado, e fico imaginando como seriam as coisas se a gente nem se conhecesse, e se eu estivesse aqui, sentado nesse banco, só imaginando coisas, e de repente eu tenho medo de que você seja apenas mais uma pessoa que eu estou tentando adivinhar a vida, e me vejo sem palavras para trocar com você, e fico te olhando e sorrindo que nem um idiota, e eu não consigo entender por que eu, e você, duas pessoas tão interessantes (é o que vivem dizendo, não é?), não temos nada para falar um para o outro, então vamos parar de pensar, e vamos ficar aqui, apenas um do lado do outro, enquanto eu te olho, e você me olha, e nunca nos falamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-1229373464217845943?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/1229373464217845943/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=1229373464217845943&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/1229373464217845943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/1229373464217845943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/07/be-my-wife.html' title='Be my wife'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RqKB2hce3eI/AAAAAAAAAB8/xiqOQZL0TUE/s72-c/Family+Ties2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-1863043442770212113</id><published>2007-06-24T00:24:00.001-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:57.532-08:00</updated><title type='text'>Toda noite uma despedida (2)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rn4ceGhJoFI/AAAAAAAAAB0/fV21ouyA630/s1600-h/filme+Invisible+Waves.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079528733191807058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rn4ceGhJoFI/AAAAAAAAAB0/fV21ouyA630/s320/filme+Invisible+Waves.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Izumi me deixava confuso. Quase deitado naquele sofá, e lá se vão anos e anos de correção da minha postura corporal, eu já não sabia se Izumi e eu estávamos num daqueles momentos de drama de fim de caso ou se, ao contrário, tudo era apenas o começo, e eu estava misturando as coisas, lembrando da Azumi, a namorada que veio antes de Izumi.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Às vezes vivemos vidas dentro de vidas. E não dá mais para saber o que é de dentro, e o que é de fora. O jeito é continuar, ir absorvendo tudo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E talvez eu e Izumi estivéssemos apenas sem graça porque não nos conhecíamos direito e não tínhamos muito assunto, já que até a noite anterior nós éramos dois perfeitos desconhecidos naquele bar vazio, prestes a fechar, que decidiram começar a trocar olhares, e que enfim começaram a falar uma bobagem qualquer, porque estavam loucos de vontade de se conhecer, do tipo “Olha só, que música legal essa que tá tocando”, no que um dos dois retrucou “Mas música é para ouvir, e não para olhar”, e começaram a rir um do outro, e trocaram nomes, risadas, bebidas, e confissões que não se fazem para qualquer um, e histórias aumentadas para melhorar a realidade, para logo em seguida terminarem a noite num daqueles motéis disfarçados de hotéis, já que a ocasião descompromissada não permitia que a noite terminasse na casa de nenhum dos dois e nem num daqueles motéis megaluxuosos estilo parque temático, e nem num cafezinho antes para disfarçar as reais intenções, mas em nenhum dos casos não mudaria o fato de que os dois se sentiriam constrangidos por ficarem nus, eles que não se conheciam, e sabiam apenas um sobre o outro informações selecionadas a dedo, porque o objetivo era exatamente esse, terminar na cama, e um pouco de carinho sempre é necessário, é inverno, você sabe, mas era justamente essa impessoalidade que permitia que nós dois não precisássemos ficar tão constrangidos, e pudéssemos pôr em prática as posições apenas anteriormente teorizadas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E hoje eu estava na casa de Izumi.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Izumi, por que sua casa está tão estranha? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-1863043442770212113?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/1863043442770212113/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=1863043442770212113&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/1863043442770212113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/1863043442770212113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/06/toda-noite-uma-despedida-2.html' title='Toda noite uma despedida (2)'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rn4ceGhJoFI/AAAAAAAAAB0/fV21ouyA630/s72-c/filme+Invisible+Waves.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-8295797345648173174</id><published>2007-06-24T00:15:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:57.630-08:00</updated><title type='text'>Toda noite uma despedida (1)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rn4agGhJoEI/AAAAAAAAABs/c9DYx9H83zA/s1600-h/AS_sway_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079526568528289858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rn4agGhJoEI/AAAAAAAAABs/c9DYx9H83zA/s320/AS_sway_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os momentos iniciais são tão desconfortáveis quanto os finais. Comecei a pensar nisso quando um amigo meu desabafou: “Terminar é uma delícia. Adoro terminar. É tão bom como quando a gente começa a namorar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava de novo na casa de Izumi. Ela sempre sabia como me deixar realmente mal. Toda vez que a gente brigava, aquelas brigas realmente feias, que te fazem pensar se vale a pena continuar insistindo, ela mudava tudo. Toda a decoração da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, não chegava a mudar a cor das paredes, o sofá e nem chegava a trocar de televisão. Ela gostava de mudanças, mas se tudo mudasse, talvez Izumi esquecesse até seu próprio nome. Ela precisava de uma âncora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de novo eu cheguei, cabisbaixo, com o peito cansado de tanto brigar, e ela abriu a porta e falou para eu sentar. Caminhei por instinto até o sofá, mas não encontrei nada. Meus olhos levaram alguns rápidos segundos percorrendo a sala, até eu achar o novo lugar do sofá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Izumi conseguira de novo. Eu estava me sentindo desconfortável e incomodado com aquela casa que era a mesma, mas que ao mesmo tempo estava tão diferente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ela não falou nada. Devia estar cansada também, mas eu sabia que esse era seu jeito de lutar. Me deixando perdido, dando tempo e espaço para eu remoer o que eu quisesse na minha cabeça. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu poderia me sentir culpado, sentir raiva dela, ter vontade de simplesmente sumir e não ter que encarar de novo mais um começo, não ter que me adaptar novamente a um novo espaço onde eu não sabia nem onde ficava o sofá, e nem que cor era a tampa da privada, e nem ter que pensar em recomeços, ou pior, novos começos, porque acho que no fim das contas, tudo estava se encaminhando para isso. Mas antes teríamos que vislumbrar um fim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-8295797345648173174?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/8295797345648173174/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=8295797345648173174&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/8295797345648173174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/8295797345648173174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/06/toda-noite-uma-despedida-1.html' title='Toda noite uma despedida (1)'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rn4agGhJoEI/AAAAAAAAABs/c9DYx9H83zA/s72-c/AS_sway_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-3056524194912832255</id><published>2007-06-16T15:11:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:57.788-08:00</updated><title type='text'>Sweet little girl, I wanna be your boyfriend</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RnRhy2hJoDI/AAAAAAAAABk/Twd8gB0uvE8/s1600-h/Mood9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076790206209302578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RnRhy2hJoDI/AAAAAAAAABk/Twd8gB0uvE8/s320/Mood9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No dia 16 de junho de 2007 eu estava completando 25 anos. Lembro que era um sábado e que, na noite anterior, decidi ficar acordada para celebrar sozinha o meu aniversário. Minha mãe me dizia que eu tinha nascido às 6h45 da manhã. Geralmente eu não ficava acordada nesse horário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tava numa fase chata. Não gostava mais de varar a noite dançando e chegar em casa com o dia claro. Você acredita em maturidade emocional aos 25? Eu acredito em lendas. Nas últimas vezes que eu tinha chegado em casa com o Sol batendo na minha cara, queria só cortar os pulsos. Chegar em casa, de dia. E o sábado, o domingo, ficavam todos estranhos depois de trocar o dia pela noite. Ressaca moral, sabe? Eu era cheia da moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas queria um ano diferente. Os 24 não foram legais. Foi um ano parado. Não que as coisas tivessem dado errado. As coisas simplesmente não aconteceram. Então, eu achava que, se começasse aquele ano desde o primeiro segundo acordada, bem acordada, sóbria, e cheia de pensamentos de coisas boas, quem sabe um pouco de moral, Papai Noel, e uma lista com planos do tipo plantar uma árvore, apagar a luz dos ambientes em que eu não estivesse, desligar a torneira enquanto escovasse os dentes e rezar pelas baleias, quem sabe alguma coisa mudaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, naquela sexta-feira, saí às ruas numa noite quente de outono, eu e um monte de gente toda excitada com aquele calorzinho que vinha depois de dias frios, e uma brisa que arrepiava e deixava todo mundo com vontade de fazer coisas que a dona moral diria que não eram muito bonitinhas, como se o mundo fosse acabar amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otimista e poliana, eu sabia que a hecatombe final não aconteceria no dia seguinte, o amanhã era meu aniversário de 25 anos, e isso era tudo para mim, então eu estava bem tranqüila, e andei, andei, andei, e fiquei olhando as pessoas arrepiadas e excitadas nas ruas, e eu só pensava nas 6h45 da manhã que chegaria, o momento exato que, anos antes, eu estava nascendo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E pensei nas minhas músicas prediletas enquanto eu não nascia, e até cheguei a cantar em voz alta, porque ninguém estava ligando mesmo para meu nascimento. Cantei e dancei. E esperei.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E não teve erro. Naquela madrugada de friozinhos na espinha, eu sabia que não ficaria deprimida com os primeiros raios de Sol. E sempre que o frio avançasse, eu poderia voltar para casa e tomar uma caneca de leite com café bem quente de manhã. Naquele fim de semana, eu não tinha hora para acordar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-3056524194912832255?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/3056524194912832255/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=3056524194912832255&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/3056524194912832255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/3056524194912832255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/06/sweet-little-girl-i-wanna-be-your.html' title='Sweet little girl, I wanna be your boyfriend'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RnRhy2hJoDI/AAAAAAAAABk/Twd8gB0uvE8/s72-c/Mood9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-7417516963331980248</id><published>2007-06-03T00:02:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:57.886-08:00</updated><title type='text'>Toc toc, Plutão</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RmJn12XgAPI/AAAAAAAAABc/Rg9BceEDw-U/s1600-h/PlutoPhone.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071730305197408498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RmJn12XgAPI/AAAAAAAAABc/Rg9BceEDw-U/s320/PlutoPhone.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Queira ou não, você é obrigado a se transformar. Basta ficar parado e, quando se der conta, você já terá altura suficiente para alcançar o topo do armário, aquele mesmo que algum tempo antes você tinha que escalar com uma cadeira. E o tombo não era raro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora surgirá uma ajudinha extra. E, mesmo que, dia após dia, você tente fingir que as mudanças não acontecem, e que você atue religiosamente na sua rotina, como o melhor ator do Oscar e interprete com inegável competência e emoção o seu eterno papel de você mesmo, o papel vai mudar. É como se o diretor fosse demitido, e produtores mudassem o rumo da trama. Mas você continua atuando no papel principal, mesmo sem entender que novo filme enfim é esse. Interprete, com emoção, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo porque Plutão, o planeta que não é mais planeta, mas que sempre será um planeta, já que não pode deixar um comprometido escorpião abandonado, resolveu ser o novo diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Lynch do espaço, Plutão chega quieto, dark, na dele, sem chamar a atenção de todos. A festa já está animada o suficiente, animadores de auditório são tão tediosos. No entanto, Lynch já sabe que o consciente e o inconsciente são irmãos gêmeos, um completando o outro, que o sonho é tão real quanto a lembrança de um ato passado, tudo se mistura por ali, numa massa única. E o que não é enfim real, se torna real depois de um tempo, e depois de mais tempo, pouco interessa, a mensagem chegou, ficou registrada, e produz filhotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plutão, o mais distante dos planetas, 246 anos para passear pelo zodíaco e deixar uma marca por todos os signos. Quanto tempo não nos víamos, eu entendo que nunca existe a sua marca de cigarro favorito na padaria da esquina. Fidelidade obsessiva pela marca. Tem que ir de padaria em padaria da nossa galáxia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pluto é o filho da Pluta, e sei que você precisa de um dia de santa e um dia de puta. De humor variável, entre 11 e 32 anos morando, namorando, sendo amigo de cada signo, amante constante, e deixando sua marca indelével. Novas vidas, dentro da mesma vida, você terá que aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque Plutão é transformação, renascimento, a tal da Fênix que ressurge das cinzas, das cinzas não às cinzas, do pó para além do pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele manda avisar que ano que vem estará por aqui de uma vez por todas. Mas já deixa claro que 2007 já é seu de alguma maneira. A força não é pequena, já que tudo facilita, e já que 2 e 0 e 0 e 7 são 9, e 9 é a última etapa antes da renovação, e 9 carrega todas as experiências anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zerar ou não zerar, eis a questão. Tenho medo de zerar, e mudar de papel, e não saber mais quem sou eu, quem é você. Mas um novo diretor pode salvar um filme fadado ao esquecimento, ou ao menos lhe dar uma nova cara mais simpática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E 2007 é o ano de faxinas, e os velhinhos vão dando adeus, bye bye, século 20. O século 21 enfim começa. Estou preparado? Nunca estamos, mas é assim que tudo funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentimentos bipolares, vou variar do mais extremo dos otimistas ao mais profético dos seres catastróficos, e lembrar de 1930, e dos vários ismos na Europa, e das grandes depressões nas Américas, e das primeiras e segundas guerras, e do derretimento das camadas protegidas da mente, e dos mergulhos de Jung e Freud. E o mundo nunca mais foi o mesmo. E a América nasceu, e mais 246 anos pela frente. Tudo porque Plutão trocou de casa, comprou roupas novas e tem sido visto em novas companhias. Dizem até que parou de beber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há espaço para revolução, e para destruições, e reconstruções, e o mundo nunca mais será o mesmo. A história não acabou, nunca acaba, apenas nos esquecemos das histórias, apenas não nos damos conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou viver com você até 2024, e penso no que faremos juntos durante todo esse tempo, e quem serei eu, afinal, e se vou me reconhecer nesse novo eu, e em todos os filhos que você verá surgir de mim, e se vou gostar dessa companhia. E até não te encontrar de novo, lá por volta de 2200, quando meus netos e tataranetos enfim conhecerem você e te mandarão lembranças, e lembrarão para você tudo que eu sempre quis dizer na tua ausência, desde quando você foi embora, e não consegui encontrar as palavras certas para dizer um simples adeus porque enfim, eu estava tão mudado, e não sabia mais o que dizer, mas àquela altura, eu já era outro eu, então as frases não seriam mais as mesmas, mas um dia a mensagem chegará, alto e em bom som, ecoando a mais bela das declarações de amor.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-7417516963331980248?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/7417516963331980248/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=7417516963331980248&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/7417516963331980248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/7417516963331980248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/06/toc-toc-pluto.html' title='Toc toc, Plutão'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RmJn12XgAPI/AAAAAAAAABc/Rg9BceEDw-U/s72-c/PlutoPhone.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-4711879044640775210</id><published>2007-05-27T22:30:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:58.033-08:00</updated><title type='text'>Moço bonito numa tarde de vento</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RlppcmXgAOI/AAAAAAAAABU/vDLaS8TgiM8/s1600-h/this_charming_girl_01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069480270615281890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RlppcmXgAOI/AAAAAAAAABU/vDLaS8TgiM8/s320/this_charming_girl_01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ela quer saber se os gatos têm memória. Já passou do teto branco às experiências de transmissão de pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles entendem, já ouvi dizer. E, não me lembro bem, eu já li em algum lugar sobre a memória dos gatos. Eram eles que guardavam apenas as lembranças mais imediatas? Ou seriam eles realmente clichês ambulantes, misteriosos, cheios de segredos e sabedoria? Não queria que meu oráculo fosse um felino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro. Li em algum lugar, em algum dia, em alguma revista. Qualquer informação me basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas gatos são leves, de uma leveza não só física, o limite não são os muros altos e os telhados e o mundo inteiro à disposição, e as brechas facilmente abertas, visíveis apenas para quem é muito rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E leve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se lembrassem de tudo, pesariam. Não conseguiriam se mover, como se entupidos da mais assassina das lasanhas, e atolados na cama de gato mais aconchegante, comprada na loja de animais mais nova do bairro. Eles seriam pesados, como todos nós. Não queria me lembrar mais. Não existe memória seletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha glória, em dias sem teto branco para olhar. A minha desgraça, em dias sem céu azul. Nesses dias, sonho com um novo começo diário. O dia em que todos os dias pudessem ser como a noite de Ano Novo. Uma vida inteira jogada para trás, apenas novas possibilidades a partir de agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sempre tem um pequeno ato alheio, o refrão de uma música, um olhar de relance para me relembrar do teto branco. Tudo volta. Tenho saudades do moço bonito naquela tarde em que ventava tanto. Tudo muito simples, ainda não havia um passado, dias de construir o presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nunca mais, quando nos lembramos, construímos o dia-a-dia. Esquecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum dia será tudo memória. Histórias que apenas eu e ele sabemos, que por uma fração de segundos, algum dia tentaremos relembrar, e não saberemos se estamos apenas inventando. Retocando, você prefere dizer, porque aí tudo deslizará mais fácil, tudo perderá a sua tensão, e nada mais doerá como antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-4711879044640775210?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/4711879044640775210/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=4711879044640775210&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/4711879044640775210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/4711879044640775210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/05/moo-bonito-numa-tarde-de-vento.html' title='Moço bonito numa tarde de vento'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RlppcmXgAOI/AAAAAAAAABU/vDLaS8TgiM8/s72-c/this_charming_girl_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-2204949093898437418</id><published>2007-05-21T15:01:00.001-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:58.259-08:00</updated><title type='text'>Vida de espera</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RlIXNWXgANI/AAAAAAAAABM/yFdxxy7Gx7w/s1600-h/IMG_0713.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067138048855113938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RlIXNWXgANI/AAAAAAAAABM/yFdxxy7Gx7w/s320/IMG_0713.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hachiko chegou em Tóquio em 1924, pouco depois de nascer, em Odate. Era um cão Akita, prestes a conhecer e a se perder na cidade grande. Seu dono era o respeitável senhor Hidesamuro Ueno. Um homem bem metódico, do jeito que os cães e sua natureza essencial, repetitiva e quase mecânica, tanto apreciam. Trabalhava como professor na Universidade de Tóquio, no departamento de agricultura. Homem que amava a natureza e os bichos. Tivesse vindo para o Brasil, provavelmente moraria no interior de São Paulo para cultivar tomates, alfaces e muita cenoura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o sr. Ueno nunca teve a necessidade de sair do Japão por questões econômicas. Nunca saiu do país. Pra falar a verdade, nem chegou a ver a Segunda Guerra. Ele era um homem que gostava de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cãozinho do sr. Ueno não se diferenciava dos seus semelhantes e devotava ao seu dono aquela fé adorável e algo tola e muito feliz que apenas os seres que amam demais e questionam de menos podem ter. Dia após dia via seu dono sair de casa, de manhã, para ir trabalhar. No fim do dia, Hachiko não segurava a ansiedade e ia de encontro ao seu dono, perto da estação de trem de Shibuya, onde o sr. Ueno desembarcava para, acompanhado de seu cão, retornar ao lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias felizes, de um cotidiano ordinário, comum, de um homem solitário, amante dos cães, das alfaces e dos tomates. Um professor honrado, que encontrou o equilíbrio naquele cotidiano tranqüilo de calmos dias sem guerras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo longe das balas e do campo de batalha, o sr. Ueno não podia escapar da sina de todos os que um dia nasceram e do dia-a-dia obediente que segue à risca a ordem natural das coisas, da tradição genética, cultural e ancestral. Como todos os outros donos de cachorros, como todos os professores, como todos os amantes da natureza, o sr. Ueno sucumbiu à sua natureza de ser humano e morreu. Desgaste natural das suas funções biológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hachiko não entendeu direito o que estava acontecendo. Ele tinha pouco mais de um ano, mas, mesmo se tivesse mais idade, não entenderia. Mesmo que não fosse um cachorro, não aceitaria. Seria muito mais fácil viver naquele mundo particular, imune ao que estivesse acontecendo na realidade conhecida como a normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sr. Ueno, que odiava quebras no seu cotidiano, não voltou para casa. Morreu lá mesmo na universidade. Deve ser algo bem estranho não voltar mais para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa continuou lá, apenas mais solitária, e Hachiko ficou aquela tarde na estação de trem, esperando pelo sr. Ueno. Pela primeira vez em sua vida, o sr. Ueno dava um bolo, e não comparecia a um encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hachiko não entendeu nada. Em sua jovem mente, já estava programado, de forma indelével, aqueles encontros diários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrancaram de Hachiko a sua paixão por regras cotidianas. E Hachiko não tinha mais para quem devotar toda a sua atenção e aquilo que se convencionou chamar de amor.&lt;br /&gt;Hachiko continuou aparecendo todas as tardes. Quem sabe o sr. Ueno não apareceria, de repente, o maior atraso de sua vida, todo atrapalhado e pedindo desculpas. “Fui comprar cigarro, mas não tinha a minha marca”, ele diria, para reprovação de Hachiko, que não entenderia por que, àquela altura do campeonato, seu dono resolvera entrar para o mundo dos fumantes. Naquele tempo, havia apenas o mundo dos fumantes e dos não-fumantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante 11 anos Hachiko continuou indo à estação de trem. Muitos ficaram comovidos. Quem acreditava no coração, via em Hachiko um exemplo único de amor e fidelidade ao ser amado. Estas pessoas acreditam que o ser humano tem muito a aprender com os bichos. Outros, que acreditavam mais na mente, acham que os bichos apenas imitam o ser humano. Ou melhor, que humanos também são bichos, no final das contas, e que certos atos de ambos são muito parecidos, o que acaba dando mais ou menos na mesma. Para estes, Hachiko até amava seu dono, mas amava muito mais aquele monte de restos de comida que os que acreditavam no coração, emocionados, davam para o cão persistente. Hachiko morreu de barriga cheia e com um sorriso no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja o dono morto, seja a comida, Hachiko amava algo. Talvez já no fim da vida tivesse apenas uma vaga lembrança dos carinhos do sr. Ueno. Sua ida diária à estação de trem já tinha outros significados, outras motivações, e chegou um momento em que Hachiko ia para lá apenas porque tinha que ir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como Adèle H., a filha de Victor Hugo, que, largada pelo amante, continuou durante anos obcecada pela sua paixão, até que a obsessão virou loucura, o rosto do amante, uma vaga lembrança, e o amor, uma entidade ainda mais abstrata, auto-sustentável, descolada de uma referência real. Quando, muitos anos depois, cruzou por acaso com o ex-amante na rua, não o reconheceu. Ela se lembrava de que amara alguém, algo, mas nem sabia mais quem era o foco de tanto amor. A fome de amor continuava, mas ela se tornara impossível de ser saciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hachiko continua lá, na estação de trem. Os que o amavam ergueram uma estátua, à saída da estação de trem de Shibuya, em sua homenagem. Shibuya é um dos bairros mais decolados e modernos de Tóquio. É nele que tem aquele cruzamento absurdo que aparece em tudo que é filme e cartão-postal de Tóquio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando abre o sinal para os pedestres, surge uma multidão de todos os lados. É fácil se perder no meio da multidão, enquanto os olhos e os ouvidos ficam hipnotizados pelos luminosos e coloridos prédios gigantes. Neste cruzamento, a expressão “apenas mais um na multidão” ganha novos significados, porque é isso mesmo, literalmente. Você perde seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jovens dominam Shibuya. Todos com os melhores cortes de cabelo e as roupas mais adoráveis, à procura de amor, querendo ser vistos por alguém, admirados por qualquer coisa que seja. Não ser apenas mais alguém com cabelos pretos e olhos castanhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a estátua de Hachiko é o principal ponto de encontro dos jovens. Todos marcam seus encontros com os amigos, amantes, ficantes, inimigos, usando a estátua de Hachiko como ponto de referência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Durante todo o dia, Hachiko continua sua vigília, enquanto dezenas de jovens ficam lá, solitários durante eternos minutos, enquanto aqueles por quem esperam não chegam. Ficam concentradíssimos em seus mais modernos celulares, enviando enlouquecidamente dezenas de caracteres em mensagens de textos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Muitos voltarão para casa sozinhos, ou irão ao bar sozinhos, para conhecer outras pessoas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O grande problema é que Hachiko nasceu numa era em que não existia telefone celular. Por isso ele espera e sabe que seu grande amor nunca iria lhe abandonar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-2204949093898437418?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/2204949093898437418/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=2204949093898437418&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/2204949093898437418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/2204949093898437418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/05/vida-de-espera.html' title='Vida de espera'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RlIXNWXgANI/AAAAAAAAABM/yFdxxy7Gx7w/s72-c/IMG_0713.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-1815868898378495811</id><published>2007-05-16T23:01:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:58.340-08:00</updated><title type='text'>100 pernas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rkvv-GXgAMI/AAAAAAAAABE/Lxi-WVmiaYg/s1600-h/1441%2FFond3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065406056048361666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rkvv-GXgAMI/AAAAAAAAABE/Lxi-WVmiaYg/s320/1441%252FFond3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tinoko já fazia parte da mobília de casa. Chegando tarde, cansado e esfomeado, achava perda de tempo preparar alguma coisa para comer. Achava desperdício de energia arrumar a cama. Vou acordar amanhã cedinho mesmo, ele decorava sempre os mesmos argumentos, está tão de noite, deixo pra comer amanhã. Já treinei meu estômago. Vou dormir tão pouco mesmo, pra que cama? Além disso não quero poluir meu travesseiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele já era parte da mobília de casa, e sua especialidade era se transformar no Homem-Sofá. Tinoko era um verdadeiro camaleão, adquirindo a capacidade de se confundir com o meio. A harmonia com o ambiente ao seu redor era tão grande que, às vezes, se esquecia de existir. Mas ele garante que, quando some durante o sono, e apenas o velho e desgastado sofá aparece solitário na sala, com aquele buraco e sua mortífera mola-osso exposta (e lembrar que tudo começou com uma inocente bituca de cigarro), ele está invisível apenas para os olhos de Tonika.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tonika, já no final da história, queria apenas um lugar quente e macio para apoiar a cabeça. Servia um sofá com a mola-osso exposta, servia a coxa de Tinoko, a essa altura já um molde vivo da cabeça de Tonika. A cabeça de Tonika em sua coxa já fazia parte de seu ser, do mesmo modo como ele era um pedaço daquele sofá, daquela sala, daquela casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Tonika vai partir e terá que achar um novo sofá. Tinoko não sabe bem o que fazer com a sua coxa, que carrega um molde único, agora inútil. Até amputaria a perna caso não precisasse dela para outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente Tinoko terá uma paisagem ainda maior pela frente. Poderá se transformar em sofá, em cama, em geladeira até. Terá então várias noites para não preparar o jantar, e não arrumar a cama, porque vai acordar cedo mesmo, e é perda de tempo se preocupar com detalhes tão breves, se a noite é curta assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinoko terá que fazer uma bela faxina. Terá que revirar seus armários, esvaziar suas estantes, colocar suas roupas para tomar um pouco de sol. Tinoko tem que ouvir de novo seus velhos CDs, reencontrar os livros que moldaram sua vida e fazer as primeiras sessões de cinema de sua coleção particular. Tudo para tentar se lembrar de quem era antes de se transformar no Homem-Camaleão e quem, afinal, largou aquela bendita bituca.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-1815868898378495811?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/1815868898378495811/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=1815868898378495811&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/1815868898378495811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/1815868898378495811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/05/100-pernas.html' title='100 pernas'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rkvv-GXgAMI/AAAAAAAAABE/Lxi-WVmiaYg/s72-c/1441%252FFond3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-7194355876506276621</id><published>2007-05-13T22:30:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:58.468-08:00</updated><title type='text'>Talvez amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rkf0Im4uGpI/AAAAAAAAAA8/-aWNtBq_pi4/s1600-h/perhapslove.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064284734715992722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rkf0Im4uGpI/AAAAAAAAAA8/-aWNtBq_pi4/s320/perhapslove.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esperei tanto por você e não me incomodei quando, enfim, você não apareceu. Apenas tentando deslizar suavemente, já que parecia tão fácil, eu apenas ia imitando e tentando fazer igual, mas você nunca mais. Passou tanto tempo, e já não me lembrava se eu era uma pessoa caída que às vezes se levantava ou se ficar de pé era meu estado natural, e a queda, apenas ocasional. Tudo estava agradável agora. Tudo já era conhecido. Alegria generosa. Tranquilo, sem dor. Tentar imitar, não é sempre assim? Os primeiros passos, a primeira escrita. Só tenho dúvidas em relação ao primeiro som. Quer dizer, o primeiro som aqui, do lado de fora, o berreiro. Quem é que estamos imitando então? É um instinto tão primeiro, tão primitivo, que já vem gravado dentro da gente? Programados? Quando enfim você chegou, eu não sabia se era você. Mas isso é o que menos importava. Quis abrir o berreiro, lembrar os velhos tempos. Não conseguia mais lembrar seu rosto, uma vaga lembrança do seu cheiro. Eu também tinha algo para te contar, mas não fazia mais a vaga noção do que eu queria tanto te contar. Talvez amor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-7194355876506276621?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/7194355876506276621/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=7194355876506276621&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/7194355876506276621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/7194355876506276621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/05/talvez-amor.html' title='Talvez amor'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rkf0Im4uGpI/AAAAAAAAAA8/-aWNtBq_pi4/s72-c/perhapslove.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-5949466438405159916</id><published>2007-04-29T20:42:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:58.570-08:00</updated><title type='text'>O que aconteceria se....</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RjVlw24uGoI/AAAAAAAAAA0/zw1GTWwylS8/s1600-h/blog2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059061646462163586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RjVlw24uGoI/AAAAAAAAAA0/zw1GTWwylS8/s320/blog2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A mãe da minha mãe morreu ontem. Tinha 91 anos, foi de velhice mesmo. Morte tranqüila, sem sofrimentos, por isso um clima não pesado no velório, claro teve uns momentos tristes, lágrimas e tudo o mais, mas tudo foi muito sereno. A começar pelo jeito que ela se foi. Minha vó mesma falava que estava cansada de viver, que já tinha vivido o suficiente, e que queria morrer este ano ainda, de preferência. Como tinha muito tempo livre, entre outras coisas, já tinha decido qual roupa queria usar no dia de seu velório. Descobrimos, ontem, enquanto arrumávamos as suas coisas (ela morreu no quarto dela), uma pastinha com tudo detalhadinho, nos mínimos detalhes: o que colocar junto ao caixão etc. etc., coisas que realmente não pensamos muito quando somos jovens (entre essas coisas, uma foto e uma poesia de meu jovem primo morto durante um assalto há uns anos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela chegou ao Brasil em 1933. Veio do Japão com uma irmã, dois irmãos, o pai, e meu avô. Eu realmente fico pensando e me admirando, cada vez mais intrigado, sobre as razões que os fizeram vir para cá. Era entre-guerras, vale lembrar. O Japão não era nenhuma potência econômica ainda, pelo contrário. O trajeto, que hoje demora umas singelas 24 horas para ser feito de avião, naquela época levava seis meses de navio. As informações não circulavam naquela época, claro, então para um japonês tentar visualizar em sua mente o que era o Brasil e o que era um brasileiro devia ser mais difícil do que, sei lá, tentar se imaginar dentro de uma equação matemática e ter que tomar o café da manhã com logarítimos. Você pode nunca ter ido para Botsuana, mas se for no Google Images terá uma vaga idéia de como é por ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sobre a coisa do navio. Volta e meio leio relatos sobre a diferença entre os navios de imigrantes japoneses e imigrantes de outros países. Dizem que os setores japoneses eram os únicos que eram mais organizados, e que eles eram os únicos que tentavam se manter aprumados. Afinal, imagina o que é ficar morando durante seis meses num navio, com doenças e vírus e calor e suor correndo solto. Não deve ser fácil, e deve chegar uma hora que todos viram meio que bichos mesmo, sem culpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em Tóquio, uma das coisas que mais me impressionaram foi a obsessão deles pela limpeza e coisas do tipo. Vários deles usam máscaras. Quando eles ficam resfriados ou gripados, eles usam máscaras. Eles têm tanta preocupação com o coletivo que usam a máscara para não contaminar as outras pessoas. Fumar na rua é proibido. Tem áreas nas esquinas reservadas para fumar. Durante minha estadia lá, não vi uma sujeira, uma bituca de cigarro jogada no chão. Do navio pra avião, certas coisas não mudaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai do meu pai também morreu este ano. Foi no mês passado, e ele tinha 95 anos. Morava no interior de São Paulo, até uns 3 anos atrás ele comia aqueles torresminhos gigantes, sabe?. Comia sem constrangimentos, e sem nunca ter ouvido falar que aquilo fazia mal para a saúde, e sem se preocupar que ele não tinha mais dentes. Chupava como se fosse uma bala, e era um barato ver ele se deliciando com seus torresmos. Também morreu sereno, calmo, sem sofrer nenhum dia. Um belo dia estava tomando banho (ele conseguia tomar banho sozinho) e puf, passou mal, caiu no chão e pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos lá em Lins assim que conseguimos. Foi estranho chegar lá e não ver o meu avô todo encolhidinho no canto da sala. Ele tinha uma poltrona predileta, que era só dele, e ficava lá quase o dia inteiro, atolado no sofá, todo torto. Nunca tinha ouvido falar que fazia mal para a coluna. E senti falta dele me perguntando quando eu ia me casar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha avó veio lá de Nigata, Japão. Meu avô, não faço idéia. Dizem que nasceu no navio, ou que veio ainda bebê de colo, nunca me confirmaram direito essa história. Ela até o fim da vida era uma japonesa de raiz, teimosa e blasé que nunca aprendeu a falar português. E eu nunca aprendi a falar japonês; ou seja, nunca tivemos um diálogo de verdade. Mas, entre as lembranças legais de infância era que ela adorava as novelas das oito da Globo, nos anos 80. Ela assistia, não entendia nada, e assim que terminava a novela, ligava aqui em casa e minha mãe explicava tudo que tinha acontecido naquele capítulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu avô, ao contrário, tinha pouco de japonês. Até pelo estilão dele. Fazia um look meio tipo Cartola, sabe? Chapéu, camisa social branca, sempre impecável, um típico brasileiro do interiorzão. Era bem escuro também, talvez porque lá é quente e faz um sol dos infernos.&lt;br /&gt;E ele falava português com todo o sotaque típico do interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com ele tive conversas ótimas. Me falou, entre delírios sinceros, que quando era jovem, teve mais de 100 namoradas. Que sabia tocar violão, que tinha jeito pra coisa. Mas, que tinha uma família para sustentar e que tinha que trabalhar na roça. No fim da vida, tava desencanado de tudo. Eu vibrava quando ele escarrava no chão. É, ele cuspia no chão, dentro de casa. Tava nem aí, mó punk. Na velhice, os freios sociais desaparecem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saudades também do meu pai, que se foi em 1994.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vidas lindas, admiro todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá na breve passagem pelo Japão, claro que não deu pra não ficar pensando em montes de coisas do tipo “o que aconteceria se...”. E se o governo japonês não tivesse incentivado que seu povo viesse ao Brasil, país onde a propaganda dizia que o ouro nascia em árvores? E se eles realmente tivessem ficado ricos, como a propaganda do governo prometia, e eles tivessem voltado ao Japão em poucos anos?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, naquele monte de japoneses, eu me misturo na multidão, mas sou um farsante. Não sou um deles, apesar de parecer. E daí lembro que desde que nasci, sou o “japa” aqui no Brasil, e por mais que a mistureba racial no Brasil seja geral, nunca sou tratado como um brasileiro. E de onde eu sou, enfim? E, lá, claro, eu sou um brasileiro tosco que tem antepassados que supostamente pularam fora do barco afundando e foram tentar a sorte em outro país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, claro, fico imaginando se meus avós não tivessem tido a maluca idéia de ter vindo ao Brasil, talvez eu estivesse lá, em meio aos trens-balas e aos enormes anúncios de néon e às maravilhas do Primeiro Mundo e dos estudantes que se matam porque foram mal na escola. Me dei bem? Me dei mal? Não sei de nada, muito menos a roupa que vou usar no meu último dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-5949466438405159916?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/5949466438405159916/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=5949466438405159916&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/5949466438405159916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/5949466438405159916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/04/o-que-aconteceria-se.html' title='O que aconteceria se....'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RjVlw24uGoI/AAAAAAAAAA0/zw1GTWwylS8/s72-c/blog2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-5028516419194993401</id><published>2007-04-22T00:21:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:58.674-08:00</updated><title type='text'>Por isso eu ouço demais</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RisNNwQXFRI/AAAAAAAAAAs/yH4BH9GobN4/s1600-h/8450.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056149536596497682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RisNNwQXFRI/AAAAAAAAAAs/yH4BH9GobN4/s320/8450.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estava ali e agora e era assim que tinha que ser. Mesma terra, mesmo fuso horário, agora não dava mais pra fugir. O problema foi ter visto coisas demais, conhecido cidades demais, encontrado pessoas demais, muita informação a deixou apenas com um estoque inesgotável de imagens pela cabeça, impossíveis de serem varridas. E o que fazer, agora, com aqueles sons que também prometiam nunca mais lhe abandonar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante alguns poucos dias, Maria Antonieta viveu 12 horas à frente, e não soube o que fazer com tanta sabedoria acumulada que não lhe servia pra nada. Estava à frente, era um fato inegável, mas não conseguiu tirar vantagem de viver no futuro. Talvez se descobrisse o resultado da Mega-Sena acumulada, e retornasse as tais 12 horas, até haveria uma chance de viver no macio. Mas 12 horas nunca serão suficientes, e é o máximo que Maria Antonieta atordoada conseguirá viver. Um poder que não lhe dava nenhum poder. Mas, orgulhosa, gostava de ostentar um pescoço à prova das guilhotinas de lâminas mais afiadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo doía, o sono era latente. Não, não era assim. Estava agitada, não saberia mais o que é dormir. Seus 25 metros quadrados de vida seriam a confirmação diária e matinal: sim, você está de volta, e aqui todos enxergam a Mulher-Invisível, para cada Batgirl, disque DD-Drim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era de todo mau a dimensão reduzida do apartamento, afinal nunca gostou de ter muito trabalho. Mas essa coisa de ter cozinha, banheiro, quarto e escritório tudo num mesmo ambiente começava a lhe incomodar. Ervas finas no meu macarrão não combinam com esse frio acento de vaso sanitário que comprei com tanto esforço. Paguei uma fortuna, lembrava com um sorriso. E os dedos doíam de tanto apertar o controle remoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora a vida seria assim, de vagas lembranças e casas apertadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando o aperto era demais, havia sempre a varanda, seu verdadeiro lar, e havia sempre espaço para abrir os braços e abraçar aquela planta com nome de mulher. Nunca mais passarei fome, prometeu, ....Scarlett O’Hara que era, e nunca mais me sentirei sozinha, chorou emocionada, com os punhos cerrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dobrava os joelhos, ia sentando aos pouquinhos, com as costas encostadas naquela parede de mil musgos. Era o espaço ideal para relembrar aqueles sons. Que ficaram grudados à cera mais consistente dos labirintos dos canais auriculares. O acupunturista não achou nenhum problema. Moça, está tudo bem com você. As agulhas sorriem quando lhe penetram, apenas aprenda a circular. Se os sons invadem sua vida, faça com que se sintam em casa, ora. Mas, doutor, eu sou toda ouvidos. O problema é que não entendo nada do que eles falam. Sou monoglota. Eu não entendo o que eles falam. Mas o barulhinho é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é sempre assim?&lt;br /&gt;Não?&lt;br /&gt;Sim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-5028516419194993401?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/5028516419194993401/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=5028516419194993401&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/5028516419194993401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/5028516419194993401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/04/por-isso-eu-ouo-demais.html' title='Por isso eu ouço demais'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RisNNwQXFRI/AAAAAAAAAAs/yH4BH9GobN4/s72-c/8450.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-5390435677133283383</id><published>2007-04-21T01:58:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:59.360-08:00</updated><title type='text'>As coisas da vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RinSbQQXFQI/AAAAAAAAAAk/zss4qvQwHUc/s1600-h/chang+chen.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5055803422361982210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RinSbQQXFQI/AAAAAAAAAAk/zss4qvQwHUc/s320/chang+chen.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, não é todo dia que a vida é assim.&lt;br /&gt;Então, aproveite.&lt;br /&gt;Meu corpo dói, não conseguirei mais dormir.&lt;br /&gt;Eu tenho noção, e você não se importa com isso, graças a Deus.&lt;br /&gt;A vida é fácil, você sabe.&lt;br /&gt;Hoje não quero saber de mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me salvou hoje à noite, e é isso que importa. Podemos dançar a noite inteira, e você não irá se importar com as minhas caretas. Eu também não te julgarei por nada, só por hoje à noite.&lt;br /&gt;E é por isso que nunca te pedirei nada em troca. E é por isso que te sorrio sem pensar em razões para sorrir.  Quero ver você amar, quero amar, quero pensar em quem amei, com todo amor do mundo.  Enquanto eu danço, um mundo gira. Eu me lembro de cada história. Cada uma delas, nos mínimos detalhes. E sorrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fico mais triste, hoje não há por que chorar. E você pensa no casamento que não aconteceu, e eu falo nos casamentos que eu assisti. E eu falo que a gente não precisa ter pressa, e você, tão subitamente pessimista, desaba. Eu caso, tu casas, ele casa. Nós casamos, vós casais. Eu quis escolher, eu não quis você. Mas teve o dia em que você não me quis, então não há por que chorar enquanto nós não casamos. Sim, não é todo dia que a vida é assim. Vamos apenas aproveitar. Tudo é muito simples, você sabe disso, meu amor. Vamos aproveitar cada minuto. Não é todo dia que a vida é simples assim. Quero que você assista aos meus amores. Semana que vem, vamos ler o livro da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-5390435677133283383?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/5390435677133283383/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=5390435677133283383&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/5390435677133283383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/5390435677133283383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/04/as-coisas-da-vida.html' title='As coisas da vida'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RinSbQQXFQI/AAAAAAAAAAk/zss4qvQwHUc/s72-c/chang+chen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-6406186093906188822</id><published>2007-04-15T21:50:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:59.474-08:00</updated><title type='text'>Toquio</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RifVmwQXFPI/AAAAAAAAAAc/GFA5QCr8jPo/s1600-h/IMG_0749.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5055243968511939826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RifVmwQXFPI/AAAAAAAAAAc/GFA5QCr8jPo/s320/IMG_0749.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ainda nao deu tempo de assimilar tudo, e sei que nem vai dar. O tempo eh curto. Estou em Toquio ha dois dias, como jornalista da Folha, para assistir ao Homem-Aranha 3, a convite da Sony.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira conclusao eh: Sofia Coppola pegou leve em Encontros e Desencontros. Claro, eh tudo aquilo que esta la no filme, mas a confusao parece ser ainda maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em horarios mais movimentados, deve ser horrivel para quem tem fobia social. Tem muita gente, parece uma grande 25 de Marco em epoca de Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nao fala ou entende japones, tem que rebolar. Sou neto de japoneses, mas nao falo o idioma. So aprendi a falar Sumimassen, nihongo shaberemassen, que eh, Desculpa, eu nao falo japones. Ja perdi de conta o numero de vezes que falei essa frase. E o engracado eh que muitas vezes a pessoa continua falando comigo em japones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa historia de que os japoneses mais jovens falam ingles eh lenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra comer, tambem eh uma aventura. Ainda nao achei restaurante com menu em ingles. Entao, o negocio eh apontar pra alguma foto ou pra comida do sujeito ao lado para mostrar o que vc quer comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho me divertido, me fingindo de japones no meio dos japoneses. Comi algumas vezes em uns lugares que servem comida no balcao. Tem uma maquininha tipo daquelas de cafe, com foto, gracas a Deus. Vc poe a moedinha la, sai um tiquete, e o unico trabalho que vc tem eh entregar o bilhete pro atendente. Que nao te pergunta nada. Antes de fazer qualquer coisa, fico um tempao olhando pra imitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tambem resolvi comer obento, que eh como se fosse uma marmita. Vc vai na loja, compra, e tem umas pracas em que as pessoas ficam comendo ao ar livre. Tambem me fingi de japones e comi. O unico problema foi saber onde jogar o lixo. Sao varios lixos, e vc nao pode simplesmente sair jogando. Tem um pra objetos reciclaveis, outros pros nao reciclaveis, um pra garrafas de plastico etc....Fiquei meia hora olhando, mas acho que devo ter jogado no lugar errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estou a trabalho, nao deu pra passear muito ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ja dei uma volta rapida por Shibuya, Roppongi e Harajuku. Nao tem equivalente em Sao Paulo, mas se vc forcar a barra, da pra dizer que tem a ver com a rua Augusta e a Vila Madalena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, quando voltar pra SP, conto mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-6406186093906188822?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/6406186093906188822/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=6406186093906188822&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/6406186093906188822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/6406186093906188822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/04/toquio.html' title='Toquio'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RifVmwQXFPI/AAAAAAAAAAc/GFA5QCr8jPo/s72-c/IMG_0749.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-783118990940950022</id><published>2007-04-08T14:45:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T14:01:59.624-08:00</updated><title type='text'>O cineminha vai ao cinemão</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rhlj8PJg7DI/AAAAAAAAAAU/rXy-l29-J0M/s1600-h/8446.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051178343582460978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rhlj8PJg7DI/AAAAAAAAAAU/rXy-l29-J0M/s320/8446.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/RhljHfJg7CI/AAAAAAAAAAM/AsCm01a0MuM/s1600-h/8446.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O armário está aberto há horas, todas as roupas sumiram. Você pode achar uma bobeira, se estivesse no prédio em frente, e visse pela janela uma mulher só de calcinha a entrar e sair do banheiro. Nenhuma roupa servirá hoje à noite. É tudo uma grande bobagem, você riria e me humilharia. É apenas um filme, você diria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É apenas um filme. Mas ando com medo de duas horas intensas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é apenas um filme, eu sei retrucar, ainda não irritada. Em duas horas posso ver impérios sendo construídos e destruídos. Posso ver aquele momento em que a vida do moço bonito começa a descer ladeira abaixo. E terei que abandoná-lo em seguida. Como me comunicar com quem já não está entre nós? Não estou pronta para ver o filme da minha vida. Não hoje à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo viver à base de pedaços. Quero saber o antes, o que veio antes do antes, e gosto de previsões. Não conseguirei prestar atenção no filme. Às vezes acho que não há ônibus nesta cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer coisa vai servir. Há tempos não entro numa sala escura. Não sei o que fazer. Conversar? Pegar na sua mão? Gosto de ficar em casa. Há mais espaço no sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que vai ser ruim. Não tem nenhum filme bom em cartaz na cidade. Não tem histórias boas nesta cidade. Não gosto do escuro. E não consigo dormir. Se eu não durmo, eu não sonho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por que ele demora tanto? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por que eu não consigo lembrar seu endereço? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Preciso parar. Eu sei que as pessoas são gentis umas com as outras porque a gente imita. A gente só imita, mas não sabe por quê. Mas eu insisto em acreditar. Preciso parar porque há tempos não compro roupas novas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não consigo lembrar da última vez. Quer dizer, de relance, lembro que era bom. Que a gente sorria, mas nada mais. Acrescento uma música de fundo, reescrevo diálogos. Reenquadro as cenas, me vejo falando, discutindo, tomando-a nos braços. Me vejo na cama. Mas sei que não foi assim. E de onde tirei essas cenas? É o melhor filme que eu já vi na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu não quero parar. Como dia após dia, como despertador tocando após despertador tocando, como cara amassada no espelho após cara amassada no espelho. Eu vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou daqueles que vêem o mesmo filme várias vezes. A primeira é só para falar que vi. Na segunda, finjo ansiedade, mas sei o que vai acontecer. Acho que só assim para me sentir um deus. Mas nunca tive vocação para isso. Acho que prefiro nada saber. Na terceira, brinco de memória. Sou adivinho. Sei o que cada um vai dizer ao outro. Sei que agora a moça não vai beijar o moço, mas que daqui a 40 minutos, eles estarão suando e balançando a cama. Não há fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero acreditar em você. E ver de novo histórias previsíveis. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-783118990940950022?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/783118990940950022/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=783118990940950022&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/783118990940950022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/783118990940950022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2007/04/o-cineminha-vai-ao-cinemo.html' title='O cineminha vai ao cinemão'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/Rhlj8PJg7DI/AAAAAAAAAAU/rXy-l29-J0M/s72-c/8446.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-116235494821578175</id><published>2006-10-31T20:09:00.000-08:00</published><updated>2006-11-20T18:28:27.366-08:00</updated><title type='text'>Gloria</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/1600/pattismith_f_005.2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/320/pattismith_f_005.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Entrevistei Patti Smith no último sábado, dia 28 de outubro, no Rio, para a Folha (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u65593.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u65593.shtml&lt;/a&gt;). Como no jornal não cabe tudo, vou colocar a entrevista inteira aqui. Vou tirando a fita aos poucos, e postando, para não perder o embalo. Mais tarde, também, as impressões. Ver Patti, comprida, magra, longos cabelos brancos, de chapéu, gravata, blazer, tipo Diane Keaton em Annie Hall, dobrar o corredor, e vir andando em minha direção, e sorrir para mim e estender a mão e perguntar como eu estava, são daquelas experiências que....precisam de mais espaço para se falar....Bem, aqui vai, aos poucos, a entrevista com a Patti Smith:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(foto do Alexandre Schneider, do UOL) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você poderia falar sobre as suas primeiras impressões do Brasil, e não apenas coisas relacionadas às pessoas, à praia etc?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bem, estou aqui só há um dia e meio. Minhas primeiras impressões, é claro, são saindo de carro do aeroporto, e achei tudo muito diverso e interessante em termos de arquitetura. As partes que parecem ser mais pobres continuam interessantes, e têm uma estética específica que achei interessante e atrativa. As pessoas têm sido muito fervorosas e.... bem, estou aqui há um tempo muito curto, mas todos têm sido solícitos, respeitosos e brincalhões. As pessoas parecem ter um bom senso de humor, o que é importante, e gosto da comida, porque gosto de peixe frito e muita salada (é como eu gosto de comer), então é fácil para mim comer, e sentar na praia e comer bacalhau, e conversar com as pessoas, rir com as crianças e escutar as pessoas falando sobre as eleições, o que achei interessante porque parece que não importa para onde você vá, todos estão encarando os mesmos problemas, que é a corrupção, e ter um acordo com a corrupção, ter um acordo com a mídia também é ser corrupto. Então, temos muitos dos mesmos problemas, e a diferença entre os ricos e os pobres é uma grande disparidade. A América tem muitos dos mesmos problemas. Eu não diria que estou comparando países, porque não sei muito sobre seu país, mas nós sofremos das mesmas coisas, a destruição do nosso meio-ambiente, os ricos ficando mais ricos, o governo sendo corrupto, e acho que em qualquer lugar que eu vou, as pessoas parecem estar sofrendo esses mesmos desafios. Outra coisa que observei é a beleza da região rural, Vi só um pouco dela e me faz querer voltar. Quando eu voltar, e passar mais tempo no Brasil, então poderei te dar uma resposta mais inteligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você tem algum conselho para dar aos brasileiros? Amanhã vamos escolher nosso novo presidente...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas diria às pessoas para seguirem seu coração e votar. É algo muito difícil, porque no meu país, nós temos nos mostrado muito pouco nas eleições. Apenas metade das pessoas votam, o que é deplorável, e as melhores pessoas nunca vencem. Os melhores partidos independentes têm passado por um período muito difícil para se tornar mais fortes porque somos dominados por um sistema de dois partidos. Então, uma pessoa realmente honesta e inteligente como Ralph Nader não tem conseguido se tornar presidente. E se ele fosse presidente, o mundo inteiro seria mais feliz, acredite em mim. Então, se eu fosse dar algum conselho, eu diria: “Não faça como a América faz, não fique sentado na sua casa. Saia e vote, porque um voto realmente é importante. Cada único voto é importante. Se você tem duas pessoas concorrendo, e uma delas tem mais chances de servir melhor ao povo, vote nele. Porque alguém vai governar. E os governos, em todos os lugares ao redor do mundo, tem se esquecido de seu dever. Os governos estão lá, na verdade, para servir ao povo. Não é o povo que serve ao governo. O governo serve ao povo, mas em algum momento no decorrer da história, em todo o planeta, o governo se esqueceu disso. É como nas igrejas, ou no Vaticano, ou qualquer coisa. O porquê de eles estarem lá é para servirem ao povo. Eles não estão lá para dominar o povo. Eles estão lá para servir às pessoas. Seja para ajudá-las, ou para ajudá-las a se organizar, para oferece-las um lugar para culto, um lugar para exercitar suas visões políticas. O governo e a igreja servem ao povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-116235494821578175?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/116235494821578175/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=116235494821578175&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/116235494821578175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/116235494821578175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2006/10/gloria.html' title='Gloria'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-116135720178468586</id><published>2006-10-20T07:45:00.000-07:00</published><updated>2006-10-20T10:06:17.510-07:00</updated><title type='text'>Vou tocar</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/1600/bande2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/320/bande2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um final de semana, duas coisas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gheirart manda avisar:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preparados para a 6ª edição do famoso 10:15 Saturday Night?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G-há e Serge tocando novidades e popices descompromissadas&lt;br /&gt;+ Bruno Saito (Ilustrada) e Plínio César (Espaço Retrô) fazendo coro à nossa temática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intervenções com o Dietrouxas Projekt (projeto com releituras de Marlene Dietrich) + Brazilian Cure (minha banda cover do Cure da década de 90). Tudo acústico e rápido, claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens ficam por conta de Alexandre Bispo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a festa já virou balada, não se sinta intimidado. Você pode reservar uma mesa, passar antes de ir para algum lugar, reencontrar os amigos, levar sua mãe, beber um drink no balcão, dançar Suede na pistinha improvisada etc. Enfim, ser o q você realmente é! Rs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Augusta, 2052 - em frente ao cinesec • tel.: 3062-4429 • R$ 3&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=7255796"&gt;http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=7255796&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e Rodrigo também manda avisar:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cantoras Lulina e Karine Alexandrino e a banda Seychelles dividem o palco do Coppola neste domingo (22). O show faz parte do Projeto 2em1, organizado pela casa.A neo-tropicalista Karine mostra hits do segundo disco, o CD Querem Acabar Comigo, Roberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recifense Lulina se prepara para lançar o primeiro disco, portanto antecipa algumas melodias deste material.O Seychelles remonta o rock feito na Inglaterra nos 70, misturado à vanguarda paulistana do começo dos anos 80 e o psicodelismo de Mutantes e Secos &amp;amp; Molhados. Apesar das referências do passado, a banda busca "reinventar" o rock, misturando música eletrônica e jazz. (GUIA MAIS - SHOWLIVRE)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Local: Coppola (R Girassol, 323, Vila Madalena, São Paulo-SP)Hor: 19h. Os shows começam 20h!Ing: 25,00DJs: MARCELO COSTA e BRUNO SAITO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MANDE NOMES PRA LISTA!!! &lt;a href="mailto:show@2emum.com.br"&gt;show@2emum.com.br&lt;/a&gt; e pague R$ 12,50 por 3 shows!! heheheEsta mensagem foi enviada por Rodrigo De Araujo.&lt;br /&gt;Para ver o perfil de Rodrigo, clique em:http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=4233995506153258768&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-116135720178468586?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/116135720178468586/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=116135720178468586&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/116135720178468586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/116135720178468586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2006/10/vou-tocar.html' title='Vou tocar'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-116128695121497083</id><published>2006-10-19T12:40:00.000-07:00</published><updated>2006-10-31T20:30:03.603-08:00</updated><title type='text'>O kitsch e o noir</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/1600/bfdahlia15.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/320/bfdahlia15.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/1600/dalia.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não é muito difícil entender por que "Dália Negra" divide opiniões. Para começar, não é um entretenimento leve, daqueles para se assistir despreocupadamente entre uma pipoca e outra ao lado da namorada. Afinal, acompanhar as imagens de uma mulher que é cortada ao meio e, quase pior, a narração de um legista que conta como certos órgãos internos da vítima foram removidos, não é algo muito agradável para quem não é fã de programas policiais do mundo cão da TV _além de a digestão da pipoca pedir temas mais amenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que isso, "Dália Negra" incomoda porque coloca a cabeça para pensar (e não se trata de filme de "arte", "francês", "cabeça" ou "da Mostra"). Quem procura história (e quem acha que um filme bom necessita de historinhas) vai logo reclamar que o longa de Brian de Palma é enrolado demais, tem muitos personagens, não dá para entender direito quem faz o quê, quem é o culpado do quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não deixa de ser verdade. Certos personagens coadjuvantes vão aparecendo do nada, somem fisicamente em determinado momento e somem, principalmente, na memória do espectador, quando uma profusão de nomes volta e meia é pronunciada. Estamos todo o tempo às voltas com pistas falsas. Pode até parecer que é até mais um filminho qualquer sobre a investigação de um assassinato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dália Negra" requer ainda uma certa dose de humor _e, para entender qualquer tipo de humor, é necessário, novamente, pensar. Ainda mais porque o humor de "Dália", filme extremamente sombrio, é sutil, quase imperceptível, ambíguo, enfim, são várias piadas internas, que não buscam a gargalhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não enxerga o humor de "Dália Negra" provavelmente acha que clichês são um pecado mortal, e que usá-los aos montes em um filme o torna ruim. Filmes ótimos podem ser repletos de clichês, da mesma forma que um amontoado de clichês não tornam necessariamente um filme bom. Não se trata da quantidade, mas sim da maneira com que são usados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, De Palma une o clichê e o humor, numa espécie de sátira/homenagem a Hollywood. E esta indústria, seja a da era clássica, seja a dos dias atuais, é indissociável da idéia de clichê _um molde para reproduções infinitas, feitas ao gosto do espectador, para não correr riscos de flop nas bilheterias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costuma-se dizer que "Dália Negra" é um filme frio. Sim, ele é deliciosamente frio e calculista, como as piores "femme fatales". Ou então costuma-se dizer que acontecem coisas demais na parte final, que há um excesso de revelações, como se De Palma tivesse desleixado na montagem. Novamente, há, sim, uma certa ironia nisso tudo, e não há como não pensar em certas situações e personagens maneiristas que David Lynch insere em seus filmes _a série "Twin Peaks" é repleta delas_ ou nas conclusões dos antigos desenhos do Scooby-Doo, quando os mocinhos retiravam a máscara do vilão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sátira que fica evidente quando um dos personagem faz uma observação em relação à arte moderna, reprovando-a, já que o quadro em questão não representa a beleza clássica, mas sim as deformações da alma. O cinema moderno de De Palma relê o filme noir e seu imaginário, numa estrutura que de certa maneira caminha para o kitsch, e encontra um saudável ponto de conexão com o cinema psicológico de David Lynch.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo em "Dália Negra" tem a ver com a irrealidade das ações, das falas, das verdades e mentiras da imagem. A cena inicial, de conflitos nas ruas, por exemplo, não faz questão nenhuma de fingir-se realista. São claramente atores em ação num estúdio. Veremos a Dália viva apenas na projeção de um filme vagabundo usado nas investigações de seu assassinato _ela não é um ser concreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então o recurso da voz "off", necessária ao noir _Pensamentos e ações de Bucky narram o que veremos à frente, ou o que deveríamos ver_ e as "femme fatales", devidamente envoltas em nuvens de cigarros, que surgem conforme manda o clichê (uma delas é bissexual, a outra foi marcada em ferro). São mulheres malvadas, donas de falas geniais ("Me esforcei muito para ser uma vadia", ou algo do tipo, diz a personagem de Hillary Swank em determinada altura, "mas ela [a Dália Negra] tinha um talento natural para isso").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há verdade nas imagens, ou melhor, não há uma única verdade, e quem já reclamava que "Femme Fatale", seu filme anterior, era ruim porque tudo no final era "só" um sonho, vai reclamar novamente, já que De Palma retomou ao seu tema básico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dália Negra" volta assim ao universo de tintas B de "Vestida para Matar" (e suas soluções psicológicas e a referência a "Psicose"), "Dublê de Corpo" (a imersão no universo pornô, a referência a "Janela Indiscreta" e a loira puta e fatal) e "Um Tiro na Noite" (novamente a puta, o imaginário invadindo o real e a referência a "Depois Daquele Beijo"). Assim como personagens desses longas anteriores, Dwight irá se sentir terrivelmente atraído pelo perigo e pelo mórbido, já que irá transar com a "femme fatale" Swank, espécie de duplo da moça assassinada e retalhada. A diferença é que, agora, trata-se de um cineasta com pleno domínio dos seus recursos. Com este filme, fica ao lado de cineastas que estão no auge, como Lynch e Almodóvar.&lt;br /&gt;E, como eles, mantém um pé nada reprimido no "mau gosto" de seu passado, e encarna outro estereótipo, o do velho safado que perde de vez seus pudores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Originalmente escrito para &lt;a href="http://ilustradanocinema.folha.blog.uol.com.br/"&gt;http://ilustradanocinema.folha.blog.uol.com.br/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-116128695121497083?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/116128695121497083/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=116128695121497083&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/116128695121497083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/116128695121497083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2006/10/o-kitsch-e-o-noir.html' title='O kitsch e o noir'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-116002397067784786</id><published>2006-10-04T21:50:00.000-07:00</published><updated>2006-10-04T21:52:50.696-07:00</updated><title type='text'>Ano passado em</title><content type='html'>Quando você me procurou, eu já não mais existia. Não consegui te escrever, não consegui te procurar, a velha história da vó contada ao pé do ouvido....mas ando tão ocupado, você sabe, essa vida corrida que não dá tempo nem para respirar. Mas quando você me procura, eu me lembro de como fomos, de coisas que a gente falava à noite, de viagens que a gente faria. Nossa história não existiu, ela vai existir ainda. As historinhas mais secretas de criança, daquelas que a gente só lembra quando a gente conta, os planos futuros e os empregos que nunca tivemos mas sempre planejamos, e a virada na vida que sempre surgia na virada do ano. E cada pedacinho de lembrança, e cada frase que ainda fica por aqui, e cada lembrança de rosto seu, e cada expressão minha que eu fiz para você e nunca vi, mas que me recordo tão bem. Será que vamos conseguir apertar a mão bem forte para ficarmos juntos, e não irmos embora, e não nos perdermos e não sermos arrastados ? E o que nos arrasta? E se esse tempo todo longe for apenas um lapso, e de fato nem um dia tiver se passado ? Estou do seu lado, e se as palavras omissas não chegam até você, tudo é uma questão de tempo. Aquele que você procura sempre retorna.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-116002397067784786?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/116002397067784786/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=116002397067784786&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/116002397067784786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/116002397067784786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2006/10/ano-passado-em.html' title='Ano passado em'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-114948835408013444</id><published>2006-06-04T23:14:00.000-07:00</published><updated>2006-06-04T23:23:02.886-07:00</updated><title type='text'>Roupas para a festa</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/1600/danielle%20graham.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/400/danielle%20graham.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quando se sentia só, vestia sua melhor roupa de sair. E esperava. Quando se sentia extremamente só, vestia sua melhor roupa de sair e caprichava na maquiagem. E nada passava. Quando a solidão deixava de ser uma sensação incômoda para se tornar sua verdadeira e única roupa, um espelho de corpo inteiro não bastava. Poderia até ir ao cabeleireiro, se naquelas horas eles existissem, cortar os cabelos bem curtos quando as longas madeixas se tornassem grandes empecilhos à sua vida, mas as novas roupas nunca lhe cairiam bem. Tinha apenas a sensação. E passaria longos minutos olhando pela janela, à procura de alguém que ela nem reconheceria mais se um dia encontrasse. O ato era reflexo, automático, após aqueles dias em que procurava por ele e não o encontrava em nenhuma hora do dia, da noite, em nenhuma rua que seu campo de visão lhe permitisse enxergar. Mas ela nunca estava sozinha de fato, o quarto até que era grande para ela, e as caixas espalhadas pelo chão eram profundas. E lá de dentro encontrava cartas e relia as cartas nunca enviadas, e as misturava com as cartas devolvidas, no meio das cartas que ele lhe escrevera, e as letras se fundiam, e as datas se apagavam, e as tintas de diferentes canetas, de diferentes cores, de diferentes tempos (tempos mais felizes?), se cruzavam e se borravam, ilegíveis a cada novo surto de depressão compartilhada que ela encenava na quitinete, e as cartas inventadas iam descrevendo fatos que nunca aconteceram de fato, coisas que poderiam ter sido, e nunca foram porque nunca tiveram espaço para realmente acontecer, e você pode dizer que foi ela quem nunca quis de fato que acontecessem, e você pode talvez acreditar que foi ele quem nunca a entendeu de fato, e ela pode achar que eles nunca tiveram uma conversa de verdade, mas o que acontece é que naqueles momentos em que ela se permitia um surto de solidão e deixar de lado as criancinhas famintas no sinal pedindo dez centavos e os homens caídos na rua pedindo pelamordedeus uma ajudinha, ela colocava sua melhor roupa de sair e caprichava na maquiagem e até tentava fazer um rápido corte improvisado no cabelo se retorcendo na frente do espelho para conseguir acertar a tesoura. Reunia todas as promessas e acusações de todas as cartas entulhadas naquela caixa profunda, daquele quarto nem tão grande assim e imaginava que estava indo para uma festa. Não havia telefone para tocar naquele quarto, e há muito tempo ela não saía, e sua caixa postal era um mistério, mas tem vezes em que as roupas de sair pedem sua presença, e as roupas de sair não podem ficar muito tempo trancadas no armário, então ela se prepara para a festa de sua vida, mesmo que não haja festa nenhuma lá do outro lado da porta, naquelas ruas em que ele nunca mais estará, porque afinal a vontade de celebrar é grande, e os motivos são detalhes pequenos de nós dois, isso no velhos tempos, e agora não sou mais dois, eu sou mais um, como nem me lembrava mais, porque a vontade de me tornar um zero é sempre uma tentação a atormentar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-114948835408013444?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/114948835408013444/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=114948835408013444&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/114948835408013444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/114948835408013444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2006/06/roupas-para-festa.html' title='Roupas para a festa'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-114902856017854759</id><published>2006-05-30T15:27:00.000-07:00</published><updated>2006-05-31T13:27:06.183-07:00</updated><title type='text'>O jardim das geladeiras</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/1600/02331l.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/400/02331l.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/1600/02331l.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumávamos nos desencontrar constantemente. Era só eu colocar o pé numa festa para não vê-la. Ela saiu agorinha pouco, me diziam, agorinha mesmo, e ela tava te procurando. Outras vezes, quando finalmente nos esbarrávamos pelas linhas telefônicas (e devo dizer que a ligação, abafada e cheia de chiados, volta e meia caía), combinávamos um longo café. Para finalmente colocar a conversa em dia. Ou melhor, para finalmente iniciar uma conversa. Mas apenas combinávamos e fazíamos planos. Não tomava café há anos. Recomendações do meu analista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós somos crianças ainda. E essa era a minha brincadeira. Eu não sabia quem era ela. Nunca a deixava se descrever para mim. E você, como você é? Com quem você se parece?, ela não se cansava de perguntar. Às vezes, eu dava uma descrição qualquer. Estatura mediana, óculos e meio moreno, como o moço da propaganda da revista que eu folheava. O mais vago possível. Que diferença isso faz, eu dizia. Sou quem você quiser, não é assim com os outros, moldes ambulantes? Olha só que bela maneira de conhecer alguém. Você vai lá, aborda um estranho e diz: É você? A reposta não importa. Se for sim, o café estará nos esperando. Se for um estranho mais estranho do que eu, o café estará esperando por vocês. Sua vontade de amar vem antes de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Éramos um casal. Namorados? Preferia dizer que éramos dois. Dois mais dois é cinco. As coisas iam entre nós. Éramos remetentes, nunca destinatários. Ela me ensinou a contar. E sempre havia um que incomodava. Um número a mais. Um número a menos. Nunca entendi matemática. Mas lembro que havia algo ausente que sempre torturava. E o elemento a mais que desestruturava. A exceção que desbanca as regras. Ela esboçava minha imagem, e moldava a nossa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Testávamos a resistência dos fios de telefone, das lições da matemática. Mas o que mudou nossas vidas mesmo foi o calor dos corpos. Os corpos que envelhecem. Aquele tempo que tanto dávamos as costas. Física, química, biologia, tudo no mesmo saco. Nada de filhos, carro, comida no prato e uma casa linda para nos abrigar. Apenas outras regras. As rugas que disfarçam os amantes. Os cabelos brancos que camuflam e cegam nossos olhos. E o tempo que apagava a memória. E não sabíamos que eram regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até ficarmos mudos e percebemos que não havia mais linhas, apenas ondas eletromagnéticas. Ondas de rádio, radiação. E nossa história teria agora que se propagar pelo ar, sem nenhum contorno definido. Nosso amor se perdia sem os seguros fios para nos sustentar. O tempo era outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A máquina de escrever travava. Não havia mais cartas nem ligações. Numa última tentativa, pensamos com muita força para ver se o pensamento viajava pelo espaço. Foi aí que nos vimos pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figura borrada no meio da multidão, ela olhava como os míopes sem óculos. Mais do que os olhos, ela forçava seu coração. Exprimia-o com força para ver se ele bateria com um pouco mais de vigor. Tantos anos vivendo separadamente juntos me davam a certeza de que era ela. E no primeiro contato, tantos desencontros forçados vieram cobrar sua dívida. Vivíamos em outro tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometi a ela que a partir daquele dia eu leria as bulas. Tudo tem que estar na temperatura certa. A partir daquele dia eu comecei a guardar a margarina na geladeira. Tudo derrete. Eu não queria ver minha manteiga derretida. E ela aprendeu a regular a temperatura. Não ia mais mastigar blocos de gelo. Ficava resfriada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não conversamos. Apenas nos vimos, e nos falamos agora por telepatia. Sempre há algo que nos separa. Eu vivo em outro tempo. Acho que 1 segundo nos separa. Talvez ela viva 1 segundo no futuro, as mulheres são mais fortes e espertas, você nunca ouviu falar isso no jardim de infância? E você nunca reparou que no jardim da velhice as velhinhas velam seus homens? Te amarei porque sempre há algo que vai continuar fazendo falta, ela mentaliza. E eu capturo suas ondas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-114902856017854759?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/114902856017854759/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=114902856017854759&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/114902856017854759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/114902856017854759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2006/05/o-jardim-das-geladeiras.html' title='O jardim das geladeiras'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-114355900392942189</id><published>2006-03-28T07:08:00.000-08:00</published><updated>2006-03-28T07:16:43.993-08:00</updated><title type='text'>Pássaros no quintal</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/1600/vermelho.3.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/400/vermelho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ela começou a me contar a história de um passarinho que um dia tinha caído lá no quintal de sua casa. Ele se debatia e mexia as asas, mas não conseguia levantar vôo. Imaginei que tivesse desaprendido a voar. Coloquei minhas mãos em formato de concha para pegá-lo, sem sustos, ela me dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se movia conforme o desespero dos pássaros, tão pequeno quanto frágil. Tentava fugir de mim, aquele bicho que não queria voar, e tentava aprender a andar, aquele pássaro que não queria o ar e queria a terra. Foi então que olhei nos olhos dele, e só então reparei que ele nunca soubera voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, o que você fez?, quis encerrar logo a conversa. Coloquei o bicho numa gaiola, só nos primeiros dias, para cuidar dos ferimentos. Ele sarou rápido. Tempo depois, tentei soltá-lo, claro, eu que choro só de ver passarinho em gaiola. Não deu certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que você não o largou de cima de um prédio, pra forçar o folgado a bater as asas? Foi quase isso. Mas ele devia ser meio suicida. Arremessei aquele passarinho, com toda a minha força, para o mais alto que consegui. Mas ele voltou caindo como uma pedra, e não teve jeito. Abri as mãos em concha para salvá-lo mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais uma vez ele me dizia com aqueles seus olhos escuros que o fato de ser um pássaro não significava nada. Ele não queria saber de voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ela terminava de me contar a história do passarinho no quintal de sua casa. Foi então que me vi homem-pássaro. E aquela mulher, que eu agora olhava com novos olhos, se tornava uma mulher-pássaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você esteve lá no céu alguma vez, querido, ela me perguntava. Não, você não faz idéia do que é o céu. Você nunca esteve no céu. Eu vi tudo o que é possível ver no céu. Só não me lembro de nada para te contar. Então você não viveu. E nunca esteve por ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que você preferiu esse asfalto onde os carros não andam, estas ruas que nunca levam as pessoas aonde querem chegar? Se você voasse, chegaria rápido, ou melhor, ao menos chegaria em algum lugar, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O negócio dela era contar histórias. E salvar pássaros que caíam em seu quintal. Mas volta e meia ela desaparecia também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minha parte, as memórias iam me escapando. Não consigo definir qual é o destino. Ponto final de ônibus, para mim, é só uma ilusão, eu tentava explicar por que não queria usar minhas asas. Pena que só eu não conseguia entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subo apressado, me esfrego naqueles corpos suados, gaiola das mais vagabundas, e vou te procurando entre um ponto e outro, mulher-pássaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que você se esconde por entre os pontos de ônibus, e sei que uma hora você sempre diz que se cansa, para então perceber que só lhe resta dar o sinal e pedir para também subir e viajar ao meu lado.Mas você sempre desce quando eu me adormeço ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me dou conta, sozinho, desço, pássaro caído do céu, vou caminhando pelo asfalto, em uma busca eterna, entre pessoas que andam, e vou entrando em novas gaiolas, para te encontrar por trás de cortinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que você está atrás dessa cortina. Você, enfim, vai me mostrar para que servem suas asas. E agora sou platéia-ator que espera o momento certo de bater palmas. Posso entrar? É minha vez? Fique num lugar bem alto. Para você, quero bater as palmas da forma mais animada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-114355900392942189?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/114355900392942189/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=114355900392942189&amp;isPopup=true' title='18 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/114355900392942189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/114355900392942189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2006/03/pssaros-no-quintal.html' title='Pássaros no quintal'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-113997131173103040</id><published>2006-02-14T18:39:00.000-08:00</published><updated>2006-02-14T18:44:16.076-08:00</updated><title type='text'>A bêbada e o equilibrista</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/1600/foto2.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/400/foto2.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É só por um tempo, ela me disse, este emprego é só por um tempo, e contrariado em princípio, rapidamente me converti ao ritual diário de ficar sempre do lado de fora, esperando por sua saída. Nunca tentei entrar para ver o que ela fazia. Adoro ver você aqui, esperando por mim, falava antes de me beijar. Minutos antes, eu acordava sozinho sem ela ao meu lado, e no meio da noite tomava o café da manhã. Você não faz nada o dia inteiro mesmo, e um leve remorso me cutucava, a culpa que surgia como remédio. Placebos para uma vida que não andava. Falávamos em tons monocórdicos que se ampliavam nos silêncios que nos uniam. E ela repetia não precisa gritar, meu amor, o que você me diz eu já pensei, o que você sorri eu já devorei, o que você olha eu já te amei. Mas eu não me guio por premonições que não significam nada, cantávamos juntos, e nunca tínhamos vontade de nos soltar. Sonhos de sair pela noite e chutar as latas de lixo. Eu tentava tomar o mais longo dos banhos, camuflar sujeirinhas e colocar perfumes antes de sair de casa. Tudo para em seguida andar pelos escombros das ruas que mofavam. E ela vivia num mundo só de adultos, de muitas peles, algo barrado para mim, sujinho plastificado que nunca entendia direito coisas grandes. Lá dentro eu não consigo ver a tua pele, entre tantas outras, e só espero o telefone tocar, ela me dizia. Aqui fora as noites são longas, e as ruas nunca terminam, eu tentava completar suas frases. Mas as portas estão sempre entreabertas. Para nós dois nos espiarmos e trocarmos de peles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-113997131173103040?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/113997131173103040/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=113997131173103040&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/113997131173103040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/113997131173103040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2006/02/bbada-e-o-equilibrista.html' title='A bêbada e o equilibrista'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-113772036072522766</id><published>2006-01-19T17:19:00.000-08:00</published><updated>2006-01-19T19:32:28.266-08:00</updated><title type='text'>O Encontro</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/1600/doyle19.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/400/doyle19.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu te vi pela primeira vez, você caminhava por uma cidade tomada por luzes que brilhavam. Apenas alguns tons te interessavam. Às vezes no claro, às vezes no escuro, continuei cambaleando, invisível, entre diferentes tons, e preferi olhar você de longe, no início. Ainda perdido e tímido, entre os descaminhos da minha antiga vida. Tentando adivinhar aquilo que não se prevê, imaginando rostos que ainda não existiam. E o passar dos dias: conhecer amigos imaginários, amar amores. Queria para uma vida inteira, eu e você dirigindo bravamente nosso carro-submarino em meio à inundação. Eu tinha surtos de deus criador, pretensão dos diabos, domar aquilo que não se cavalga. Por pouco não nos esbarrávamos, por menos ainda não nos esbarramos e por pouco não me tornei cinza novamente. Mas um dia duas luzes se acenderam e conseguimos nos enxergar. Não mais cegos pela luz incessante, não mais perdidos numa sala escura. E então nós dois ouvimos um som gostoso, coceira das boas nos ouvidos. "Oi", era o que ouvíamos. E uma festa em nossas mentes estava prestes a começar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-113772036072522766?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/113772036072522766/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=113772036072522766&amp;isPopup=true' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/113772036072522766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/113772036072522766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2006/01/o-encontro.html' title='O Encontro'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-113460929290390813</id><published>2005-12-14T17:10:00.000-08:00</published><updated>2005-12-15T19:00:33.283-08:00</updated><title type='text'>Vamos dividir uma vida?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/1600/2046a.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/320/2046a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Minha vida estava prestes a começar de novo. Encabulado entre meus pensamentos-delírios, esperava ela chegar. Queria dizer tantas coisas, esboçava frases e reações para logo depois deixar qualquer fórmula barata de lado. Diria a primeira coisa que viesse à mente. Decidido. E enquanto esperava, tentava criar a nuvem mais bonita. No meio daqueles papeizinhos e dos cafés da mesa, eu tateava minha vida. Não veio nenhum garçom limpar minha vida. Aquela mesma vida que diziam ser a minha, aquela mesma que julgava ser a minha, a mais conveniente. Entre bitucas de cigarro, ficava imaginando como seria essa nova encarnação. Assustado, como quando nos deparamos com algo que não entendemos. Meio triste, já distante daquele mesmo que morreu lá na entrada do bar. Eu estava de luto. Promessas de felicidade que se cumpriam. Eu sorria. E inexperiente. Eram meus primeiros passos. Teria que aprender de novo. E naquela mesa, lá nos fundos, ao mesmo tempo eu sentia o medo do noivo no altar. Ela estava atrasada. E eu, de olhos fechados. Até sentir suas mãos junto da minha. E  então abri meus olhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-113460929290390813?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/113460929290390813/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=113460929290390813&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/113460929290390813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/113460929290390813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2005/12/vamos-dividir-uma-vida.html' title='Vamos dividir uma vida?'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-113460900456136603</id><published>2005-12-14T17:05:00.000-08:00</published><updated>2005-12-14T17:10:04.703-08:00</updated><title type='text'>A decadência bonita</title><content type='html'>Quando não sei muito bem o que fazer da vida, saio andando. Simplesmente por qualquer lugar. Pode ser um mero passeio para esticar as pernas. Mas, na maioria das vezes, andando como se estivesse à busca de algo. E, nessa minha imitação de obstinação de caçador, vou esboçando formas para o que procuro. Uma espécie de saudosismo de mim mesmo. E então vejo o eu de ontem. O eu do mês passado. O eu de dez anos atrás. O eu que quase se casou. E, mais para frente, tenho espasmos místicos. Tentativa de previsão de um futuro às cegas, planos estratégicos que mudam a cada esquina vencida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses momentos bocós/pseudo-intelectualóides (na verdade, pura falta de coisa melhor pra fazer, sejamos sinceros), ainda não achei lugar melhor para trilhar do que a rua Augusta, de cabo a rabo. Aliás, nunca prestei atenção onde ela realmente começa (é lá nos Jardins ou lá no centrão?), ou quantos nomes ela tem (a av. Europa e a Martins Fontes são a Augusta com outro nome, certo?). Mas vou traçando rotas pessoais, tão óbvias em todo o caso, para essa rua que faz um resumão da ópera da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é quem escolhe onde é o começo e onde é o final. Tá, vamos pela rota mais pessimista, a da decadência algo bonita, a que rende histórias mais amarguradas. Afinal, é a rua Augusta, gatinhas e gatões, e convém sempre retomar a palavra "punk" e carros assassinos e poluição e São Paulo caindo na sua cabeça, esmagando seu cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, nessa rota mais maldita, você tem o sujeito que nasce em berço limpinho, como a Augusta lá dos Jardins. Região mais valorizada, vizinhos ricos, tem até delegacia e sonhos de segurança lá por perto. Como o cara de boa família, que tem bela educação, amor dos pais, alimentação saudável, aquela coisa de futuro brilhante pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele vai crescendo. Como a Augusta, sua vida vai sempre para o alto. Não é uma jornada fácil. Lá pelas tantas, suas pernas se cansam, e você pára na lanchonete para tomar um suco de laranja. Ninguém disse que seria fácil. Nosso amigo do berço vai enfrentar as criancinhas diabas do jardim de infância. Vai ter seus primeiros traumas. Vai ter que ir à escola mesmo nos dias mais cinzentos de chuva, aqueles dias em que tudo o que queria era ficar em casa tomando chocolate quente enquanto os desenhos animados corriam soltos na TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele vai. Ele vai crescendo. Suas roupas logo são abandonadas, tênis duram poucos meses. Ele fica alto, e titias demônias vão sempre lembrá-lo disso. E ele ganha o passaporte para a adolescência, ele que nunca se interessou muito por alturas. E avisaram que esse presente ele não poderia recusar. E lá pelas tantas, ele se vê no seu ápice físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Energia transbordando, um desejo lá bem dentro dele querendo sair, sempre de olho em belos rostos. E tudo que ele quer é devorar esses rostos, e sugá-los, e viver a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele vê que tem que construir sua vida. E ele vê que tem as armas para isso, seu corpo é jovem, tá preparado para o que vier. Tão bom que pode tentar estragá-lo à vontade. É mais um ser imortal, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À sua frente está a avenida Paulista. E, de repente, as coisas começam a ficar mais planas. Um breve momento de estabilidade. E ele se dá conta que está na plenitude de sua vida. Ganhou belo emprego. Sua produção está a milhão, tudo que ele toca fica genial. E um belo rosto o acompanha, faz planos de viver para sempre com esse belo rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fica com medo, porque não há mais para onde subir. Sente frio, porque está em um dos pontos mais altos da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ele segura a respiração e vai em frente. Daqui a pouco, só haverá descida. Ele fica mais velho a cada esquina. Não há mais riqueza, só o charme da decadência. Sim, porque ela, a decadência, tem um charme irresistível que dá uma sobrevida a qualquer morto-vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, ali, entre mortos-vivos, você vai se divertindo, porque não encontra mais barreiras. E sua perna fica menos cansada porque descer sempre é mais fácil. Você pode até se largar, como os mendigos que se amontoam por ali, já que a lei da gravidade vai te empurrar. É lei. Se você não colocar freios, você cai fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele encontra prazeres da juventude por ali, maquiados, e você aspira a pureza. Ele finge que são os mesmos prazeres. Sente que há apenas reflexos daqueles velhos dias. Tantos bares, tantos puteiros. Tantos prazeres à venda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prazer de verdade não se compra, ele lembra, mas mesmo assim saca seu talão de cheque. Nunca mais subir, nunca mais ter um belo emprego, nunca mais ter uma produção genial, nunca mais nada sendo como antes. As promessas que não se cumprem. É o fim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os malditos sempre sobrevivem, de um jeito ou de outro. Nas páginas da história. Sobrevivem enquanto houver uma pessoa a velar essa história, mesmo que em relato oral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto termino na minha cabeça essa revisão da história (de qual personagem mesmo?), fico tentando imaginar como era a Augusta, ou a cidade, nos momentos de virada. Nos momentos que precederam a decadência. Lá pelos anos 70, Brasilsão sofrido, ditadura comendo solta, tascando o cacete na rabiola do povão. Estuprando as cidades, decretando o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os momentos finais da Augusta. Quando as madames pararam de ir para lá. Quando a primeira loja/café luxuoso do lado do Centro fechou. A abertura do primeiro puteiro. A trepada da primeira puta. O primeiro cliente. A gozada desse primeiro cliente. Sei não, mas acho que ele brochou. E nem gozou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lembrei de uma música agora. Citações sempre necessárias.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Do disco Trashland, das Mercenárias:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ação na Cidade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; meu corpo dolorido&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; minha mente cansada &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;reprises na tv&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; reprises no rádio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; o medo é gritante&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; a destruição constant&lt;/em&gt;&lt;em&gt;e&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; os meus anos reclamam &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ação na cidade &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;meu corpo dolorido&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; lágrimas no rosto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; eu não tenho armas &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;eu não tenho nada&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; imagens, mitos &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;palavras, palavras&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; o meu corpo nu&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; ação na cidade &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ação na cidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-113460900456136603?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/113460900456136603/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=113460900456136603&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/113460900456136603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/113460900456136603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2005/12/decadncia-bonita.html' title='A decadência bonita'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-113263011681848173</id><published>2005-11-21T19:22:00.000-08:00</published><updated>2005-11-21T19:31:30.863-08:00</updated><title type='text'>O amor em Plutão</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/1600/doylemood3.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/400/doylemood3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/1600/doylemood3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando fomos morar juntos, ela quis o prédio mais alto da cidade. De nosso apartamento, víamos a cidade inteira. Luzes de neón, faróis cintilantes, chuva ácida, carros voadores. E, lá de nossa torre, víamos as pessoas se doendo. Quando olhávamos mais alto do que o céu, dávamos de cara com Plutão. Eu e ela, garoto-Plutão e garota-Plutão. Órbita irregular, o mais distante dos planetas, 248 anos para rodear o sistema solar. Encontro improvável. Nos encontramos. Nosso caso de amor. Nada de ruim aconteceria conosco enquanto estivéssemos naquela órbita, eu e ela, lá no alto da cidade. Quando nossos planetas se chocavam, ela sentava na janela e comia seu macarrão. Eu ligava a TV, olhava para além da tela e fazia minha oração silenciosa: "Obrigado".&lt;br /&gt;E logo entrávamos em órbita novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-113263011681848173?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/113263011681848173/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=113263011681848173&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/113263011681848173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/113263011681848173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2005/11/o-amor-em-pluto.html' title='O amor em Plutão'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-113071195075869552</id><published>2005-10-30T14:32:00.000-08:00</published><updated>2005-10-30T14:39:10.760-08:00</updated><title type='text'>Nosso caso de amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/1600/doyle-universe.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/320/doyle-universe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ela só procurava uma escada. Eu trabalhava como limpador de janelas, daqueles prédios gigantes, sempre me equilibrando. Minha escada nunca ia alto o bastante. Mas ela quis me escalar assim mesmo. Assim as coisas foram indo. Até o dia em que eu cansei de carregar escadas pela cidade afora. Queria apenas estar no topo, não importa como. Ela não se importou. Estava mais modesta agora. Não queria escalar. Para ela, bastava se apoiar. Uma vez carregador de escadas, sempre pensando em apoios. Dei meu ombro, minhas costas, minha face, minha vida. Ela esquenta minhas costas. E assim vamos indo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-113071195075869552?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/113071195075869552/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=113071195075869552&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/113071195075869552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/113071195075869552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2005/10/nosso-caso-de-amor.html' title='Nosso caso de amor'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-113071120411682319</id><published>2005-10-30T14:22:00.000-08:00</published><updated>2005-10-30T14:26:44.130-08:00</updated><title type='text'>Festa: primitivo eu sou</title><content type='html'>Volta e meia a gente dava uma festa. E, nos achando tão modernos, éramos apenas primitivos. Na caverninha escura, todos tateando faces que eram reveladas apenas no pipocar fugaz dos estrobos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu ficava me sentindo um bárbaro, um huno sujo, feio e malvado. Que, após degladiar com inimigos em mais uma batalha e se empatufar com uma coxa de um javali assado (com tecos de gordura enfeitando meu rosto e cabelo), vai se esbaldar em sua pista de dança, entre jarros do vinho mais cafajeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós éramos os índios que cantavam para os deuses. Os esquimós que faziam sua rave em iglus. A tribo africana que reverenciava o Sol. Os cães que cheiram rabos alheios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pré-pista de dança. Mas, se pensarmos bem, a essência das festas deve ser a mesma. A questão é celebrar. Retornar ao jardim de infância. Deixar a nossa identidade do lado de fora. Quer dizer, ao menos aquela parte da identidade que vai nos tolhendo desejos que não podem ser expressados em dias de não-festas. Amores expressos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sorria. E a pouca luz não deixava isso evidente para os outros. Mas não era problema algum. Porque aqui, nas festas que a gente dava, éramos representações de nós mesmos. A lenda dizia que nosso verdadeiro eu era o que estava em jogo, se jogando na pista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos abraçávamos...como nos abraçávamos. A cada pessoa que entrava pela porta, uma nova festa. A festa dentro da festa. Inibições deixadas de lado, o álcool e as drogas entrando no ritual do mundo moderno que exorcizou os exorcismos psíquicos e os deuses e os diabos. Padrão ISO-9000; pegue sua senha e tenha seu exorcismo burocrático, conecte-se ao mundo internético de Marlboro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós conversávamos. Todos nós. E falávamos sobre como tinha sido nosso dia. E falávamos sobre como gostaríamos que tivesse sido nosso dia. E falávamos daqueles que não nos quiseram. E falávamos como teria sido boa aquela trepada. Que nunca aconteceu. Que sempre ficaria para o dia seguinte. Falávamos de como o dia tinha sido difícil, de tantas injustiças no trabalho, e de como fulano e fulana foram escondidos ao banheiro para chorar. No banheiro daqui da festa as pessoas apenas aspiram. E, do lado, de fora, as pessoas batem na porta do banheiro porque têm muita água no corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falávamos sobre o dia em que não precisaríamos mais dessa necessidade quase religiosa de celebrar. Do dia em que as celebrações não acontecessem apenas durante o final de semana. De um dia em que a vida corresse gostosa segunda, terça, quarta, quinta afora. E falávamos e blasfemávamos sobre tudo aquilo que tentávamos ser, mas não conseguíamos. E de como a amiga sorria disso, e de como amigo chorava e se tornava mais um corpo da massa disforme que adentrava a pista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de huno, eu era uma formiguinha. Uma abelha que, sem saber como nem porque, fazia a rota da flor até a colméia. Como o ganso que, com seu devido cérebro de ganso, voava e se organizava aos outros gansos, magnificamente para sua emigração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu abria as portas e dava a festa. E me dirigia ao bar, e tomava meus líquidos, e sorria para quem eu nunca via sorrir durante o dia, e falava, e dançava, e beijava pelos cantos. Aqui era lugar e hora de esquecer a repressão. Consultório prático, campo de experimentações, lugar de médicos e monstros em confronto, com preferência para criaturas de intensidade sexual e instintiva e fraternal disponíveis aos mais felizes dos seres.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-113071120411682319?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/113071120411682319/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=113071120411682319&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/113071120411682319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/113071120411682319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2005/10/festa-primitivo-eu-sou.html' title='Festa: primitivo eu sou'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-113009971156392843</id><published>2005-10-23T13:31:00.000-07:00</published><updated>2005-10-23T13:35:11.573-07:00</updated><title type='text'>Perto demais</title><content type='html'>Viramos gente grande, mas continuamos fazendo lição de casa. E fazemos provas e tem toda aquela ansiedade para passar de ano. Só falta estrelinha da tia no caderno. E vamos emburrados pra escola, faça chuva ou terremoto, sol ou maremoto. Tem ainda os amiguinhos da firma. Sentamos lado a lado, como naquelas carteiras grandonas que tinha na escola. E lado a lado, estavam os “normais” e os “esquisitos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo disso porque hoje minha lição de casa, a missão do dia, foi ir ao Rio de Janeiro. Subir e descer morros, entrar em táxis para gritar, empolgado: "Siga aquele carro", e me sentir num filme de espionagem. Tudo para seguir uma banda de rock. A trabalho, que fique bem claro. Inspetor Clouseau, e não Bond, James Bond, que fique ainda mais claro. Por aqui há mais tropeços do que galanteios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o primeiro táxi que pára é dirigido por uma mulher. Aquela expressão cansada, de 40 e poucos anos envelhecidos demais, da dureza adquirida nas ruas, da profissão abraçada como que por falta de opção. E aquele preconceito (meu) ao entrar no carro e pensar, apenas pensar, já que a mente barra qualquer explosão inconsciente de falas, "Nossa, uma mulher". Sim, porque só o fato de ficar espantado já é um tipo de preconceito. Como se, pelo fato de 99,9% de motoristas de táxis serem homens, ser conduzido por dona Suely (esse é o nome dela) fosse algo estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eita palavrinha que tenho birra. Quer dizer, a maneira como ela é utilizada, sempre de forma algo pejorativa. Se 99,9% das pessoas sente prazer em, sei lá, comer, quer dizer que aquela minoria que come por obrigação ou que transa por obrigação em vez de por prazer (considerando aquela parte da população que pode se dar ao luxo de escolher, claro) é esquisita? Como se o esquisito tivesse que sumir devido à sua "insignificância" numérica perante à multidão de iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, relativizar tudo não ajuda na coisa. Poderíamos dizer "Ah, se o homem mata, isso é da natureza dele, então tudo é válido na vida". Não, gatas e gatos, antropologicamente falando, há um limite para os seres em seu estado selvagem, em seu estado primeiro. As coisas começam a ganhar limites quando a integridade física do outro começa a ficar ameaçada, óbvio. E como lembrou Fred 04, e não Freud, no show aqui no Rio, o senhor de engenho, o dono da fazenda, há uns 100 anos, era aquele cara que falava “Fodam-se os abolicionistas. Eu tenho o direito de ter o meu escravo. Tenho o direito de comprar meu escravo e dar umas chibatadas nele”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ter o direito a ....” não te lembra nada? Todos têm direito a algo. Mas vamos lembrar que o horizonte contempla paisagens mais interessantes que um mero e imenso umbigão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu tava falando dos esquisitos. E de lição de casa. O que faz, daqueles 40 aluninhos que receberam as mesmas lições e que viram as mesmas aulas, na infância, se tornar um "esquisito"? E queira ou não, são os "esquisitos", os "diferentes", que incomodam. Que dizem: "Não, obrigado, não quero fazer parte, quero fazer de outro modo". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, tudo é uma grande bobagem, dividir o mundo em dois. Mas é assim que acaba sendo, vai ser assim. Quando menos vemos, tamos lá: “Nossa, que sujeito exótico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí você se recorda, sempre com certo desconforto, de como sua classe se dividia em dois quando você era pequeno e era obrigado a fazer aulas de educação física. Quando você ficava numa fila esperando ser escolhido para fazer parte do time de futebol,basquete ou vôlei, e você era um dos últimos a ser chamado. Ou de como, desde muito pequenos, já somos cruéis uns com os outros, rindo das fraquezas alheias, alguns de forma explícita, outros de forma mais velada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que, voltando, o Rio tem aquela geografia tão gostosa, e tão primitiva, e tão surreal, e tão "esquisita". Fique alguns minutos olhando da sacada do hotel, do prédio, de algum lugar alto que seja, olhando para os morros e a multidão de prédios incrustados em meio aos morros. E comece a imaginar como essa paisagem era há milhares de anos. E de como foi a construção do primeiro prédio, a devastação da primeira floresta, como surgiu o primeiro concreto que tomou o lugar do verde, e do último verde que deu lugar à paisagem de brancos concretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convivência, né? E aqui vai citação do dia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Viver é conviver&lt;br /&gt;Conviver é coexistir&lt;br /&gt;Coexistir é irremediável&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-113009971156392843?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/113009971156392843/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=113009971156392843&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/113009971156392843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/113009971156392843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2005/10/perto-demais.html' title='Perto demais'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-112891934007036000</id><published>2005-10-09T21:40:00.000-07:00</published><updated>2005-10-09T21:42:20.076-07:00</updated><title type='text'>Vorazes</title><content type='html'>Ultimamente tenho me lembrado muito do Menino Maluquinho, o livro. E olha que só li na infância. Várias vezes, claro. Pura memória afetiva, daquelas que a gente não esquece. Quando eu era criança, já sabia que aquilo ficaria marcado pra sempre. E que, mesmo no futuro, já adulto, já véião, ainda pegaria fundo. Tô falando especificamente do final, lembra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era algo mais ou menos assim: falava que o Menino ficava sempre no gol. E que ele pegava todas as bolas. Mas teve uma coisa que ele não conseguiu segurar. Não conseguiu pegar nas mãos o tempo que passava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, então, ele cresceu. Virou adulto. Mas virou um cara legal. Mas um cara legal MESMO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu ficava pensando o que significava virar um cara legal. Quer dizer, até hoje penso o que é ser um cara legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo "cara legal" perdeu um pouco da magia pra mim quando perguntaram pro Pitta (já devidamente fora da Prefeitura) como ele queria ser lembrado no futuro, e ele disse: "Como um cara legal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que gente como, sei lá, me perdoem a obviedade, o Maluf, pensava em ser um cara legal quando criança? E será que ele se acha um cara legal hoje? E o Lula molequinho, lá nos grotões do Brasil, pensava sequer no futuro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a gente aqui? Será que na pressa de São Paulo, ainda resta tempo para lembrar essas coisas de infância? Claro que não, são tempos cínicos, pra que ficar perdendo tempo com essas questões tolinhas, metafísicas, né? Vamos falar que nem homem, discutir o que é importante na vida, fala grosso, bicha! Ai, que saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa toda tem lá seu lado de crueldade, enfim. Porque lembrar de sonhos de uma criancinha que pensava naquele seu futuro distante é lembrar as mudanças que surgem, as trombadas da vida, os caminhos, descaminhos, a corrupção em todos os sentidos. Você pode dizer evolução, e não estará errado. Vamos lembrar com carinho nos sonhos perdidos, nos sonhos realizados, e estamos falados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A UTOPIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E viramos gente grande e vamos cavando brechas. Nessa brechas, vamos tentando recuperar algum frescor da infância. Senão piramos. Cavamos relíquias e réplicas do tempo em que pensar em virar um cara legal era algo que dava coceirinha na barriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O negócio, então, é arquitetar jeitos de voltar a ser criança:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca curti jogar bola. Mas que delícia deve ser, né? Pô, manô, vamo lá? Futebolzinho com o povo da firma na quarta à noite? Gostoso voltar a ser criança por um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer compras. Se jogar na loja de CDs. Tem quem prefira olhar os carros na vitrine. As moças que compram&lt;br /&gt;mil pares de sapatos novos. Ai, belos tempos de fantásticas fábricas de chocolates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transar. Você e seu amorzinho lá, agarradinhos, peladinhos. No frio, brincar de conchinha. Momento em que somos mais crianças. Sem pudores, apenas brincando, conhecendo o corpo. Memória afetiva. Intuição, prazer, tato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, só intuição. Tenho sonho. Quero dormir que nem um bebezinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-112891934007036000?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/112891934007036000/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=112891934007036000&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112891934007036000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112891934007036000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2005/10/vorazes.html' title='Vorazes'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-112891695544147525</id><published>2005-10-09T21:00:00.000-07:00</published><updated>2005-10-09T21:05:17.220-07:00</updated><title type='text'>2002 - Por que o passado? Quem esteve lá...</title><content type='html'>Ao fim de várias vidas, era quando começava sua vida. E ela foi largada. Menino delicado, pacto de amor, unha e carne, vestimos camisetas iguais. Uau. Vamos furar os dedos e colocar uma luva em nossas mãos. Quando ela voltou para casa, percebeu que não teria mais aqueles momentos que tanto amava. Foi o deslocamento da massa polar. Verão chegando e os corpos começando a suar. Fomos jogados no jogo invisível do movimento ritmado da natureza. Talvez Deus, talvez destino, escolha a sua opção, pense em suas crenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o menino....ai ai, como adorava aquele menino.... Mais uma encarnação que se fora, agora era o início de tudo novamente. Não acredita em ponto zero. O zero, enfim, o ponto de largada, era apenas a continuação de um sistema de numeração invisível. Talvez começasse finalmente a entender a Matemática, tão falada na escola, aquela que achava tão distante de sua verdadeira vocação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os números agora diziam tudo, mais do que qualquer falatório dos poetas, dos cantores de rock I wanna be your dog, das cartomantes yeah-yeah-yeahs, estrela-guia. Nova vida, esqueça o passado, tudo é aprendizado. Nem Cleópatra, nem senhores feudais. A nova encarnação tinha que ser inventada agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrou-se do primeiro amante. Do segundo amante e de todos os que vieram depois. E pensou em outros nomes, da fase atual, em que o termo "amante" perdia sentido. O mais recente (namorado?) ainda estava naquela zona quase fantasmagórica, do não mais presente, o confuso futuro passado. Chegara em casa, e o menino era outro. Não mais aquele que a fazia gritar, agora apertos de mão, vamos nos falar. Mesmo nome, mesmo rosto, mas outro. Que ia demorar para conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por um momento desanimou. Cansaço de fazer tudo de novo, o recomeço. De novo o parto. De novo, jogada no meio de uma confusão, de novo sem entender nada. Mãos estranhas, me leve de novo lá para dentro. O meu mundinho é tudo, me traz meu menino de volta. O roteiro: choro, agora seco, menos visível, mas acompanhado da sabedoria dos prazeres (ô saudade....) e dos sentidos embolados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-112891695544147525?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/112891695544147525/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=112891695544147525&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112891695544147525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112891695544147525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2005/10/2002-por-que-o-passado-quem-esteve-l.html' title='2002 - Por que o passado? Quem esteve lá...'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-112882779514404035</id><published>2005-10-08T20:14:00.000-07:00</published><updated>2005-10-08T20:16:35.150-07:00</updated><title type='text'>Pai herói</title><content type='html'>Cadão Volpato, vindo de 3 lugares diferentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pretendo ter dois lindos filhos&lt;br /&gt;Uma menina e um robusto menino&lt;br /&gt;Botar eles na escola desde o princípio&lt;br /&gt;Mandar às favas os vizinhos&lt;br /&gt;(À noite ouvem nossos ruídos&lt;br /&gt;O que eles ganham eles põem no cofre&lt;br /&gt;Um filho uma árvore e um livro&lt;br /&gt;Herança de gente muito pobre)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E terminar todas as fábulas&lt;br /&gt;Quando eu sair da chaminé&lt;br /&gt;Depois montar na bicicleta&lt;br /&gt;Esperar que eles criem calos nos pés&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(À noite ouvem nossos ruídos&lt;br /&gt;Uma vida despojada de sentido)&lt;br /&gt;E assim nós vamos indo&lt;br /&gt;Minha pequena mulher vai dirigindo&lt;br /&gt;E assim nós vamos indo&lt;br /&gt;Meu filho segue torcendo comigo&lt;br /&gt;E assim nós vamos indo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Meus filhos foram me chamar&lt;br /&gt;Um avião estava preso nos fios&lt;br /&gt;Meus filhos foram me chamar&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-112882779514404035?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/112882779514404035/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=112882779514404035&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112882779514404035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112882779514404035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2005/10/pai-heri.html' title='Pai herói'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-112831498372421673</id><published>2005-10-02T21:35:00.000-07:00</published><updated>2005-10-02T21:56:26.140-07:00</updated><title type='text'>Mon amour</title><content type='html'>Essa é contada pelo Woody Allen, mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara vai ao psiquiatra e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Doutor, meu irmão pensa que é um frango.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Por que você não o convence de que ele não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É que eu preciso dos ovos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí Woody Allen conclui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os relacionamentos são como esses ovos. Por mais loucos, irracionais e absurdos que os relacionamentos sejam, ainda precisamos deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você precisa dos ovos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de ovos. Podem ser ovos mexidos, ovos cozidos. Até cru eu topo. Já experimentou misturar ovo com shoyu e arroz branco japonês bem quentinho? É bom, experimente. Ovo cozido, aquele que você vai descascando e tira aquela pelezinha. Ovo quente, que você come de manhã. Omeletes, então...uma delícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fato é que somos equilibristas de ovos. Às vezes andamos em cima de ovos (ou de suas cascas). E vamos carregando vários ovos na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, resolvemos carregar apenas um. E você vai se equilibrando e vai ficando surpreso que o tempo passa e que você não escorregou em nenhum momento. E que ele, o ovo, continua lá, inteirinho na sua mão. Na sua mão quentinha, que vai chocando o ovo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um belo dia você se cansa. Você pega aquele ovo que carregou com tanto carinho e cuidado durante um tempão e deixa ele cair no chão. E quando ele está lá no chão, espatifado, você nem sabe mais se deixou cair de propósito ou se foi falta de atenção sua. No final das contas, dá na mesma, não é? Não há como não ficar chateado, claro. Daquele ovo bonitinho podia nascer um pintinho, você pensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, já que estou citando Woody Allen, talvez você ache que eu ache o máximo essa coisa de viver relacionamentos intensos e breves etc. (e fracassados? ah, fracasso é tão relativo, você sabe, né?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ah, outra digressão básica. Também lembrando ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na galeria de arte, dando em cima de uma moça:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Oi. O que você vai fazer hoje à noite?&lt;br /&gt;-Cortar os pulsos.&lt;br /&gt;-E amanhã?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Bem, voltando ao assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu ache o máximo precisar de tantos ovos. E, claro, eu procuro um ovinho para ficar chocando também. Só acho bobeira ficar acreditando em tudo que nos chega mastigado na vida, entre elas esse conceito de amor de supermercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá preguiça esse desespero em querer achar o ovinho definitivo de sua vida. Essa coisa de querer agarrar logo alguém porque você quer alguém para passar a velhice com você. Esse medo de ficar sozinho. A paranóia de se imaginar véio, carcomido, sem ninguém ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor tem que ser bacana. Um ovo no meio daquela dúzia. Sem idealizar um pouco não dá. Idealizando muito não dá. Amor tem que ser bacana. Para surtar, para gritar, para calar. Para acompanhar. Para crescer. Para procriar. Para evoluir. Para cantar no meio da noite. Para chutar latas no meio da madrugada. Para pedir silêncio no meio da madrugada. Para abraçar com carinho. Para dar beijinho de peixinho. Para trepar. Para arranhar. Para te morder e para soprar, meu amor, já que tenho que te doer. Para agora. Para o dia seguinte. Para quando der tempo. Para sempre e agora. Se não é pra sempre, é pra agora. Um agora que é eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, é uma barra nada agradável ficar sozinho, muitas vezes. O que não gosto apenas é essa busca insana por um parceiro, como se fosse um item indispensável a comprar no supermercado. Você precisa ter alguém. Solteiros são mal-vistos. São os esquisitos. "Se você está só é porque alguma coisa errada você tem", é o que os compradores compulsivos de relacionamentos vão dizer. Relaxa. Acredite em amor. No amor, não no produto amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que você quer tanto alguém? Você já pensou nisso para além de seu umbigão gigante? Para além do “eu quero alguém”? “Manhéééé, o Toddy tá quente!!!”. “Calma, filhinho dá aqui que eu esfrio o Toddynho pra você”. Provavelmente você quer alguém para "dividir as coisas", imagino. Ou porque "meu emprego tá bacana, a vida tá bacana, só falta um amor bacana para tudo ficar completo". (A vida, um dia, se completa?) Ou porque você quer se apaixonar. Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando a barra aperta, reclamamos que o Toddynho tá quente. E, nessas horas, abrimos os olhos para todos os ovos: codorna, galinha etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vamos lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o seu umbigão tá na frente do seu ideal de amor? (e lá vão mais citações: o amor tá no coração ou no cérebro? existe o amor ou apenas as demonstrações de amor?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- encontrar um ex-amor após muito tempo. Você fica desnorteado? Eu acho fantástico. É um momento que dá a exata dimensão do como vivemos várias vidas apenas em uma. (ah, isso dá muuuito pano pra manga)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- encontrar um novo amor. E você, que não acredita em milagres, o mais cético dos seres, de repente vê um milagre acontecer na sua frente. Com você mesmo. AQUELE milagre. O novo amor encarnado na sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- vamos falar muito disso pela frente? ah, vamo aí, vai?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-112831498372421673?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/112831498372421673/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=112831498372421673&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112831498372421673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112831498372421673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2005/10/mon-amour.html' title='Mon amour'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-112793894968342958</id><published>2005-09-28T13:17:00.000-07:00</published><updated>2005-09-28T13:22:29.686-07:00</updated><title type='text'>Para te morder e para soprar, meu amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/1600/chungking7.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/400/chungking7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Sua profissão é observar pessoas. E nesse mundão que ela vê, tem café expresso e amores expressos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-112793894968342958?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/112793894968342958/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=112793894968342958&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112793894968342958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112793894968342958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2005/09/para-te-morder-e-para-soprar-meu-amor.html' title='Para te morder e para soprar, meu amor'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-112793782380806010</id><published>2005-09-28T12:58:00.000-07:00</published><updated>2005-09-28T13:30:08.223-07:00</updated><title type='text'>Quero ser VUP</title><content type='html'>Você se importa se eu falar sobre Curitiba, e não falar sobre os shows? Quer dizer, vou falar sobre os shows, sim, mas talvez você nem repare.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que eu estava lá no final de semana, a trabalho, para cobrir o Curitiba Rock Festival. E pensei em memória e personalidade, mais do que no Weezer, no Raveonettes ou no Mercury Rev.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num momento de confraternização entre amigos, momento pré-início dos shows, tomávamos chop quando ouvimos um zumbido poderoso. Uma Ferrari vermelha passava voando pela rua. Depois, alguns milisegundos e a outra Ferrari, logo atrás. Em seguida, a terceira. É a própria gangue da Ferrari, pensei. Tá, damos as costas, coisas de playboy, tem isso em tudo quanto é lugar. Nem deu tempo de me preparar para outro gole, e lá vem a gangue da batida das Ferraris novamente, no sentido contrário da avenida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda não consigo dar meu segundo gole. Vem menininho pedinte, querendo me vender algumas balas. Recuso, mas ele é insistente. Diferente daqui de SP, onde nossas caras fechadas e corações partidos são nossas couraças, impermeáveis e já entendidas como sinal de negação por qualquer menininho carente. Aqui não há tentativa. Mas ele insiste. E, constrangido, digo que não quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você? O que você faz quando está lá no bar, ou em qualquer lugar que seja, e você é retirado de seu mundo particular, de seus devaneios das conversas com amigos, ou de devaneios pessoais, e é jogado nessa outra realidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dê esmolas, ensinam todos, tem até cartazes da prefeitura, do governo, espalhados pela cidade dizendo que não devemos dar esmola. E você provavelmente vai pensar (e não estou te chamando de reacionário, tá?. E a coisa extrapola a questão socioeconômica):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"ah, não tenho culpa da situação dos miseráveis"; "não vou dar esmola porque ele vai gastar tudo em bebida/drogas (tóchicos, diria Severino)"; "ah, não é dando dinheiro que vou ajudar o fulano"; "ah, que coisa desagradável ele vir me pedir"; "um dia eu realmente ajudo e irei à uma instituição de caridade"; "por que ele não vai trabalhar de verdade?"; "não vou dar dinheiro porque ele deve sustentar mãe e pai vagabundos, que não trabalham".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, cada um reage de um jeito. Tem aquele que vai se solidarizar com o pedinte, vai dar alguns trocados, e trocar altas idéias com o menininho. Vai querer saber sua história, por que ele está ali e não na escola etc. Nunca vi nenhuma estatística sobre isso, mas acredito que essa situação é de uma minoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande maioria faz um ato que é tão instintivo, tão reação imediata, que vira quase norma. Você está lá, com seus amigos, entretido em algum papo, altas idéias, altas tirações de sarro, altas confidências, e de repente sua fala é cortada pelo "Tio, me dá um trocado?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pára, como se tivesse sido pego pelo marido traído em pleno ato. Dá um corte no raciocínio que você estava desenvolvendo, e dá de cara com o menininho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não tenho", você diz, constrangido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por milésimos de segundo (ainda mais rápidos do que a gangue da Ferrari), você sente todo o peso de anos e anos do miserê brasileiro nas suas costas, a herança escravocrata, Terceiro Mundo, e lembra o quanto você tem "sorte" por não estar no lugar daquele menino, e de como é esquisito ter sua vida, aquela mesma que você bradava em alto e bom som para seus amigos, interrompida por um simples "Tio, me dá um trocado?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você nega, a maioria nega. Faz aquela cara constrangida, riso amarelo, e diz que não tem. Balança a cabeça, faz um teatrinho, faz aquela cara de "Pô, cara, que mal, desculpa aí", mas não se preocupa porque ele vai insistir pouco. Vale mais a pena tentar com algum outro, que não relute tanto em dar o dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sabemos que várias pessoas vivem nas ruas, à base da caridade alheia, e você usa isso também como argumento para fechar a mão. Claro que temos dinheiro, estamos lá tomando chop, apenas não queremos dar, por alguma razão que seja. E mentimos descaradamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais surreal de toda a situação, é quando o menino dá as costas, desiste, e você retoma seu discurso de onde você tinha parado, e volta a falar com seu público _que por sua vez, também entrou por milésimos de segundos nesses questionamentos todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo volta ao normal, as pessoas se esquecem do menininho. Ah, mas é tão normal, ele é apenas mais um....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(isso aqui dá pano pra manga. Você já pensou sobre memória e personalidade? Vamos falar mais sobre isso no próximo post?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí vou para o show do Weezer e me vem à cabeça toda aquela história de ser "loser", de ser um perdedor. E lembro do show do Moby, dias antes, em que ele cantou Radiohead e dizia: "Gostaria de ser especial".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, eu não estou insinuando que é superficial gostar dessas bandas só porque o Brasil tá pegando fogo. Longe disso. E também não tenho soluções, e não sei se devemos ou não dar esmolas para o menininho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nesse mundo onde todos se estapeiam para ser VIP e Ferraris competem corridas nas ruas onde os menininhos tentam vender balas (aliás, será que Ferrari pára em sinal? como os menininhos vão pendurar suas balas no espelhinho do carro?), parece que tudo na vida é bipolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que não há meio-termo, não há nuances, não há cinzas. Há apenas o preto e o branco. Portanto, se ninguém ordenou e proclamou que você é uma "pessoa muito importante", saiba que não há nada de errado. Tenha orgulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo contrário, se o mundo é assim, agarre loucamente a sua carteirinha de VUP, de "pessoa muito desimportante". Ela dá acesso às melhores visões, aliás, à única visão. A visão real, da desilusão, do dia em que não iremos mais nos iludir com efeitos especiais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-112793782380806010?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/112793782380806010/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=112793782380806010&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112793782380806010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112793782380806010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2005/09/quero-ser-vup.html' title='Quero ser VUP'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-112771860069623424</id><published>2005-09-26T00:06:00.000-07:00</published><updated>2005-09-26T00:10:00.700-07:00</updated><title type='text'>Coisas aconteceram em Curitiba</title><content type='html'>Em Curitiba estar eu. Em Curitiba eu Yoda ver.&lt;br /&gt;E o Mercury Rev diz que o universo é feito de histórias, e não de átomos.&lt;br /&gt;E por isso conto tudo sobre golfinhos psicodélicos, Ferraris vermelhas e lobisomens, mais tarde, tá?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-112771860069623424?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/112771860069623424/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=112771860069623424&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112771860069623424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112771860069623424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2005/09/coisas-aconteceram-em-curitiba.html' title='Coisas aconteceram em Curitiba'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-112710026776516279</id><published>2005-09-18T20:23:00.000-07:00</published><updated>2005-09-18T20:24:27.773-07:00</updated><title type='text'>Fui ao quarto verde; ela, tinha fome de viver</title><content type='html'>Tarde tristonha de domingo. Dia de coincidências. Você acredita em coincidências? "Coincidências são o sinal de que você está indo pelo caminho certo", li isso em algum lugar. Talvez um biscoitinho chinês, não lembro. Mas que "caminho certo" é um termo safado, isso é. "Caminho certo...." pra onde, exatamente? A psi dizia que coincidências eram eventos simbólicos, uma espécie de sonhos na vida, digamos, concreta. Nada é ao acaso. Acontecimentos que vão se concretizando de alguma forma, enfim. E a teoria do caos e o bater da borboleta, não nos esqueçamos disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que o telefone tocou quando estava de saída de casa. Um amigo das antigas atravessa um luto _ela foi embora há algumas semanas_, e pede colo para mim. Confesso que minha pressa foi maior que meu colo. Bem, não vou me editar aqui e tentar ser "o cara mais bacana do mundo", como todos fazem em blogs. Mea-culpa, você diz. Certíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na rua, já na Augusta, dou de cara com amiga. Ela ia ver Fome de Viver. Eu fui ver O Quarto Verde. Coincidências?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí fiquei lembrando do Fome de Viver. A coisa mais anos 80 do filme não é aquela aura cult, as afetações de fotografia, trilha e maneirismos publicitários. Mas sim o romantismo todo da história, aquela mania de morrer de amor em pleno século 20, padecer das dores do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele mundo de Smiths e Joy Division que titios mais velhos que eu me contam, quando "éramos herdeiros de uma timidez criminosamente vulgar" e de quando "o amor iria nos separar dilacerando novamente" em cada canto escuro de bar. E Cazuza, Renato Russo e Caio Fernando Abreu, não nos esqueçamos do mal do século tropical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um filme de terror. É um filme de amor. Amor = terror, portanto? Não, não sejamos terroristas amorosos, por favor. Mas não deixa de ser uma bela e nada sutil metáfora essa história da vampira que atravessa os séculos e que vai colecionando amantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sempre, ela dizia. Que seja eterno enquanto dure, dãããããã. Catherine Deneuve lá, toda bonitona, enquanto seu atual amante, David Bowie, enfim sucumbe à maldição e descobre que a paixão não é para sempre. Ele começa a envelhecer anos em questão de horas. Vemos seu longo martírio (mais dele do que dela). Ele não é mais o mesmo de horas atrás. Ela sabe que tudo acabará, e que a fila, enfim, tem que andar. Próximo amante, plis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tem vários amores guardados no armário. Todos eles, mortos-vivos, insepultos, lado a lado, como uma coleçãozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corta pra vida real. E daí você se lembra de todas as vezes em que você um dia encarnou Catherine Deneuve. E também se lembra, com menos facilidade, já que dói mais, de todas as vezes em que você foi David Bowie. E você lembra de como a Paulista está especialmente fria e suja nos últimos dias. E você dá uma olhada no seu armário, e vê que ele é bem espaçoso, e vai pensando no futuro, que cabe muita gente, mas que no fundo, você queria o fim da maldição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje eu fui encarar o querido Truffaut e seu Quarto Verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele próprio faz o homem que, dez anos após a Primeira Guerra, é um mero "espectador da vida". Prefere viver com os mortos, os seus vários amigos, quase todos mortos. Sua mulher, em especial. Para ela, constrói um altar, o tal do quarto verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o Bowie do Fome de Viver, Truffaut está agarrado ao passado. Ele luta contra o esquecimento. Tenta congelar o tempo, de certa maneira.&lt;br /&gt;(e aqui rápida digressão: mortos e feridos, promessas desfeitas, sonhos e realidade, Brasil e PT. A política está em todos os lugares. Não fujam do assunto e não se digam apolíticos, gatinhas e gatões)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarto Verde é filme belíssimo, mas tristonho. Esquisitíssimo. Religioso, já que fala de almas, pega fundo, fundo. Afinal, vivemos nessa ilusão besta de achar que tudo é para sempre. Forever and ever. Igual ao mendigo da esquina, do menino de rua que te pára no farol. Por que algumas pessoas fingem que eles não existem? Por que achar que eles são invisíveis, como fantasmas de quem tentamos fugir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(bem, deixo para outra ocasião esse enfoque, digamos, social, a-hã?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão aqui é amantes, amados, feridos e amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque um amor que se foi é um ser dos mais libertários. Joga às favas essa convenção social que todos aceitamos e seguimos às riscas para não pirarmos de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, é muita piração. Peraí. É mais ou menos assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós aceitamos, mesmo que ninguém tenha pedido isso, nossos papéis sociais. Ex: sou fulano A, que trabalha em emprego B hoje, amanhã e depois. Você sabe que sou um sujeito com temperamento C, e que amanhã serei assim, e depois, e depois, e depois, com apenas umas variaçõezinhas aqui e ali, mas tudo dentro de um espectro mais ou menos limitado. Não por acaso, quem foge desses limites pré-estabelecidos, logo é considerado louco (ex.: sujeito que é sempre calminho um dia explode de raiva e ninguém o reconhece. Ele está errado?). Muitas vezes a loucura realmente pinta em algumas pessoas, mas não quero nem entrar no mérito criminal ou psicótico da coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: queira ou não, você interpreta um papel na sociedade, e esse papel é chamado de sua personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trabalho, você sabe que seu chefe agirá dentro de certos limites. E sua família, e seus amigos, e seu parceiro etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-amante, ou o amante que está prestes a se tornar ex, é dos seres que mais assustam porque quebram essa espécie de acordo silencioso, essa certeza social que é tão necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, por mais amigável que seja uma separação, temos lá dois seres que já trocaram e fizeram grandes alterações em seus papéis sociais. E que já não se reconhecem mais. E, que em determinada altura, dependendo do grau da situação, tornam-se perfeitos estranhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que nem uma história clássica do Laerte em que o menino chega em casa e descobre que sua mãe não é sua mãe, que seu pai não é seu pai etc. O pai, a mãe, a irmã tiram a fantasia, como se fosse o final de um episódio do Scooby Dôo, quando o bandido tira a sua máscara, e a sua identidade é revelada. Tudo era uma farsa, eles eram meio que atores em um grande reality show. E o moleque entra em pânico porque tudo que ele conhecia não existe mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Credo, tá pessimista demais esse texto, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô escrevendo sob o impacto dos filmes, você deixa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, no fundo tudo isso que falei é política, não é? Gente que não se reconhece mais quando olha para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papo furado vai longe. Vamos tomar cerveja e falar sobre o tudo e o nada?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-112710026776516279?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/112710026776516279/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=112710026776516279&amp;isPopup=true' title='14 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112710026776516279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112710026776516279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2005/09/fui-ao-quarto-verde-ela-tinha-fome-de.html' title='Fui ao quarto verde; ela, tinha fome de viver'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-112662263828910437</id><published>2005-09-13T07:42:00.000-07:00</published><updated>2005-09-18T20:26:44.573-07:00</updated><title type='text'>Laerte sabe tudo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/1600/piratas2.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8055/1546/400/piratas.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-112662263828910437?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/112662263828910437/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=112662263828910437&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112662263828910437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112662263828910437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2005/09/laerte-sabe-tudo.html' title='Laerte sabe tudo'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-112649335871766021</id><published>2005-09-11T19:48:00.000-07:00</published><updated>2005-09-18T20:27:54.476-07:00</updated><title type='text'>Tradição</title><content type='html'>Nasci em 1977. São 28 anos e 8 meses de vida. Nesse tempo, fui crescendo com gente me assoprando noções básicas no ouvido. Vi que o céu é azul, mas nunca entendi direito o porquê. Aprendi que era necessário respeitar pai e mãe. Fiquei sabendo que Papai Noel não existia. E cresci sabendo que o Maluf é corrupto. E nunca entendi direito por que ele era político, já que outra noção básica que eu aprendi na teoria é que os políticos deveriam ser modelos de conduta. E, mais confuso de tudo, aprendi que ele poderia continuar desviando verba pública para seu bolso à vontade que ele nunca seria repreendido por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, o céu continuou azul, mas continuo sem saber o porquê. Tá, basta uma rápida googlezada que eu descubro. Em poucos minutos. Mas não quis saber. Na prática, vi que nem sempre consegui honrar pai e mãe. Coisas de infância e adolescência, você sabe. E fiquei chocado quando descobri que Papai Noel não existia. Mentira. Nunca acreditei nele, e nem houve esse momento de descoberta, mas o que importa é romancear um pouquinho a história. Sempre funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso tudo, tendo a acreditar mais em um gordo Papai Noel no telhado de casa do que receber a notícia de que Maluf foi preso: um final de semana e vários quibes na cadeia. Parece que teve pessoas que comemoraram o fato, como acontece em finais de campeonato de futebol, gente buzinando pela rua, saindo para beber cerveja e celebrar. Era sexta-feira à noite, afinal de contas, e qualquer coisa é motivo para comemorar. Mas, claro, Maluf na cadeia é daquelas coisas que você só vê uma vez na vida, quase um cometa Halley (e eu sou mais um a perguntar: você viu? Eu não, vi um pontinho no céu que me diziam ser o Halley. Hoje, acho que era invenção dos meus tios, que me levaram para o interior para ver o danado, para não me decepcionarem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cético e cínico como todos da minha geração são, fico cheio de esperanças com a prisão de Maluf, para depois aquela lufada realista e pessimista me deixar com o pé atrás. Ôpa, é só mais um megashow da PF. Tá, tudo bem, depois da Daslu, eles têm que se superar. Afinal, depois de um Sonic Youth ou Brian Wilson, um festival não pode trazer qualquer coisa. São padrões de excelência que vão sendo criados, e que existem apenas para serem superados. E a prisão do Maluf é o Strokes da PF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PF tem um prato-feito na mão. Não é nenhum feijão com arroz. Tem um filezão duro pela frente, gororoba das boas, quibe frito que um dia sonhou em ser um fondue de gente metida à besta. Um dia Maluf disse: "Não tenho contas na Suíça". Mentiu ele, mentiram os políticos, mentiram as pessoas. Todos sempre mentem, mas hoje a moda é das boas. Nada mais daquele papo-furado das mentiras sociais, que todos nós teríamos que cantá-las diariamente, que ela é necessária para azeitar as relações. Um mundo sem mentiras seria melhor? Nunca saberemos, sabemos apenas que quando a moda é pegar na mentira, tudo se desconstrói. Mas desconstrução não é sinônimo de ruína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ôpa 2, a prisão de Maluf não vai dar em nada, ele vai sair ileso, com sua conta intocada. Pode até ser, mas o fato simbólico é o que conta, dizem. Sim, precisamos, de tempos em tempos, de símbolos nas nossas vidas. Só sei que quando as certezas que temos na vida se desfazem, perdemos referenciais. E sem referenciais, ficamos desnorteados. E, desnorteados, reavaliamos tudo que nos cerca. É o momento ideal para as mudanças, essa utopia, esse fator que sempre fica na cabeça, mais teoria do que prática, já que mudança não é algo palpável de imediato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente isso tudo me anima. Mas, ao mesmo tempo, é algo que ilude. E o grande barato da vida é nos desiludirmos. Exceto para quem prefere viver na bruma de uma hora bêbada (e qualquer Silva deveria saber isso), com a desilusão, temos revelações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilude porque começamos a achar que as coisas, no Brasil, estão mudando. Não estão, sabemos disso. E não é questão de ser pessimista. Claro, na superfície, vemos mudanças. Mensalão, mensalinho. Assistimos à morte, ao vivo, de um sistema. Dia-a-dia, testemunhamos mais porradas na execração pública do presidente que um dia salvaria o Brasil. Alguém acreditou nisso? Lula é barbudo e gordinho, tipo o Papai Noel. Se ele sabia de tudo? Se ele é menos culpado porque todos fazem isso? Todos temos nossas respostas para tudo isso, criamos gabaritos imaginários na cabeça. E nada nos tirará essas convicções. Do mesmo jeito que um palmeirense não conseguirá fazer de um corintiano um palmeirense, seja pela retórica, seja por sopapos, seja por goleadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo me lembra aquela cena final desse último Star Wars, lembra? Quando os soldados recebem as ordens de eliminar todos os jedis, e eles vão sendo assassinados um a um. Mas é um outro episódio dessa série que mais me dá medo. É aquele chamado O Império Contra-Ataca. Sabemos muito bem qual é esse império, não é? E eles vão chegar com fome. Claro, tudo é uma grande conspiração, mas bem que o seu Lula ajuda! Eita nóis! Tão mordendo muito seu bigode, presidente, não deixa as coisas na cacunda, não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, você já viu que entro em digressões e vou escrevendo, né? Já que aqui não é jornal, vai ser assim. Tipo seguindo o fluxo da consciência. E sem correções e leituras posteriores, exceto as de ortografia e gramática, tá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, voltando ao fator prisão do Maluf.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fator indissociável do fator Daslu, do mensalão etc., claro. E sabe o que todo esse "momento de ética", de "mudanças" da política brasileira me lembra? As pessoas que fazem análise. Já me explico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de qualquer coisa, claro que não tenho nada contra quem faz análise. Fiz durante alguns pares de anos, foi bom enquanto durou, mas resolvi largar há outro par de anos. Na boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, de uma maneira EXTREMAMENTE generalizada, comecei a prestar atenção nas pessoas que eu conheço que hoje fazem análise. No final das contas, reparei que ela gera um comportamento meio perigoso (tá, todos esses amigos e amigos hoje tão lidando melhor com seus grilos etc. etc.). Porque a análise funciona meio que como um fator de compensação. Tenho problemas? Tenho neuras? Sou meio escroto com os outros? Ah, tudo bem, faço análise e estou tentando lidar com isso, me dá licença, sei o que estou fazendo e falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisas do inconsciente coletivo. Lá onde dou minhas esticadas, segunda-feira é o dia que fica mais lotado. Pesquisinha informal com amigos que fazem academia ou qualquer outro tipo de atividade física também mostra que segunda-feira é o dia que fica mais cheio. Tem um fator óbvio que explica isso, já que segunda é o dia em que todos têm um pouquinho mais de tempo, em que as pendências do trabalho vão começar a ficar acumuladas durante a semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem também outro fator, que é mais subjetivo, parte de uma teoria da conspiração minha, que minha professora deu risadas, meio que concordando. As pessoas se lesam durante o fim de semana. Bebida, cigarro, noites mal-dormidas etc. Quem é pseudo-saudável, público de academias, sofre de uma notável ressaca moral. E lá vão para a segunda-feira limpar as impurezas do corpo e as mais difíceis de serem limpas, as da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei lá, esse lance todo de corrupção, CPIs e tal me dão medo por isso. Que na superfície fique essa hipocrisia toda de que as coisas estão mudando, mas que por baixo, tudo fique igual. No fundo, fica, sabemos. O que muda é que talvez as pessoas tenham mais cuidado na hora de cometer a corrupção. Que irá desestimular os políticos a roubar seus trocos. É um pensamento ingênuo meu, sei disso (e há uma enorme mudança nisso tudo que digo que não está mudando), mas a coisa é mais subjetiva, mais ligada à própria psicologia do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me diga que aquele papo furado de caras pintadas significou algo? Algo que serviu mais para dar assunto aos jornais e suprir a carência que a moçada do começo dos anos 90 tinha de pertencer à algo (tudo cheirava à perfume, tudo cheirava a um espírito juvenil, lembra?). E por acaso quem era jovem no começo dos anos 90 é mais politizado etc. e tal, e que o impeachment do Collor garantiu uma nova era, de um Brasil melhor, menos corrupto? Ai, tô sendo chato, né? Pessimista, jornalistinha revoltado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que fico assim quando tento olhar por baixo da superfície, que é onde a coisa pega mesmo. Tá, hoje assisti ao documentário Ônibus 174, e relembrar certas coisas bate fundo. E sou só eu, ou você também reparou que o número de mendigos dormindo na rua aumentou nos últimos anos? Seja bairro pobre, bairro rico, não há como não esbarrar com um homem ou uma mulher, jovem, criança, velho, dormindo nas calçadas. Posso ser superficial na minha análise, mas é para isso que eu olho mais, e é para isso que acho que as pessoas poderiam/deveriam olhar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não me venha me dizer que eu trabalho em ONG para aliviar a minha consciência, a tal da culpa social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maluf foi preso, e tenho medo da superficialidade de que a história acabou por aí. Gosto de um cinema "sem limites", como dizia Rogério Sganzerla, filmes modernos (modernos no sentido histórico, nada a ver com a descolândia, que fique claro), desconfio do mundo clássico, tudo lá, explicadinho, com historinhas, começo, meio e fim. Sabemos que as coisas não acabaram por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada fui lá na abertura daquele festival bacana que é o Videobrasil (descolândia todo em peso por ali). Bem, a coisa toda começou com uma performance/monólogo/discotecagem que discutia a questão racial no Brasil, mais precisamente a questão do negro, tendo como base o circo todo que foi a história do Grafite e do jogador argentino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem venho aqui discutir se a performance foi boa ou não, isso não importa. Mas é o que mais importava por ali, pelo jeito. Todos falavam sobre a forma, enquanto gênero artístico. Ah, é manjado demais, Ah, esse discurso está batido demais, Ah, não tem nada de novo. Ah, é constrangedor. Cinismo impera. Gosto e acredito em pinturas naifys.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, a coisa vai longe. Vamos no fluxo dos pensamentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-112649335871766021?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/112649335871766021/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=112649335871766021&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112649335871766021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112649335871766021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2005/09/tradio.html' title='Tradição'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-112589063518372508</id><published>2005-09-04T20:07:00.000-07:00</published><updated>2005-09-18T20:28:24.686-07:00</updated><title type='text'>Manias</title><content type='html'>Se Freud matou a charada, por que algumas coisinhas continuam erradas, então? Tem o sujeito que pega o carro e sai correndo confortavelmente em seu carrão (tá, pode ser carrinho também, aliás, o mais normal é que seja um carrinho) lá perto dos 200 km/h. O tiozinho do sofá diria que é aquele desejo inconsciente pela morte. Uma tentativa malucona, sabe-se lá por que, de desafiar o tempo todo esse limite claro: vida x morte. Uma vontade de abreviar essa angústia toda que costuma durar uns 80 e poucos anos, valores atualizados e revistos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo explicaria coisas do tipo "por que o homem continua nesse processo de auto-destruição que é o uso escancarado dos recursos naturais ou, em outras palavras, esse estupro diário no meio-ambiente e tal"?. Ops, aqui os antipoliticamente corretos de plantão vão reclamar, claro, já que a palavra "meio-ambiente" causa coceiras em certos círculos. Mais do que interesses econômicos e Bushes à frente, a coisa toda é esse desejo inconsciente de apertar o botãozinho que explodiria tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja em parte um fracasso da psicanálise, essa que ficou tão restrita em certos círculos, e que hoje é apenas sinônimo de terapia de 100 e poucos reais para uma hora de sessão. Talvez Freud tenha sido sabotado por um esquema de marketing falho. Porque talvez Freud seja o Che Guevara da psicanálise, hoje mero produto de consumo, nominho bonito para sacar em uma festa para demonstrar certa erudição pop. Talvez justamente porque não basta saber a teoria, a prática é outra etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá tarde, continuo mais tarde, tá?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-112589063518372508?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/112589063518372508/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=112589063518372508&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112589063518372508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112589063518372508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2005/09/manias.html' title='Manias'/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16336317.post-112588722166174740</id><published>2005-09-04T19:26:00.000-07:00</published><updated>2005-09-04T19:57:37.073-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ponto zero.&lt;br /&gt;Foi um sonho, ela me disse. Mas aí está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ÚLTIMO ANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais provável é que tudo tenha começado lá, no último ano do curso superior, e não no jardim de infância, como o bom-senso (sonso como só ele) supunha. Como se todas as lembranças viessem à cabeça, como dizem ocorrer quando a hora (aquela hora, a última delas) chega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ela, não eram imagens parecidas daquelas dos filmes. Nunca gostou e nem acreditava na estética videoclípica. Se fosse dessa maneira, seria como colocar tinta vermelha no cabelo de nossos antepassados. Definitivamente, tais cabelos não combinam com chapéu-coco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa qual a realidade, ela sempre relativa. Mas em seu caso, talvez emboloradas polaróides viessem mais ao caso. Charmosas, modernas e com aquele ar que apenas os rapazinhos descolados possuem. Polaróides, frescas e afetadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a questão era outra. O início de tudo, a missão de sua vida, e o porquê daquelas dores. Sonho de ser inteligente, chaveco alucinógeno, papo sonolento, abraços de boteco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento era outro. Fortes contrações que agora se juntavam às dores em sua coluna. Os profissionais entendidos (médicos, diziam-se), localizavam-nas em seu coração, aquele lugar que, desde a mais próxima infância diziam ser vermelho, desenho semelhante ao de uma meiga e suarenta bunda. Mas a conotação sexual da forma geométrica não é justamente o contrário do que prega o amor romântico? Sexo anal, ô gostosa, vou te comer. Te amo, olhinhos brilhando, quero ficar velhinha ao seu lado e contar aos nossos netinhos como nos conhecemos. Como é seu nome mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ela, as pequenas conquistas sempre passaram desapercebidas. Devoradas pelo monstro do esquecimento, talvez daquele cotidiano sagrado e preciso como o relógio de sua cabeceira. Um dia a pilha acaba e chegarei atrasada, tinha consciência.&lt;br /&gt; E agora, sentia-se como no último dia de aula do curso superior. Já se passavam alguns anos, mas um buraco se abria em sua cabeça. Como aquela teoria que havia descoberto recentemente e que derrubava torres. Era o eterno que retornava. Retorno eterno. Antiga teoria, mais devastadora que as doenças do sexo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16336317-112588722166174740?l=brunoyutakasaito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/feeds/112588722166174740/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16336317&amp;postID=112588722166174740&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112588722166174740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16336317/posts/default/112588722166174740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brunoyutakasaito.blogspot.com/2005/09/ponto-zero.html' title=''/><author><name>Bruno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08925842775286840680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_BIsGC7QcR5w/TUW4r-zkPfI/AAAAAAAAAHE/to3yL2EGMI4/s220/blogfoto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
